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TECNOLOGIA

Ciência nuclear brasileira combate poluição por microplásticos

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Você já viu uma Unidade Móvel de Demonstração Tecnológica equipada com um acelerador de elétrons de última geração? Sabe para o que ela serve? Esse caminhão utiliza eletricidade para gerar energia capaz de quebrar moléculas de poluentes presentes na água, como o microplástico. O líquido contaminado passa pelo feixe de elétrons em alta velocidade e esse bombardeio de energia quebra as moléculas de resíduos químicos. Os materiais são fragmentados em partes tão pequenas e alteradas que perdem sua característica tóxica original, facilitando a limpeza da água antes que ela seja devolvida para a natureza.

Esta é uma grande inovação para o setor produtivo na luta pela redução do impacto da poluição. Por ser uma unidade móvel, a solução chega com facilidade e de forma direta a indústrias e estações de tratamento, demonstrando a eficácia do processo em diferentes locais. O caminhão está em operação e tem capacidade para tratar até 1 milhão de litros por dia.

Ciência nuclear brasileira combate poluição por microplásticos - infográfico
Foto: Ascom/MCTI

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Esse tipo de solução apresenta três grandes vantagens, a começar pela possibilidade de reutilização da água. O processo é puramente físico, o que dispensa o uso de reagentes oxidantes e produtos químicos. E, além disso, a eficiência industrial é comprovada, pois a tecnologia já alcançou o nível de prontidão TRL 7/8, ou seja, já foi testada e aprovada em ambiente operacional real.

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A tecnologia foi desenvolvida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Essa parceria também rendeu frutos para o desenvolvimento de pesquisas: cientistas utilizam substâncias chamadas traçadores isotópicos, que funcionam como uma etiqueta invisível colocada nas amostras de água.

Isso permite que os pesquisadores saibam exatamente de onde o plástico veio, como ele se move nas correntes marítimas e o local em que se acumula. Esse processo permite ao Ipen analisar amostras de água que cruzam oceanos, ajudando a criar um mapa global da poluição.

Diferentemente do que muitos imaginam, a tecnologia nuclear nesse campo não envolve riscos de radiação para o meio ambiente ou para as pessoas. Ela é utilizada como uma ferramenta de alta precisão nos dois processos. O Brasil hoje opera infraestruturas de ponta que combinam o monitoramento global de microplásticos com a capacidade móvel de descontaminação de águas residuais.

Microplásticos são um desafio para a saúde e a economia

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Os microplásticos são partículas de polímeros sintéticos menores que 5 milímetros, que não são retidas pelos sistemas comuns de tratamento de esgoto. O investimento do Governo do Brasil em tecnologia nuclear para combatê-los justifica-se por três riscos principais:

  • Presença na cadeia alimentar: por serem minúsculas, as partículas entram na base da cadeia alimentar (consumidas por pequenos peixes e crustáceos) e progridem até chegarem ao consumo humano, o que impacta a segurança alimentar e as exportações de pescado
  • Atração de poluentes: na água, essas partículas funcionam como suportes que acumulam substâncias tóxicas, como pesticidas e metais pesados, que aderem a sua superfície. Ao serem ingeridos, os microplásticos transportam esses contaminantes para dentro dos organismos vivos
  • Riscos biológicos: além dos danos físicos aos tecidos animais, o plástico pode transportar bactérias e outros microrganismos nocivos para novos ecossistemas
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Ciência nuclear brasileira combate poluição por microplásticos - infográfico microplásticos
Foto: Ascom/MCTI

Monitoramento global em tempo real: Nutec  

O Brasil também consolidou sua atuação prática na rede global Nutec (Nuclear Technology for Controlling Plastic Pollution), coordenada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

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Atualmente, a Cnen, por meio do Ipen, monitora sistematicamente microplásticos em áreas críticas. O trabalho consiste na coleta e análise de amostras para identificar a procedência desses poluentes por meio de traçadores isotópicos.

Esses dados práticos são compartilhados com uma rede internacional de laboratórios, auxiliando o Brasil a formular políticas públicas baseadas em evidências científicas sólidas.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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WhatsApp para de funcionar em alguns celulares a partir de 8 de setembro;veja se o seu esta na lista

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whatsapp para de funcionar

Requisito mínimo sobe para o Android 6.0, e iPhones têm prazo próprio, em 30 de novembro

O WhatsApp deixa de funcionar em celulares com Android 5.0 e 5.1 a partir de 8 de setembro de 2026, quando o requisito mínimo do aplicativo passa a ser o Android 6.0. A regra vale igualmente para o WhatsApp Business, que divide a mesma base de código com o aplicativo comum. Quem usa iPhone tem outro prazo: 30 de novembro, data em que o piso sobe para o iOS 15.5.

A Meta registrou o novo requisito na Central de Ajuda do aplicativo e começou a exibir aviso dentro do próprio WhatsApp para donos de aparelhos fora da regra. O Android 5.0, batizado de Lollipop, chegou ao mercado em 2014 e não recebe correção de segurança do Google há anos. A versão 6.0, que passa a ser o piso, é de 2015.

