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SAÚDE

SAMU Indígena reduz de 15 para 6 minutos tempo-resposta em emergências

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O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) Indígena reduziu mais do que a metade o intervalo entre o acionamento até a chegada da equipe de saúde ao local da chamada de emergência, passando de 15 para apenas seis minutos. Com equipe própria para atendimentos nas aldeias, a iniciativa beneficia 25 mil pessoas de três etnias da reserva indígena do município de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Desde que foi implementado pelo Ministério da Saúde, em agosto do ano passado, já foram registradas mais de 2,4 mil ocorrências, o equivalente a 204 por mês. 

O atendimento está disponível à população 24 horas por dia, em todos os dias da semana. Antes do início das atividades na região, uma ocorrência dependia do deslocamento de uma equipe a partir de outras bases do SAMU em Dourados. Agora, a presença do SAMU Indígena dentro do território assegura que a assistência inicial ocorra com mais agilidade, especialmente em casos de emergência médica, como em pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumas graves e quadros de insuficiência respiratória. 

O projeto, que é piloto no Brasil, também amplia o acesso aos serviços de saúde dentro do território indígena beneficiado, bem como estreita a comunicação entre as comunidades e os profissionais de saúde. Dos 14 profissionais que compõem a equipe, sete são indígenas com fluência em português e guarani, uma das línguas maternas da população local. O SAMU Indígena atende principalmente as aldeias Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena. 

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O indígena e enfermeiro Everton Nunes Pontes destaca a presença de indígenas na equipe. “O conhecimento geográfico da região ajuda no tempo de deslocamento. No início do trabalho, criamos o projeto SAMUI na comunidade, para orientar as Unidades Básicas de Saúde Indígena e as escolas sobre como acionar o serviço. Isso melhorou a assistência para gestantes, crianças e idosos. Como metade da equipe é formada por indígenas com vivência na comunidade, o atendimento fica mais prático e inclusivo”, disse. 

A Secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, também reforça a importância da integração entre o serviço e as aldeias. “A presença de profissionais indígenas que falam a língua materna da população deixa o atendimento mais humanizado, pois eles conhecem a vivência dentro dos territórios e a cultura local de cada etnia”, afirmou. 

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Como funciona? 

Na prática, o acionamento do SAMU Indígena também é feito pelo 192, mesmo número do serviço convencional. A unidade funciona submetida à Central de Regulação de Urgências do SAMU Regional Dourados. Caso seja necessário, após o atendimento inicial e dependendo da gravidade, o paciente é transferido para unidades de saúde e hospitais da região para receber assistência especializada. Além disso, se for preciso, também pode ser solicitado o apoio de uma equipe de Suporte Avançado, bem como o acionamento de outras equipes do município.  

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Saúde nas aldeias de Dourados 

Atualmente, as comunidades indígenas da reserva de Dourados contam também com o suporte de duas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), um polo base e um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). 

A população tem acesso a serviços de saúde voltados à atenção primária, como consultas médicas, de pré-natal, odontologia, ginecologia, pediatria, nutricionistas, além de acompanhamento de rotina e atualização da carteira de vacinação. 

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Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Multivacinação 2026: quais vacinas crianças e adolescentes precisam atualizar

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multivacinação 2026 Mato Grosso

Mobilização vai até 1º de setembro, com Dia D no sábado 22 e oferta de 20 imunizantes para menores de 15 anos.

Pais e responsáveis por crianças e adolescentes menores de 15 anos têm até 1º de setembro para atualizar a caderneta de vacinação nas salas de vacina de Mato Grosso. A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começou em 3 de agosto e chega ao ponto alto no sábado, 22, data do Dia D em todo o país. São 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação disponíveis de graça no SUS, entre eles a pneumocócica 20-valente, que estreia na estratégia neste ano.

A vacinação é seletiva

A campanha não aplica uma vacina única em todo mundo. Nas salas de vacina, a equipe confere o registro de cada criança e aplica apenas o que falta para iniciar ou completar o esquema previsto para aquela idade. Quem está em dia sai sem dose nova.

Isso faz da caderneta o documento central do atendimento. O registro é nominal e exige Cartão Nacional de Saúde ou CPF já cadastrado no CadSUS. Sem identificação vinculada, a dose não entra no sistema.

O público-alvo vai do nascimento até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A janela de execução foi fixada entre 3 de agosto e 1º de setembro, com mobilização nacional em 22 de agosto, de acordo com o informe técnico do Programa Nacional de Imunizações.

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O que mudou no calendário este ano

Duas alterações separam esta edição das anteriores.

