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Cocalinho reserva R$ 1,6 milhão para eventos em 2026 e mantém calote de R$ 2,1 milhões na previdência

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shows Cocalinho

O orçamento de 2026 reserva R$ 1,66 milhão a festas e eventos, e a prefeitura já fechou R$ 160 mil em dois shows sem licitação, enquanto os repasses à previdência dos servidores seguem em atraso. A falta de repasse de R$ 2,1 milhões ao fundo previdenciário em 2024 foi classificada pelo TCE-MT como gravíssima e reincidente, e o atraso continuou em 2025.

A Prefeitura de Cocalinho contratou sem licitação dois shows para a temporada de praia de 2026, ao custo de R$ 160 mil. O gasto é parte de R$ 1,66 milhão que o orçamento deste ano reserva a festas, festivais e eventos, valor quase idêntico ao aporte de R$ 1,7 milhão que a prefeitura deveria ter feito à previdência dos servidores em 2025 e não fez. O atraso previdenciário segue mesmo depois de o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) classificar a falha como gravíssima e reincidente nas contas de 2024.

Em 2025, a prefeitura gastou mais de R$ 3 milhões com eventos turísticos e não fez aquele depósito no fundo dos servidores. Os contratos dos shows foram publicados em 9 de junho, na gestão do prefeito Márcio Conceição Nunes de Aguiar, e o pagamento está previsto para as vésperas das apresentações, em julho. Ou seja: o artista recebe antes de subir ao palco, enquanto a dívida com a aposentadoria dos servidores se arrasta há mais de dois anos.

Dois shows contratados sem disputa de preços

O show do cantor Jero Neto foi contratado pela Inexigibilidade 016/2026, dentro do processo 040/2026, com a empresa Ta Até Doce Produções Artísticas e Eventos Ltda, de Barão de Melgaço. O contrato, assinado em 3 de junho de 2026, prevê pagamento de R$ 90 mil em até 48 horas antes do evento e lista, entre as obrigações da prefeitura, “arcar com as despesas de hospedagem dos artistas e equipe técnica”, além de providenciar palco, som, iluminação e segurança. A alimentação da equipe ficou por conta da contratada.

O show da cantora Fernanda Leite saiu pela Inexigibilidade 018/2026, processo 042/2026, com a empresa Estylus Eventos e Locação de Estrutura, Som e Luz Ltda, de Cuiabá. O valor é de R$ 70 mil, a ser pago até 48 horas antes da apresentação, marcada para 19 de julho de 2026, com duração mínima de uma hora e meia. Nesse contrato, alimentação e hospedagem dos artistas correm por conta da empresa contratada.

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As duas despesas saíram da mesma fonte de recursos do orçamento, vinculada à Secretaria de Turismo e Meio Ambiente, sob a rubrica de realização de eventos turísticos. Inexigibilidade é a modalidade em que o poder público contrata direto, sem disputa de preços entre empresas. Na prática, é como fazer uma compra sem pedir outros orçamentos: a lei permite em situações específicas, mas exige que a prefeitura comprove que a contratação atende ao interesse público e que o preço cobrado é o praticado no mercado, condições que ficam sujeitas à fiscalização dos órgãos de controle.

O rombo na previdência dos servidores

No julgamento das contas de 2024, a equipe técnica do tribunal apurou que Cocalinho deixou de repassar R$ 1.166.770,14 da parte que cabe à prefeitura como empregadora, a chamada contribuição patronal, ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), o fundo que banca as aposentadorias e pensões do funcionalismo municipal. Outros R$ 954.249,63 foram descontados do salário dos próprios servidores e também não chegaram ao fundo. É o mesmo que acontece quando uma empresa desconta a contribuição do INSS no holerite do funcionário e não deposita o dinheiro: o valor saiu do contracheque, mas não chegou ao destino. O processo apontou oito irregularidades classificadas como gravíssimas; uma foi considerada resolvida durante a análise, e as demais foram mantidas.

