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CINEMA NACIONAL

Longa estrelado por Zezé Motta sobre Mãe Bonifácia estreia em Cuiabá,onde assistir

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filme Mãe Bonifácia
Símbolo de coragem e resistência, a figura de Mãe Bonifácia ganha vida nas telas sob a interpretação da atriz Zezé Motta. (Foto: Divulgação)

Produção mato-grossense resgata a história de líder negra que ajudava escravizados; exibição é gratuita no Cine Teatro

O longa-metragem de ficção “Mãe Bonifácia”, protagonizado pela atriz Zezé Motta, estreia nesta terça-feira (31), às 19h30, no Cine Teatro Cuiabá, com entrada gratuita. Dirigido por Salles Fernandes, o filme narra a trajetória da figura histórica mato-grossense conhecida por acolher e curar escravizados em fuga no século 19.

A produção joga luz sobre uma das principais personagens da memória negra de Mato Grosso, retirando-a apenas do imaginário popular e da tradição oral para materializá-la na tela do cinema. Viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), a obra consolida o resgate histórico da mulher que dá nome a um parque estadual na capital e reflete um esforço de valorização da identidade regional.

Protagonismo e escolha do papel

Aos 80 anos e com mais de 60 de carreira, Zezé Motta teve o roteiro apresentado pela direção e aceitou o papel pela força da personagem. O diretor Salles Fernandes relata que a atriz expressou o desejo de tornar a história conhecida nacionalmente: “Me identifiquei com a personagem, quero viver esta história e quero que o Brasil a conheça!”.

Para a atriz, o papel rompe com estereótipos que marcaram o início de sua trajetória no audiovisual. “O que gostei na Mãe Bonifácia é que é uma mulher empoderada. Uma experiência gostosa que ficou com gosto de quero mais”, afirmou Zezé, destacando que, na juventude, costumava interpretar mulheres submissas e serviçais.

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Para os realizadores do filme, ela é a única atriz que reúne ao mesmo tempo trajetória histórica, simbolismo político e “respeito” para representar uma figura negra liberta e de resistência como Mãe Bonifácia.

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A presença de Zezé Motta na estreia em Cuiabá ainda não está confirmada devido a compromissos profissionais da atriz. O elenco conta também com artistas locais, como Elina Souza, Ivan Belém e Eloá Pimenta.

Desafios de produção

As gravações ocorreram entre abril e julho de 2025 em uma chácara no município de Sorriso, baseadas em pesquisas arquitetônicas para recriar a Cuiabá do fim do século 19.

A equipe de produção construiu uma casa na beira do rio, desenhada para refletir as condições de vida da personagem na época, além de desenvolver figurinos e adereços específicos. Salles Fernandes, que já acumula prêmios por curtas como “Tereza de Benguela”, descreveu o processo de recriação de época como o maior desafio do projeto.

A figura histórica e a tradição oral

A imagem de Mãe Bonifácia em Mato Grosso foi construída majoritariamente por relatos transmitidos de geração em geração. Ela é lembrada por orientar escravizados a fugir pelo leito de um córrego para despistar cães farejadores, criando uma rota até um refúgio que originou o atual bairro Quilombo. “Formou-se um quilombo para ajudar, onde fica atualmente o bairro Quilombo”, explica o diretor.

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Além do acolhimento, a tradição oral a descreve como benzedeira e curandeira. Histórias paralelas também circulam, incluindo a lenda de que ela seria uma mulher rica que enterrou um caldeirão de joias durante um surto de varíola. Do ponto de vista documental, pesquisas recentes localizaram uma certidão de óbito registrada em Cuiabá no dia 19 de fevereiro de 1867, atestando sua morte aos 80 anos.

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Um ano sem Preta Gil: o alerta sobre o câncer de intestino

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câncer de intestino

Brasileiros reconhecem sinais do câncer colorretal, mas adiam a ida ao médico, mostra pesquisa

Levantamento do A. C. Camargo e da Nexus com mais de 2 mil pessoas revela que, entre quem já percebeu sangue nas fezes, 40% não buscaram atendimento imediato; o exame que antecipa o diagnóstico é desconhecido por dois em cada três.

A maioria dos brasileiros sabe que sangue nas fezes e mudança no funcionamento do intestino por mais de um mês podem ser sinais graves — mas boa parte não converte esse conhecimento em atitude. Oito em cada dez entrevistados reconhecem que os dois sintomas podem indicar algo sério e, ainda assim, quase metade admite que não procuraria assistência médica com rapidez.

O descompasso importa porque esses dois sinais estão entre os principais indícios do câncer colorretal, tumor que o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta em 53.810 novos casos por ano no triênio 2026-2028 — o segundo de maior incidência no país. Foi essa doença que levou à morte a cantora Preta Gil, há exatamente um ano, em 20 de julho de 2025, após dois anos de tratamento.

Os números são de um levantamento do Hospital A. C. Camargo e da Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o câncer colorretal e seus sintomas. Cerca de 67% dos entrevistados concordam que os dois sinais podem indicar a doença, e 24% dizem concordar totalmente com essa associação.

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Entre quem já teve o sintoma, quatro em cada dez não agiram

A distância entre reconhecer o risco e reagir a ele fica evidente no grupo que já enfrentou o sinal mais associado ao tumor. Nove por cento dos entrevistados relataram já ter notado sangue nas fezes; desses, 59% procuraram atendimento médico de imediato, mas 40% não tiveram a mesma reação.

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Nesse grupo que hesitou, 19% não fizeram nada e esperaram o sintoma passar, e 10% aguardaram dias ou semanas antes de procurar um médico. Houve ainda quem recorresse a remédios caseiros ou mudanças na alimentação (7%), quem fosse à farmácia por conta própria (3%) e quem pesquisasse na internet antes de buscar orientação profissional (1%).

O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, afirma que, diante do aumento de casos no Brasil, não se deve ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.

“Também é necessário realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial”, ressaltou.

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Exame que antecipa o diagnóstico é desconhecido por dois terços

A Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO) é apontada como o principal recurso para flagrar a doença antes de sintomas evidentes — e, mesmo assim, dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar dela. Só 11% já fizeram o exame; outros 21% conhecem o procedimento, mas nunca o realizaram.

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O desconhecimento se concentra em grupos específicos: alcança 85% entre os jovens de 16 a 24 anos e fica acima da média geral entre homens (76%), pessoas de menor renda (73%) e quem estudou apenas até o ensino fundamental (72%).

O distanciamento também aparece no convívio. Apenas 21% dizem conhecer alguém que teve a doença — 15% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido —, enquanto 75% afirmam nunca ter tido contato com pacientes desse tipo de câncer.

Para entender melhor

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A Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes procura identificar a doença antes que os sintomas apareçam. Segundo o oncologista Samuel Aguiar, ela e a colonoscopia ajudam a detectar o câncer colorretal ainda em estágio inicial, quando as chances de cura são maiores. A recomendação do médico é começar os exames preventivos aos 45 anos — ou antes, conforme o histórico familiar e a orientação médica.

 

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