O corte não olha para o modelo do celular. Olha para a versão do sistema instalada nele. Um aparelho comprado em 2014 que recebeu atualização oficial até o Android 6 continua funcionando depois de setembro. Outro, mais recente, que travou no 5.1 porque o fabricante encerrou o suporte, para de vez.

Isso enfraquece boa parte das listas de modelos condenados que circulam em grupos e sites desde abril. A empresa informa a versão mínima do sistema, não uma relação de aparelhos, e as listas nascem de cruzamentos feitos por terceiros. O Galaxy S5 e o Moto G de segunda geração aparecem em várias delas, apesar de terem recebido atualização oficial para o Android 6 em variantes vendidas no Brasil, entre 2016 e 2017.

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Como checar

No Android, o caminho é Configurações, depois Sobre o telefone e Informações do software. No iPhone, Ajustes, Geral e Sobre. Quem encontrar 5.0 ou 5.1 tem até 8 de setembro para procurar atualização de sistema em Configurações, Atualização de software. Não havendo versão nova disponível, a troca de aparelho é o único caminho.

Antes de trocar, vale salvar o histórico. O backup fica em Configurações, Conversas, Backup de conversas, com destino no Google Drive nos aparelhos Android e no iCloud nos iPhones. Sem isso, mensagens, fotos e áudios ficam presos no aparelho antigo.

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iPhone tem prazo próprio, em novembro, e por outro motivo

O prazo do lado da Apple é outro, e o efeito é bem menor. A partir de 30 de novembro, o mensageiro exige iOS 15.5 ou iPadOS 15.5, acima do piso atual de 15.1. Estão na faixa de risco o iPhone 6s, o 6s Plus, o SE de primeira geração, o 7 e o 7 Plus, além do iPad Air 2 e do iPad mini 4.

Nenhum deles perde o aplicativo. Todos alcançam o iOS 15.8.8, bem acima do exigido, e o problema se resolve em Ajustes, Geral, Atualização de Software. A diferença entre as duas datas está no tipo de corte. No Android, uma geração inteira de celulares sem caminho de atualização perde o aplicativo. No iOS, quem atualiza continua.

Quantos aparelhos isso alcança no Brasil

Os dados de uso ajudam a dimensionar o alcance da mudança. Medição do StatCounter Global Stats para julho de 2026 lista as seis versões de Android mais usadas em celulares no país. Aparecem a 16.0, com 24,9% de participação, a 15.0, com 21,99%, e a 13.0, com 15,16%. Vêm depois a 14.0, com 14,02%, a 12.0, com 7,53%, e a 11.0, com 6,07%. Nenhuma versão do Lollipop entra na lista. Todo o resto, do Android 5 ao 10, divide os 10,33% que sobram.

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Mesmo uma fatia pequena, porém, representa muita gente num país onde o aplicativo virou infraestrutura de comunicação. Pesquisa da Opinion Box de 2025, feita com 1.126 usuários adultos, mostrou que 97% acessam o WhatsApp pelo menos uma vez por dia e 61% abrem o aplicativo várias vezes ao longo do dia.

A concentração maior está em quem tem menos condição de trocar de aparelho. Celular parado no Android 5 costuma ser o de entrada, comprado por volta de 2015, mantido em uso por falta de dinheiro para substituir. Aparelhos dessa geração seguem comuns na Índia, no Brasil, no Paquistão e em partes do Sudeste Asiático e da África.

O golpe que vem junto

O golpe da falsa atualização já circula no país, e o prazo anunciado dá a ele um gancho novo. O modelo já em circulação é a mensagem que avisa sobre bloqueio iminente da conta e oferece link para uma atualização de emergência. O link leva a páginas que imitam a Google Play ou a App Store e instalam arquivo APK fora da loja oficial.

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A regra de segurança é simples. O WhatsApp não manda mensagem privada pedindo atualização, e atualização legítima só sai da Google Play e da App Store. Quem instala APK de terceiro para tentar burlar o requisito mínimo entrega o aparelho, e junto com ele o acesso ao aplicativo bancário e à lista de contatos.

Pequeno negócio corre risco de perder canal de venda no fim do ano

O corte pesa também sobre o comércio. Entra na conta o aparelho antigo que muita loja pequena mantém dedicado só ao atendimento, com o número divulgado na fachada e no perfil da rede social. Esse celular de balcão, que ninguém troca porque cumpre uma única função, é justamente o candidato a ter ficado no Android 5.

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Perder o número de atendimento às vésperas do Natal é prejuízo comercial antes de ser problema técnico. A migração exige backup, aparelho compatível e restauração da conta, procedimento que leva tempo e costuma ser adiado até o dia em que o aplicativo não abre mais.

As duas datas anunciadas até o fechamento da matéria são 8 de setembro, para o Android, e 30 de novembro, para iPhone e iPad. A revisão dos sistemas compatíveis é feita uma vez por ano pela empresa, o que coloca o próximo corte na agenda de 2027.

 

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