A previdência não foi o único problema apontado nas contas. O resultado de 2024 fechou no vermelho em R$ 3.231.561,56, mais de três vezes o limite que o próprio município tinha fixado como meta, um déficit de até R$ 980 mil. O atraso no pagamento de parcelamentos e contribuições gerou ainda gastos considerados ilegítimos, dinheiro que saiu do caixa sem comprar nada, como os juros de uma fatura de cartão paga com atraso: R$ 44.394,94 em juros e correção monetária de acordos de parcelamento e R$ 28.701,86 na contribuição patronal de janeiro a novembro de 2024. O município também terminou o ano sem Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) válido. O CRP funciona como uma certidão negativa da previdência municipal, atestando que os repasses estão em dia, e o de Cocalinho está vencido desde 3 de janeiro de 2024.

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O relator do processo no TCE-MT, conselheiro Valter Albano, registrou que as falhas previdenciárias já tinham ocorrido em anos anteriores. “Como no presente processo os mesmos fatos se repetiram, mesmo tendo sido determinado ao gestor que atuasse diligentemente para evitar novos atrasos sob pena de reincidência, entendo que a presunção de verossimilhança não deve prevalecer para sanar as irregularidades sob análise”, escreveu. Para ele, houve “reincidência na inadimplência dos repasses das contribuições patronais e dos servidores, durante todo o exercício de 2024”.

O voto também observou que pagar depois não desfaz o prejuízo: “ainda que o gestor venha posteriormente a regularizar os repasses das contribuições previdenciárias, fato é que tal regularização ocorrerá após operada a inadimplência, momento em que já passam a incidir encargos sobre o valor principal das contribuições e que põe em risco o equilíbrio financeiro do RPPS”. Sobre os juros pagos por atraso, o voto pontuou: “é inequívoca a materialidade da presente irregularidade, considerando o reconhecimento por parte da defesa de que houve o pagamento intempestivo de parcelas previdenciárias e contribuições patronais, o que gerou despesas ilegítimas à título de atualização monetária e de juros”.

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Em sua defesa, o gestor alegou que as falhas vieram de queda de arrecadação, aumento de despesas obrigatórias e atrasos em repasses do estado, e disse ter buscado regularizar os débitos. A análise técnica registrou, porém, que os documentos apresentados mostravam repasses feitos apenas em agosto de 2025.

O parecer do Ministério Público de Contas

O Ministério Público de Contas (MPC) recomendou a reprovação das contas. No Parecer 3.500/2025, o procurador de contas Getúlio Velasco Moreira Filho concluiu que as contas de 2024 “reclamam emissão de Parecer Prévio Desfavorável, haja vista a confirmação de irregularidade gravíssimas, capazes de afetar a gestão fiscal”. A ementa do parecer resume a posição: “manutenção de irregularidades gravíssimas que afetam a gestão fiscal, financeira e previdenciária” e “manifestação pela emissão de parecer contrário à aprovação das contas”.

Para o MPC, alegar falta de dinheiro não justifica o descumprimento. “Repetidos atrasos não podem ser justificados por dificuldades financeiras enfrentadas pela gestão”, afirma o parecer, que defende serem “necessárias medidas de planejamento e contingenciamento adequadas para garantir a solvência previdenciária e a proteção dos direitos dos segurados”. O órgão também apontou que o município segue sem CRP válido e que, “desde 04/01/2024 até a presente data, não foram adotadas medidas corretivas, tampouco apresentado um plano de ação para sanar a falha”.

A gestão chegou a apresentar um acordo de parcelamento para regularizar a contribuição patronal, mas o Ministério Público de Contas afastou o argumento. Em parecer complementar, o órgão informou ter confirmado, em consulta de 13 de outubro de 2025, “que o Acordo de Parcelamento nº 508/2024 referente à contribuição patronal complementar de janeiro a novembro de 2024 ainda está pendente de assinatura”. Por seguir sem assinatura, o acordo não foi aceito no CADPREV, o sistema federal que controla os regimes próprios de previdência. A situação lembra a de quem renegocia uma dívida no banco, recebe o contrato e nunca assina: para o credor, a dívida continua vencida. A área técnica do tribunal, em posição acompanhada pelo Ministério Público de Contas, registrou que o parcelamento “encontra-se na situação de não-aceito, o que significa que não está ativo, agravando o cenário de inadimplência” e que, por isso, “as competências de janeiro a novembro não estão, de fato, regularizadas”. Para o procurador, “pendente de aceitação o acordo, não há que se falar em afastamento do apontamento”.

