Infraestrutura
Cruzar a MT-246 vai custar mais caro, entenda
Agência reguladora oficializa novo teto do pedágio em R$ 10,90; medida, aprovada por unanimidade, já pode ser aplicada pela concessionária.
A conta para quem trafega pela rodovia estadual MT-246 ficou mais salgada. A partir de agora, o valor máximo que pode ser cobrado na praça de pedágio do trecho sobe para R$ 10,90. A Agência Estadual de Regulação (AGER/MT) deu sinal verde para o reajuste, que foi oficializado na publicação do Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (27).
A decisão tem vigência imediata. Portanto, os motoristas já devem se preparar para o novo custo.
Canetada unânime
A deliberação ocorreu durante a 31ª Sessão Regulatória Ordinária da agência, realizada na última terça-feira, 26 de agosto. Segundo a ata, a Diretoria Executiva Colegiada aprovou a medida por unanimidade, sem votos contrários.
O aumento, tecnicamente chamado de 4º Reajuste Tarifário, está previsto no Contrato de Concessão nº 007/2021/00/00-SINFRA. A operação do trecho é de responsabilidade da empresa VIA BRASIL MT246 CONCESSIONÁRIA DE RODOVIAS S.A. Para quem acompanha os trâmites, todo o processo foi registrado sob o número AGER-PRO-2025/03154.
Previsão em contrato
Mas o que embasou essa mudança no bolso do consumidor? A aprovação do novo valor foi tecnicamente fundamentada na Nota Técnica nº 00148/2025/SREE/AGER, um documento que detalha os cálculos e as justificativas para o reajuste. Embora os detalhes mais profundos da nota não sejam de conhecimento público imediato, ela serve como a espinha dorsal legal e econômica para a decisão da agência.
É crucial entender, contudo, que o valor de R$ 10,90 funciona como uma “tarifa teto”. Isso significa que a concessionária está autorizada a cobrar até esse limite, mas não necessariamente que o fará imediatamente. A definição final do preço na bomba, por assim dizer, fica a cargo da operadora da rodovia, desde que não ultrapasse o teto recém-estabelecido pela AGER.
CONSUMIDOR
Procon-MT apreende produtos vencidos em comércios de três cidades do interior
Operação fiscalizou supermercados e lojas agropecuárias em Confresa, Alto da Boa Vista e São Félix do Araguaia; açougues foram autuados por carne moída irregular.
O Procon Estadual de Mato Grosso autuou e notificou nove estabelecimentos comerciais nos municípios de Confresa, Alto da Boa Vista e São Félix do Araguaia durante uma operação realizada entre 29 de março e 10 de abril. A ação resultou na apreensão de produtos com prazo de validade vencido e na identificação de infrações graves, como a venda irregular de carne moída em açougues.
A iniciativa da Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT) verificou a adequação de supermercados e lojas agropecuárias às normas vigentes. Em Confresa, o cenário foi crítico: todos os cinco supermercados fiscalizados apresentaram irregularidades e tiveram mercadorias apreendidas por estarem impróprias para o consumo.
De acordo com o coordenador de Fiscalização do órgão, André Badini, os estabelecimentos autuados em Confresa enfrentam agora processos administrativos. O coordenador esclareceu que os supermercados podem ser multados, sendo garantido a eles o amplo direito de defesa.
Irregularidades em açougues e rótulos
A fiscalização detectou problemas na comercialização de alimentos que oferecem riscos à saúde. Em alguns açougues, foi encontrada carne previamente moída, prática que desobedece às normas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Além disso, produtos eram ofertados sem tabela nutricional, sem preços visíveis e sem informações essenciais em língua portuguesa.
Outro ponto de alerta foi a omissão de informações sobre a presença de glúten e a falta de destaque para a data de vencimento em itens em promoção com menos de 30 dias de validade. Segundo o órgão, os lojistas também falharam ao não informar de maneira clara o valor original e o promocional em produtos de liquidação, descumprindo a legislação estadual.
Orientações e prazos para adequação
Em Alto da Boa Vista e São Félix do Araguaia, as ações tiveram caráter orientativo, motivadas por denúncias. Os comércios foram notificados para corrigir falhas como a ausência do exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a falta de cartazes informativos sobre órgãos de defesa.
A secretária adjunta do Procon-MT, Ana Rachel Pinheiro Gomes, explicou que haverá retorno às localidades para conferência. Segundo a secretária, após o prazo fixado na primeira visita, uma nova fiscalização será realizada para verificar se os fornecedores realizaram as adequações solicitadas.
Infrações recorrentes encontradas:
Produtos com validade vencida;
Carne moída previamente (fora das normas do MAPA);
Ausência de preços e informações sobre glúten;
Falta de cartaz com contatos do Procon e dados de impostos;
Promoções sem indicação clara da data de vencimento.
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