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Conar suspende anúncios de casas de apostas na CazéTV durante Copa

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anúncios de casas de apostas

Medida liminar atinge marcas KTO, Betnacional e Bet365 após queixas sobre promessas de ganhos nas transmissões

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) determinou na sexta-feira (26) a suspensão liminar de anúncios das marcas KTO, Betnacional e Bet365 veiculados pela CazéTV na Copa do Mundo. A decisão atende a três representações abertas na quinta-feira (25) motivadas por queixas de consumidores.

O público questionou o formato de ações de merchandising conduzidas por apresentadores e comentaristas. O foco da denúncia é a suspeita de que as ofertas de modalidades específicas induziriam a audiência a erro sobre as reais probabilidades de ganho.

Fundamentação e liminar

O relator do processo no Conar classificou a concessão da liminar como uma “relevante baliza” regulatória para o mercado até o julgamento definitivo do caso. A medida foi aplicada mesmo com as ofertas já expiradas, uma vez que o formato estava atrelado a jogos ao vivo ocorridos no passado.

Regras do setor e infrações

A suspensão fundamenta-se nas diretrizes implementadas em dezembro de 2023 no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CBAP). O documento dita regras específicas para o segmento de bets.

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De acordo com o relator, a publicidade veiculada apresentou uma “combinação de elementos indicativos de infração” aos cinco pilares do código:

  • Transparência sobre o caráter comercial.
  • Apresentação verdadeira para não induzir a erro.
  • Responsabilidade social, vetando estímulo ao exagero ou pressão.
  • Avisos de restrição obrigatórios.
  • Proteção a vulneráveis, com restrição total ao público infantojuvenil.
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Prazos e andamento processual

Com a recomendação de sustação imediata das campanhas denunciadas, o Conar abre prazo para a manifestação formal de defesa da CazéTV e das três empresas de apostas.

Após esta etapa, o Conselho de Ética da entidade realizará a análise de mérito para emitir o parecer definitivo sobre a regularidade do marketing.

 

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Polícia Civil mira facções por homicídios e cumpre 35 mandados em MT

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Ação deflagrada nesta segunda-feira (29) investiga mortes ordenadas por líderes criminosos em São José do Rio Claro e outras sete cidades.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Raleda na manhã desta segunda-feira (29) para cumprir 35 ordens judiciais contra integrantes de duas facções criminosas rivais.

Os alvos são investigados por homicídios encomendados por líderes dos grupos em São José do Rio Claro e região. Os suspeitos também respondem por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e venda de medicamentos proibidos.

Apreensões e oito prisões

A Justiça expediu 27 mandados de busca e apreensão. As equipes cumprem as ordens em residências, locais de trabalho e empresas dos investigados. A operação inclui ainda cinco mandados de prisão preventiva e três de prisão temporária.

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A apuração da Delegacia de São José do Rio Claro identificou a atuação de grupos paralelos. Segundo a Polícia Civil, esses suspeitos não têm ligação direta com os homicídios, mas mantêm relação entre si na prática de outros delitos. O braço do grupo atua com comércio e porte ilegal de armas e munições. A lista de infrações abrange lavagem de capitais, exercício ilegal da medicina e venda de remédios sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Ação em oito municípios

Os mandados judiciais são cumpridos simultaneamente em oito cidades de Mato Grosso. Além de São José do Rio Claro, que coordena a investigação, os policiais atuam em Cuiabá, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Brasnorte, Barra do Bugres, Comodoro e Mirassol d’Oeste.

Efetivo de 80 policiais civis

A operação mobiliza 80 policiais civis, contingente formado por delegados, escrivães e investigadores.

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A execução dos mandados recebe apoio operacional da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA) e a unidade de Estelionato de Cuiabá também prestam suporte. O efetivo conta ainda com equipes da Delegacia Regional de Nova Mutum e de unidades de Tapurah e Nova Maringá.

A ofensiva policial integra a Operação Pharus, parte do planejamento estratégico de 2026 da instituição. A ação compõe o Programa Tolerância Zero, focado no combate a grupos criminosos no estado.

 

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