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Helicóptero do governo do RN transporta Jair Bolsonaro para atendimento médico em Natal

Jair Bolsonaro passa mal no RN e é atendido pelo SUS

Jair Bolsonaro passou mal com dores abdominais no RN, em 11 de abril de 2025, e foi atendido pelo SUS. Transferido de Santa Cruz para Natal, está estável, sem necessidade de cirurgia. Governadora Fátima Bezerra garantiu apoio, e ministro Padilha elogiou o SAMU.

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Bolsonaro atendimento SUS
Helicóptero do governo do RN transporta Jair Bolsonaro para atendimento médico em Natal após mal-estar em Santa Cruz.

Na sexta-feira, 11 de abril de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou um problema de saúde durante uma visita ao Rio Grande do Norte. Ele sentiu fortes dores abdominais, relacionadas à facada que sofreu em 2018, durante a campanha eleitoral. Atendido rapidamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Bolsonaro foi estabilizado e transferido para um hospital em Natal. Confira os detalhes do ocorrido.

Mal-estar em Santa Cruz

Tudo começou em Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte, onde Bolsonaro participava de compromissos. Por volta da manhã, ele passou mal com dores intensas na região abdominal. Rapidamente, foi levado ao Hospital Municipal Aluízio Bezerra, onde recebeu os primeiros cuidados. A equipe médica conseguiu estabilizá-lo, mas decidiu que ele precisava de exames mais detalhados.

Transferência para Natal

Para garantir um atendimento mais especializado, Bolsonaro foi transferido ao Hospital Rio Grande, em Natal. A governadora Fátima Bezerra (PT) cedeu um helicóptero do governo estadual para o transporte, que ocorreu com segurança. Equipes de saúde e da Secretaria de Segurança Pública acompanharam todo o processo. No hospital, os médicos avaliaram o ex-presidente e confirmaram que ele está estável, sem necessidade de cirurgia por enquanto. Segundo Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, ele está acordado e se recuperando.

Apoio do governo estadual

Apesar de diferenças políticas com Bolsonaro, a governadora Fátima Bezerra priorizou a assistência ao ex-presidente. Ela afirmou: “Determinei total empenho e a adoção de todas as providências necessárias” para garantir o atendimento médico. A Secretaria de Saúde do estado foi mobilizada para assegurar que Bolsonaro recebesse os cuidados adequados, mostrando compromisso com a saúde, acima de divergências partidárias.

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Elogios ao SUS e polêmica nas redes

O atendimento rápido a Bolsonaro destacou a eficiência do SUS e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, usou as redes sociais para reforçar a importância desses serviços, criados no governo Lula. “O SAMU é essencial para atendimentos de emergência em todo o Brasil”, escreveu. Embora a mensagem não criticasse diretamente Bolsonaro, alguns interpretaram como uma indireta, lembrando que o ex-presidente foi acusado de tentar reduzir investimentos no SUS.

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O senador Humberto Costa (PT) foi mais direto, ironizando que Bolsonaro foi salvo por serviços públicos que ele teria tentado enfraquecer. A postagem de Padilha gerou debate online, mas o foco principal foi a valorização do SUS como um pilar da saúde pública brasileira.

As críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS) são diversas e refletem tanto suas ações quanto suas propostas durante seu governo. Aqui estão algumas das principais críticas:

Críticas de Bolsonaro ao SUS e propostas de privatização

Em outubro de 2020, Bolsonaro publicou um decreto (Decreto 10.530), que autorizava estudos para permitir a participação da iniciativa privada na construção, gestão e operação de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o que foi interpretado por muitos como um passo em direção à privatização do SUS. Após intensas críticas, o decreto foi revogado.

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A proposta gerou reações negativas de entidades de saúde e políticos, que argumentaram que a medida poderia enfraquecer o SUS.

Gestão da Saúde

Durante a pandemia de COVID-19, o governo Bolsonaro foi criticado por sua abordagem, que incluiu negacionismo e atrasos na implementação de medidas eficazes, como a mobilização da atenção primária.

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Houve uma redução nos investimentos em saúde, o que afetou a capacidade do SUS de atender às necessidades da população.

Estado de saúde e próximos passos

Bolsonaro segue internado no Hospital Rio Grande, em observação. Ele próprio informou que está estável e que, por ora, o tratamento será clínico, sem necessidade de nova cirurgia. A causa das dores está ligada às complicações do atentado de 2018, que deixou sequelas em sua saúde.

O caso trouxe à tona a importância de um sistema de saúde acessível e eficiente, capaz de atender a todos, independentemente de posição política. A recuperação do ex-presidente é acompanhada com atenção, enquanto o Rio Grande do Norte demonstra solidariedade em um momento delicado.

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DESTAQUE

Dino manda PF apurar R$ 55,4 milhões em emendas Pix apontados pelo TCU

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal apure as irregularidades levantadas pelo Tribunal de Contas da União na execução das chamadas emendas Pix. O relatório do órgão de controle aponta R$ 55,4 milhões em possíveis danos ao erário entre 2020 e 2024.

Recebido pelo ministro em 31 de julho, o documento foi remetido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “a fim de que verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso, proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos”. Dino determinou ainda que a análise priorize as “hipóteses de danos ao Erário já apontados pela Egrégia Corte de Contas”.

Emendas Pix é o apelido dado às transferências especiais, modalidade que dificultava identificar tanto o parlamentar autor da destinação quanto quem recebia o dinheiro na ponta. Foi essa opacidade que levou o Supremo, uma vez provocado, a fiscalizar o mecanismo e a cobrar os critérios de rastreabilidade e transparência fixados na Constituição para a aplicação de recursos públicos. Dino relata a ação sobre o tema.

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Os números do relatório

A auditoria examinou cem transferências especiais destinadas a 74 entes federados, num total de R$ 198.109.222,97 em recursos fiscalizados. Desse volume, mais de R$ 26,3 milhões aparecem como prejuízo decorrente do comprometimento da transparência e da rastreabilidade.

Outros R$ 14,9 milhões foram para o pagamento de despesas “sem comprovação jurídica/fiscal idônea, estranhas à finalidade da transferência especial” ou “sem comprovação da quantidade ou do objeto realizado”. Um terceiro grupo, de R$ 14,1 milhões, reúne casos de “inexecução total ou parcial do objeto” e “superfaturamento de preços”.

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Para Dino, os achados “demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”.

 

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