A primeira é a pneumocócica 20-valente, incorporada ao calendário em 2026 e indicada para crianças menores de 5 anos. O imunizante estende a proteção contra pneumonias e meningites provocadas pelo pneumococo, e a aplicação obedece ao guia técnico específico de introdução.

A segunda mudança é o reforço extra contra a poliomielite. Desde 3 de agosto, o esquema passou a prever um segundo reforço da vacina inativada aos 4 anos, além da dose de 15 meses. O ajuste completa o esquema feito exclusivamente com VIP, adotado no Brasil desde 2024.

Entram também na estratégia duas inclusões recentes do calendário: a vacina contra a dengue para a faixa de 10 a 14 anos e as doses contra a covid-19 para crianças, cada uma com regra própria de idade e intervalo.

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Guia rápido por faixa etária

No primeiro ano de vida, a criança recebe BCG e hepatite B ainda na maternidade, seguidas de penta, poliomielite inativada, rotavírus e pneumocócica aos 2 e 4 meses. A meningocócica C entra aos 3 e 5 meses, e a terceira dose de penta e VIP, aos 6. Influenza e covid-19 passam a ser indicadas a partir do sexto mês, e a febre amarela, aos 9 meses.

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Entre 1 e 4 anos está a maior parte das doses esquecidas. Aos 12 meses vêm a tríplice viral e o reforço com meningocócica ACWY. Aos 15 meses, hepatite A, varicela, o primeiro reforço de DTP e de VIP e a segunda dose de tríplice viral. Aos 4 anos, a segunda dose de varicela, o segundo reforço de DTP, o reforço de febre amarela e o novo segundo reforço de VIP.

Dos 5 aos 9 anos, o trabalho vira resgate. Ainda dá para completar esquemas atrasados de tríplice viral, hepatite B, difteria e tétano. A vacina contra o HPV começa aos 9 anos, em dose única para meninas e meninos.

Entre 10 e 14 anos, o HPV volta como recuperação para quem não recebeu a dose até os 14. Nessa faixa também entram a meningocócica ACWY, indicada dos 11 aos 14 anos, e a vacina contra a dengue, em duas doses separadas por três meses. Quem tem 7 anos ou mais e não completou as três doses contra difteria e tétano usa a dupla adulto.

Como os municípios de Mato Grosso se organizaram

A Prefeitura de Cuiabá vai abrir as 72 unidades de saúde da família no dia 22, com atendimento voltado à conferência de caderneta. Sinop montou cronograma itinerante aos sábados de agosto, com pontos em supermercados, e concentra o Dia D em todas as salas de vacina do município. Nova Mutum estendeu a intensificação nas unidades básicas por agosto e setembro.

Um ponto merece atenção de quem acompanhou o noticiário nacional. A intensificação contra o sarampo anunciada junto com a campanha não alcança Mato Grosso. Ela vale para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, onde a tríplice viral foi liberada para toda a população de 6 meses a 59 anos após casos ligados à importação do vírus. Nos demais estados, a vacina segue a regra do calendário.

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Para o abastecimento da estratégia, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses às unidades da federação. No acumulado de 2026, foram mais de 177 milhões de doses enviadas a estados e ao Distrito Federal, e mais de 94,8 milhões de doses do calendário aplicadas no país. O custeio saiu da Portaria GM/MS nº 10.205, de 5 de fevereiro de 2026, que criou incentivo financeiro temporário repassado fundo a fundo.

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Cobertura em recuperação desde 2022

O número de municípios brasileiros que bateram a meta de 95% nas quatro vacinas pactuadas com o Ministério da Saúde saiu de 1.611 em 2022 para 2.296 em 2023 e 2.685 em 2024.

Entre 2022 e 2025, o maior avanço foi da segunda dose de tríplice viral, com incremento de 35,5%. Vieram depois a poliomielite oral, com 26,3%, o primeiro reforço de DTP, com 25,0%, e o primeiro reforço da pneumocócica 10-valente, com 24,7%. Febre amarela subiu 21,8%. Hepatite B ao nascer avançou 20,0%, e o primeiro reforço de meningocócica C, 19,7%.

Ainda assim, a distribuição dessas coberturas é desigual entre os territórios, e a estratégia deste ano trabalha com microplanejamento local para localizar bolsões de crianças não vacinadas e barreiras de acesso em cada município.

O Dia D ocorre no sábado, 22, e a mobilização termina em 1º de setembro. As doses aplicadas são registradas na Rede Nacional de Dados em Saúde e acompanhadas por painéis públicos do Ministério da Saúde, com recorte por unidade da federação, município e estabelecimento de saúde. O balanço da estratégia em Mato Grosso depende da consolidação desses registros depois do fim do período.

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