Economia
Agência de fomento libera crédito de até R$ 5 milhões para pequenos negócios em Mato Grosso
Desenvolve MT libera seis linhas de crédito com tetos de até R$ 5 milhões e juros reduzidos para empresas, produtores rurais e setor de turismo em Mato Grosso.
Desenvolve MT oferece seis modalidades de financiamento focadas em inovação, turismo, transporte e agronegócio, com juros a partir de 0,50% ao mês.
A Desenvolve MT, agência estadual de fomento, disponibiliza seis linhas de financiamento com limites que variam de R$ 15 mil a R$ 5 milhões para empreendedores em Mato Grosso. O portfólio abrange crédito para capital de giro, obras, compra de equipamentos e inovação tecnológica, atendendo desde microempreendedores individuais até empresas ligadas ao setor de turismo e agronegócio.
O acesso aos recursos visa garantir a competitividade no mercado local, permitindo que diferentes perfis de negócios invistam em estrutura e modernização. De acordo com a agência estadual, as linhas oferecem taxas reduzidas e prazos estendidos com períodos de carência, mecanismos desenhados para dar suporte ao crescimento corporativo sem comprometer o fluxo de caixa imediato das companhias.
A estrutura de crédito da instituição se divide por segmento e perfil demográfico. A linha Crédito Empresarial concentra financiamentos de até R$ 1,5 milhão para obras civis e maquinário, com a possibilidade de destinar 30% do valor aprovado para capital de giro via modalidade Invest Mix. O prazo máximo de pagamento alcança 120 meses, com juros a partir de 1% ao mês e descontos de até 20% para quitação em dia.
Para o público jovem, limitado a 29 anos de idade, e mulheres de qualquer faixa etária, o programa Jovem e Mulher Empreendedor atende demandas menores. A linha libera até R$ 15 mil, focada na aquisição de estoque, insumos e matéria-prima. O custo de captação é de 0,50% ao mês, com prazo de 42 meses e seis meses de carência.
Inovação e logística
Empresas com foco em atualização tecnológica têm acesso ao Desenvolve Inovação, operado por meio de uma parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O modelo de crédito permite financiar softwares, processos de patenteamento, pesquisa e compra de equipamentos nacionais e importados. O prazo de quitação chega a 96 meses, com 24 meses de carência. As taxas acompanham o porte do negócio: micro e pequenas empresas pagam a Taxa Referencial (TR) somada a 6,068% ao ano, enquanto médias e grandes assumem TR mais 6,0605% ao ano.
No setor de prestação de serviços logísticos, o Desenvolve Transporte foi estruturado para entregadores, taxistas e empresas focadas em transporte de cargas e passageiros. Os valores concedidos variam entre R$ 20 mil e R$ 1,5 milhão, aplicáveis tanto para a compra de frota quanto para adaptações de segurança. Os juros máximos chegam a 1,4% ao mês, com 72 meses para regularização do contrato.
Agronegócio e turismo
A agência de fomento também reserva limites específicos para a produção rural por meio do Desenvolve Invest Rural. O teto de R$ 1,5 milhão atende pequenos produtores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, voltados à compra de implementos agrícolas. As regras fixam taxa de 1% ao mês, carência de seis meses e prazo total de 90 meses para pagamento.
As empresas com registro ativo no Cadastur acessam as condições do Novo Fungetur, modalidade que oferece o maior volume de recursos da agência estadual. O limite alcança R$ 5 milhões e financia reformas, aquisição de bens ou capital de giro. Com foco exclusivo no fomento ao turismo, as taxas limitam-se a 5% ao ano com acréscimo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os contratos estabelecem até 240 meses de prazo para pagamento, com carência máxima de cinco anos. Na linha de capital de giro isolado do Fungetur, o teto é de R$ 500 mil para empresas em geral e R$ 20 mil para Microempreendedores Individuais (MEIs).
Os empresários e produtores interessados na captação devem formalizar as solicitações por meio do portal oficial da Desenvolve MT ou via atendimento nos canais de mensagem da instituição.
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DESTAQUE
Banco Central estabelece bloqueio de até 72 horas para transações atípicas no Pix
Novas regras do Banco Central permitem a retenção de transferências via Pix por até 72 horas em casos de fraude e impõem limites noturnos.
Mecanismo cautelar retém transferências sob suspeita de fraude; regras impõem limite de R$ 200 em novos celulares e teto de R$ 1.000 durante a noite.
O Banco Central implementou regras de segurança que autorizam o bloqueio automático de transferências via Pix por até 72 horas caso o sistema identifique movimentações financeiras fora do padrão. A diretriz foca em restringir a ação de golpistas nas operações bancárias cotidianas.
A alteração afeta a dinâmica do sistema instantâneo de pagamentos. Com o bloqueio cautelar, as instituições financeiras retêm o dinheiro enviado antes que ele fique acessível na conta do destinatário. A retenção corta o fluxo de capital derivado de possíveis golpes, impedindo que os valores suspeitos circulem de forma rápida entre diferentes titularidades.
O acionamento do mecanismo não provoca o cancelamento sumário da operação financeira. O envio do valor é interrompido temporariamente para que o banco execute uma avaliação obrigatória. Ao término da checagem, que deve respeitar o prazo máximo de três dias, a instituição decide o destino do dinheiro. O montante é liberado ao recebedor, caso a transação se prove legítima, ou devolvido de forma integral ao pagador, se o indício de fraude for confirmado.
Limites em novos dispositivos e período noturno
O pacote de segurança bancária atinge contas acessadas a partir de aparelhos desconhecidos. Aparelhos de telefone celular novos, que ainda não passaram por validação de segurança pelo cliente junto à instituição financeira, enfrentam limitações. Nesses dispositivos, os usuários conseguem transferir até o teto de R$ 200 por operação, com a soma diária restrita a R$ 1.000.
A limitação de valores opera também de acordo com a faixa de horário. Durante o período noturno, que concentra parte das ocorrências de irregularidades, as transferências de pessoas físicas possuem limite reduzido. Entre as 20h e as 6h, o sistema permite transações de até R$ 1.000.
A adoção das barreiras pelo Banco Central responde ao aumento na utilização da ferramenta de pagamentos no país. O sistema financeiro aplica o rigor técnico às contas para conter fraudes, sem alterar o funcionamento instantâneo das movimentações consideradas seguras.
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