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Ranking de Competitividade 2025

Mato Grosso 2025: A Potência do Agro Lidera em Infraestrutura, mas Tropeça na Segurança Pública

Análise detalhada do desempenho de Mato Grosso no Ranking CLP 2025. Estado é 1º em Infraestrutura e 3º em Solidez Fiscal, mas cai para 23º em Segurança.

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Ranking Competitividade Mato Grosso 2025
Mato Grosso brilha em infraestrutura e fiscal, mas enfrenta crise severa nos indicadores de segurança pública no Ranking 2025.

Estado consolida liderança econômica e fiscal, mas enfrenta a missão crítica de traduzir a riqueza do campo em segurança e bem-estar social equitativo, conforme revela o diagnóstico do Ranking de Competitividade e do Plano Plurianual.

O Mato Grosso reafirma sua posição de gigante no cenário nacional, não apenas como celeiro do mundo, mas como um laboratório complexo de gestão pública. A edição de 2025 do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), serve como espelho para uma administração que, embora ostente a nota máxima (Capag A) no Tesouro Nacional, lida com paradoxos profundos. A análise cruzada com o Plano Plurianual (PPA 2024-2027) revela um estado que, nas palavras de seus próprios técnicos, precisa superar o desafio de que “o potencial de transformação social e econômica do planejamento governamental só pode ser efetivado quando o plano opera de forma estratégica e orientado por resultados”.

Posição no Ranking geral.

Notas por área.

Estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) coloca o estado como 10º mais competitivo do país; Solidez Fiscal e Infraestrutura são a elite, enquanto violência puxa índices para baixo.

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O Mato Grosso consolidou sua posição como um dos motores do desenvolvimento nacional na edição de 2025 do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estudo, que é a principal referência técnica para avaliação da gestão pública no Brasil, revela um estado de contrastes agudos: uma máquina de obras e investimentos que lidera o país em infraestrutura, mas que ainda não encontrou a fórmula para estancar a crise na segurança pública. O diagnóstico é claro: o estado sabe gerar riqueza e pavimentar estradas, mas enfrenta o desafio urgente de proteger sua população com a mesma eficiência.

Solidez Fiscal

O equilíbrio das contas continua sendo o grande trunfo da gestão estadual. Mato Grosso garantiu a 3ª posição no ranking nacional neste pilar, figurando na elite fiscal do Brasil ao lado de Espírito Santo e Maranhão. A capacidade de investimento com recursos próprios é o diferencial que permite ao estado manter obras em ritmo acelerado, independentemente dos repasses federais.

  • O que diz o estudo: “O Estado aparece entre os três melhores do país, ao lado do Espírito Santo e do Maranhão. O indicador avalia aspectos como capacidade de investimento, equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal, resultado primário e liquidez.”

Infraestrutura

A obsessão logística do governo deu resultado. Segundo a análise dos dados do CLP, Mato Grosso assumiu a 1ª posição em infraestrutura (considerando indicadores de investimento e qualidade de malha recente), superando estados historicamente mais estruturados como São Paulo. A estratégia de assumir concessões e criar ferrovias estaduais foi decisiva para esse salto.

  • O que diz o estudo: “Os indicadores da CLP confirmam que o planejamento voltado à malha viária é o principal motor da competitividade de Mato Grosso… O investimento pesado em infraestrutura logística tem sido o diferencial.”

Capital Humano

A qualificação da força de trabalho é outro ponto luminoso. O estado alcançou a 3ª posição no país no pilar de Capital Humano, provando que a atração de talentos e a formação técnica para o agronegócio estão criando uma massa crítica de trabalhadores qualificados superior à média nacional.

  • O que diz o estudo: “O crescimento potencial da força de trabalho nos próximos anos também coloca Mato Grosso entre os estados com melhores perspectivas de expansão econômica no longo prazo.”

Educação

A educação básica protagonizou uma recuperação consistente. O estado subiu posições e agora ocupa o 8º lugar no ranking nacional deste pilar. A melhoria nos índices de frequência escolar e a infraestrutura das unidades foram os motores desse avanço, embora a qualidade do aprendizado em matemática ainda exija atenção.

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  • Posição geral em educação: 8ª colocação (Nota 70,6). O estado subiu 8 posições no pilar.

  • Destaque no ensino médio: No indicador “Taxa de Frequência Líquida do Ensino Médio”, Mato Grosso subiu 19 posições e alcançou o 1º lugar no ranking nacional.

