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Cuidado com o que perguntar à inteligência artificial: saiba os limites

Inteligência artificial é útil, mas tem limites. Evite compartilhar dados pessoais, pedir conselhos médicos, legais ou conteúdos ilegais para garantir segurança.

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Interface de inteligência artificial em tela, destacando a importância de usar a tecnologia com cuidado.

A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente no nosso dia a dia, ajudando em tarefas simples, como organizar compromissos, ou mais complexas, como responder perguntas técnicas. Ferramentas como ChatGPT, Copilot e Gemini são poderosas, mas é preciso saber o que não perguntar para evitar problemas. Vamos explorar os cuidados necessários para usar a IA de forma segura e responsável.

IA não sente, só responde

Por mais que as respostas de uma IA pareçam humanas ou empáticas, é importante lembrar: ela não tem emoções, intenções ou lealdades. “Inteligência artificial é uma assistente que não pode ter sua total confiança”, como bem ilustra a ideia por trás dessas tecnologias. A IA é projetada para responder de forma natural, mas não entende o contexto da sua vida ou protege seus interesses como um amigo faria.

Dados pessoais: mantenha-os em segredo

Compartilhar informações como seu nome completo, endereço, senhas ou outros dados pessoais com uma IA pode ser arriscado. Essas informações podem ser armazenadas e usadas em treinamentos futuros da ferramenta, mesmo sem você saber. Além disso, expor dados sensíveis aumenta o risco de golpes, como ataques de engenharia social, em que criminosos exploram informações para enganar pessoas. A regra é clara: se é pessoal, guarde para você.

Logins e senhas: um erro perigoso

Com o avanço da IA, muitas ferramentas pedem dados de acesso para se conectar a serviços de terceiros. No entanto, fornecer logins e senhas é um grande risco. Após inserir essas informações em um chatbot público, você perde o controle sobre elas. Já houve casos em que dados de um usuário apareceram nas respostas dadas a outro, criando um verdadeiro pesadelo para a privacidade.

Informações financeiras: nunca compartilhe

Da mesma forma, evite inserir números de contas bancárias ou cartões de crédito em chatbots generativos. Esses dados só devem ser fornecidos em sistemas seguros, como os de bancos ou lojas online, que usam criptografia e excluem informações após o uso. Chatbots não oferecem essas garantias, e expor seus dados financeiros pode levar a fraudes ou roubo de identidade.

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Informações confidenciais: proteja o sigilo

Você tem a responsabilidade de proteger informações sensíveis, seja no âmbito profissional ou pessoal. Médicos, advogados e contadores, por exemplo, devem manter o sigilo de seus clientes. Funcionários também têm o dever de guardar segredos comerciais de suas empresas. Compartilhar documentos corporativos, como atas de reuniões ou registros, pode violar essas regras. Um exemplo disso ocorreu com funcionários da Samsung em 2023, que enfrentaram problemas por expor dados sensíveis. Por mais que pareça útil usar a IA para análises, só compartilhe o que for seguro.

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Informações médicas: cuidado redobrado

É tentador pedir à IA que diagnostique problemas de saúde, mas isso exige cautela. Ferramentas como o ChatGPT podem “lembrar” interações e conectar informações de diferentes conversas, mas não oferecem garantias de privacidade. Dados médicos expostos podem ser usados de forma inadequada, especialmente por empresas de saúde, que enfrentam multas pesadas e danos à reputação se informações de pacientes vazarem.

Conselhos médicos e legais? Só com especialistas

Embora a IA possa explicar conceitos de saúde ou leis de maneira didática, ela não substitui médicos, advogados ou outros profissionais. Pedir diagnósticos médicos ou orientações legais pode levar a erros graves, já que as informações fornecidas podem estar desatualizadas ou incompletas. Para sua segurança, sempre consulte um especialista antes de tomar decisões importantes.

Cuidado com conteúdos criativos

Usar IA para criar textos, imagens ou outros conteúdos é prático, mas exige atenção. Algumas criações podem, sem querer, violar direitos autorais. Antes de publicar algo gerado por IA, verifique a originalidade e faça ajustes para garantir que o material seja único e legal.

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Nada de pedidos ilegais ou antiéticos

Perguntar sobre atividades ilegais, como acessar links piratas ou aprender técnicas de hacking, é um caminho sem volta. As IAs são programadas para bloquear esse tipo de solicitação, e insistir pode acionar alertas nas plataformas, gerando relatórios automáticos. Além de não obter respostas, você pode enfrentar consequências legais. Isso também vale para pedidos antiéticos, como formas de cometer fraudes ou manipular pessoas para ações prejudiciais.

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Leis e consequências ao redor do mundo

Muitas políticas de uso proíbem solicitações ilegais ou antiéticas, e os usuários podem ser denunciados às autoridades. As leis variam por país: na China, a IA não pode ser usada para desestabilizar o governo ou a sociedade; no Reino Unido, a Lei de Segurança Online considera crime compartilhar imagens explícitas geradas por IA sem consentimento. Esses pedidos não são apenas moralmente errados — podem levar a sérias consequências legais e danos à sua reputação.

Use a IA com responsabilidade

A inteligência artificial é uma ferramenta incrível para aprender, explorar ideias e facilitar a rotina, mas tudo depende de como você a utiliza. Como tudo o que colocamos na internet, é prudente assumir que nada fica privado para sempre. Evite compartilhar no ChatGPT qualquer coisa que você não gostaria de ver publicada para o mundo. Evitar perguntas inadequadas e respeitar os limites da tecnologia garante uma experiência segura e produtiva. Agora que você sabe o que não perguntar, está pronto para aproveitar o melhor da IA com tranquilidade?

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DESTAQUE

Dino manda PF apurar R$ 55,4 milhões em emendas Pix apontados pelo TCU

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal apure as irregularidades levantadas pelo Tribunal de Contas da União na execução das chamadas emendas Pix. O relatório do órgão de controle aponta R$ 55,4 milhões em possíveis danos ao erário entre 2020 e 2024.

Recebido pelo ministro em 31 de julho, o documento foi remetido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “a fim de que verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso, proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos”. Dino determinou ainda que a análise priorize as “hipóteses de danos ao Erário já apontados pela Egrégia Corte de Contas”.

Emendas Pix é o apelido dado às transferências especiais, modalidade que dificultava identificar tanto o parlamentar autor da destinação quanto quem recebia o dinheiro na ponta. Foi essa opacidade que levou o Supremo, uma vez provocado, a fiscalizar o mecanismo e a cobrar os critérios de rastreabilidade e transparência fixados na Constituição para a aplicação de recursos públicos. Dino relata a ação sobre o tema.

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Os números do relatório

A auditoria examinou cem transferências especiais destinadas a 74 entes federados, num total de R$ 198.109.222,97 em recursos fiscalizados. Desse volume, mais de R$ 26,3 milhões aparecem como prejuízo decorrente do comprometimento da transparência e da rastreabilidade.

Outros R$ 14,9 milhões foram para o pagamento de despesas “sem comprovação jurídica/fiscal idônea, estranhas à finalidade da transferência especial” ou “sem comprovação da quantidade ou do objeto realizado”. Um terceiro grupo, de R$ 14,1 milhões, reúne casos de “inexecução total ou parcial do objeto” e “superfaturamento de preços”.

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Para Dino, os achados “demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”.

 

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