  • Ensino fundamental: O estado também subiu 13 posições na “Taxa de Frequência Líquida do Ensino Fundamental”, alcançando a 13ª posição.

  • Avaliação da educação: O estado figura na 1ª colocação (junto com outros estados que pontuam máximo) no indicador de existência de programas de avaliação.

  • O que diz o estudo: “O desafio, a partir de agora, é transformar esse avanço em uma trajetória sustentável, capaz de elevar de forma contínua a qualidade do ensino e assegurar melhores oportunidades educacionais para toda a população.”

Sustentabilidade Social

Derrubando o mito de que o agro concentra renda sem distribuir, Mato Grosso se destacou ao registrar a 2ª menor desigualdade de renda do Brasil. Esse indicador sugere que o dinamismo econômico do interior está criando uma classe média rural forte, reduzindo o abismo social mais rapidamente que em outros estados.

  • O que diz o estudo: “O bom desempenho de Mato Grosso com a segunda menor desigualdade de renda no país reforça a leitura de que o crescimento econômico do estado tem sido acompanhado por mecanismos de inclusão social.” (César Miranda, Secretário de Desenvolvimento Econômico)

Potencial de Mercado

Com um PIB que cresce a taxas “chinesas”, o estado figura na 13ª posição no pilar de Potencial de Mercado. O avanço de 6 posições reflete não apenas o tamanho da safra, mas a diversificação da economia com a chegada de indústrias de etanol de milho e processamento de carnes.

  • O que diz o estudo: “O indicador reflete maior acesso a financiamento, condição essencial para o crescimento das empresas, expansão do consumo e dinamização da economia.”

Inovação

O estado ainda engatinha na transformação tecnológica fora da porteira. Ocupando a 19ª posição, Mato Grosso melhorou 7 colocações, mas ainda está longe dos líderes do Sul e Sudeste. O desafio é conectar as agrotechs com o restante da economia urbana.

  • O que diz o estudo: “No quesito inovação, embora não tenha despencado tantas posições, Mato Grosso é o último colocado do Brasil no 27º lugar [dado de 2024 comparativo], mostrando que o estado precisa avançar.” (Nota: O texto atualizado indica 19º lugar em 2025, uma melhora significativa citada como “Mato Grosso subiu 7 posições (19º lugar)”).

Sustentabilidade Ambiental

Este é o ponto de maior tensão. O estado ocupa a 14ª posição, tendo subido 4 degraus. A melhora é fruto do investimento em monitoramento via satélite, mas a pressão do desmatamento ilegal impede que o estado figure no Top 10 verde.

  • O que diz o estudo: “Mato Grosso se destacou nos seguintes pilares… Sustentabilidade Ambiental: subiu 4 posições (14º).”

Eficiência da Máquina Pública

Embora o estado seja ágil para pagar contas (Solidez Fiscal), a burocracia para o cidadão ainda coloca desafios. O estado busca digitalizar serviços para subir neste ranking, onde cidades como Cuiabá já mostram reação (subindo 69 posições no ranking municipal).

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  • O que diz o estudo: “Cuiabá foi a capital brasileira que mais avançou na edição 2025… Funcionamento da Máquina Pública: +69 posições.” (Dado municipal ilustrativo do esforço estadual).

Segurança Pública

É o “calcanhar de Aquiles” da gestão. Mato Grosso amarga a 23ª posição no ranking nacional de Segurança Pública, tendo caído 9 posições. A violência de facções e os índices de criminalidade na fronteira pesaram drasticamente contra o estado.

  • O que diz o estudo: “Por outro lado, o estado registrou queda em dois pilares importantes… Segurança Pública: caiu 9 posições, agora em 23º lugar.”

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Denúncia de fraude em cotas na UFMT alcança vaga no curso de Direito

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Universidade cruza históricos e registros de matrícula de estudante que deixou Psicologia para assumir vaga reservada no Sisu 2026

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abriu apuração sobre uma denúncia anônima de fraude em cotas na UFMT envolvendo uma vaga do curso de Direito, preenchida pelo Sisu 2026 na modalidade reservada a pretos, pardos e indígenas de baixa renda egressos de escola pública. A análise, iniciada na semana de 23 de julho, cruza históricos, datas de matrícula e registros de desligamento da estudante, que havia ingressado em Psicologia em 2024. Os auxílios estudantis recebidos por ela desde 2025 também entraram na verificação.

O que a denúncia questiona

A estudante entrou na universidade em 2024, no curso de Psicologia. Em 2026, disputou nova vaga pelo Sisu e foi convocada para o curso de Direito no período noturno, com nota 656,76, dentro da modalidade LB_PPI. Essa faixa de reserva combina três exigências simultâneas: renda familiar de até um salário mínimo por pessoa, ensino médio cursado integralmente em escola pública e autodeclaração como preta, parda ou indígena.

A denúncia, apresentada de forma anônima, põe em dúvida o preenchimento desses critérios. A universidade examina agora o percurso completo da aluna entre os dois cursos, incluindo as datas de cada matrícula e as condições declaradas em cada ingresso.

Em resposta, a instituição informou que a matrícula em Direito está regular e que o vínculo com Psicologia foi encerrado depois de um pedido de desistência da própria estudante. O desligamento tem amparo em regra federal. A Lei 12.089, de 2009, veda que uma mesma pessoa ocupe duas vagas ao mesmo tempo em instituições públicas de ensino superior. O que a apuração busca esclarecer é se a sequência de ingressos respeitou, em cada etapa, os requisitos da reserva de vagas. A matrícula em Direito produziu efeitos acadêmicos ao longo de todo o primeiro semestre de 2026.

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Auxílios também entram na análise

A verificação não se limita à vaga. A estudante foi contemplada no programa de alimentação voltado a ingressantes por ações afirmativas, na nona chamada do edital 08/PRAE/2025, da área de assistência estudantil da universidade, e teve benefício do Programa de Assistência Estudantil renovado no segundo semestre de 2025.

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Esses repasses integram o objeto da apuração porque o acesso ao programa de alimentação decorre justamente do ingresso por ação afirmativa, a mesma condição que a denúncia põe em dúvida.

Denúncias de fraude em cotas na UFMT cresceram 75% até 2020

O caso atual se soma a um histórico que a própria universidade registrou. Em resposta a pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação, a UFMT contabilizou 40 denúncias de fraude em cotas em 2019 e 70 somente entre janeiro e meados de julho de 2020, crescimento de 75% de um período para o outro.

Até agosto daquele ano, nenhum processo de responsabilização havia sido aberto pela instituição. As suspeitas da época se concentravam principalmente no curso de Medicina e alcançavam também outras graduações, entre elas Psicologia e Enfermagem. Parte dos relatos chegou à universidade depois de circular em perfis de redes sociais que reuniam denúncias feitas por estudantes.

Houve ainda casos encerrados sem exame do mérito. Quando o denunciado não chegava a apresentar os documentos e efetivar a matrícula, a universidade arquivava a apuração por entender que ela havia perdido o objeto: sem vaga ocupada, nada restaria a rever.

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À época, a universidade atribuiu a demora nas conclusões à pandemia, que suspendeu as avaliações presenciais das comissões responsáveis pela checagem dos casos.

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Como a verificação funciona

A porta de entrada das cotas é a autodeclaração do candidato, complementada por dois filtros distintos. As exigências de renda e de escola pública se comprovam com documentos: comprovantes de rendimento da família e histórico escolar. Já o critério racial passa pela comissão de heteroidentificação, colegiado que confere se as características visíveis do candidato correspondem à autodeclaração e que ouve a versão do denunciado antes de qualquer conclusão.

A base legal do sistema é a Lei 12.711, de 2012, atualizada em 2023 pela Lei 14.723. A norma alcança as instituições federais de ensino superior de todo o país, entre elas a UFMT. Pela regra em vigor, metade das vagas de cada curso e turno das instituições federais é reservada a quem cursou todo o ensino médio em escola pública. Dentro dessa reserva, metade se destina a estudantes com renda familiar de até um salário mínimo por pessoa, corte que antes era de um salário mínimo e meio.

A mesma atualização incluiu os quilombolas no grupo contemplado e manteve o critério demográfico: em cada instituição federal, a proporção de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas segue a participação desses grupos na população do estado onde fica a universidade, medida pelo último censo do IBGE. A regra vale igualmente para as vagas destinadas a pessoas com deficiência, que integram o mesmo dispositivo da lei.

Confirmada a irregularidade, o estudante pode perder a vaga. Na UFMT, o rito prevê que o denunciado seja ouvido pela comissão antes da decisão final.

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A apuração do caso de Direito segue em curso e sem prazo divulgado para conclusão. A universidade finaliza o cruzamento dos registros acadêmicos da estudante, e o resultado definirá os encaminhamentos sobre a vaga e sobre os auxílios recebidos.

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