Ao tratar do dinheiro descontado dos servidores e não repassado, o Ministério Público de Contas citou precedente do próprio tribunal segundo o qual essa conduta “é conduta de natureza gravíssima que enseja emissão de parecer prévio contrário à aprovação das respectivas contas anuais de governo municipal, tendo em vista que tal conduta configura crime de apropriação indébita de acordo com a legislação pátria”. Como desdobramento, o procurador pediu a abertura de tomada de contas especial, um tipo de apuração usado para medir o tamanho do prejuízo ao dinheiro público, com prazo de 180 dias, para levantar “o valor total das despesas ilegítimas pagas a título de atualização monetária e juros decorrentes do inadimplemento das contribuições previdenciárias patronais, suplementares e dos segurados”. O parecer do Ministério Público de Contas tem caráter de opinião; o julgamento final das contas cabe à Câmara Municipal, com base em parecer prévio do TCE-MT.

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Em 2025, eventos pagos e aporte zerado

Os gastos com eventos continuaram em 2025, pela mesma rubrica usada para contratar os shows de 2026. Segundo o balanço anual do município, a ação “Realização de Eventos Turísticos”, que banca as apresentações da temporada de praia, registra R$ 3.084.155,79. Por outro critério de classificação da despesa, os gastos com “festividades e homenagens” somaram R$ 3.456.515,90 no mesmo ano.

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A previdência, por sua vez, continuou em atraso. No mesmo balanço, a prefeitura registra R$ 879.350,52 pagos em parcelamento de contribuição previdenciária ao longo de 2025. Já o aporte de R$ 1,7 milhão previsto para reduzir o rombo de longo prazo do regime dos servidores não saiu do papel: o orçamento previa o repasse, mas a execução ficou em zero. O aporte funciona como um depósito programado numa poupança que garante as aposentadorias futuras. Em 2025, o depósito estava marcado no calendário e simplesmente não foi feito.

R$ 1,66 milhão para festas no orçamento de 2026

Sancionada em dezembro de 2025, a Lei Municipal 1.120/2025 fixou a despesa do município em R$ 86,1 milhões para 2026 e reservou R$ 1,66 milhão a festas, festivais e eventos. A maior fatia está na ação “Realização de Eventos Turísticos”, com R$ 800 mil, de onde saem os dois shows da temporada de praia, que já comprometem R$ 160 mil. Festas e festivais culturais somam outros R$ 643.075, e o restante se divide entre feiras agropecuárias, eventos esportivos e ações menores.

O mesmo orçamento prevê um aporte de R$ 2,63 milhões para reduzir o rombo de longo prazo do RPPS, valor superior ao reservado às festas. No papel, portanto, a previdência ganha mais que os eventos em 2026. O problema é o histórico de execução: em 2025, um aporte parecido, de R$ 1,7 milhão, também estava no papel e nada foi pago, enquanto as contas dos eventos foram quitadas. E os R$ 1,66 milhão destinados a festas em 2026 praticamente repetem o valor desse aporte que ficou sem execução no ano anterior.

O outro lado

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O espaço esta aberto e qualquer nota será incluída aqui.

Fontes

  • TCE-MT — Contas Anuais de Governo de Cocalinho, exercício de 2024 (Processo 185.005-9/2024): voto do relator, conselheiro Valter Albano (30/10/2025).
  • Ministério Público de Contas — Parecer 3.500/2025 e parecer complementar, procurador Getúlio Velasco Moreira Filho (26/09/2025).
  • Prefeitura de Cocalinho — Contratos 023/2026 e 025/2026 (inexigibilidades 016 e 018/2026), Diário Oficial dos Municípios (AMM-MT), 9/6/2026.
  • Prefeitura de Cocalinho — Balanço Anual de 2025 (Anexos 02, 06 e 10).
  • Prefeitura de Cocalinho — Lei Orçamentária Anual de 2026 (Lei Municipal 1.120/2025).

Disponível em tce.mt.gov.br e amm.diariomunicipal.org.

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PM prende cinco suspeitos por furto de diesel

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Galões plásticos e bombas elétricas apreendidos pela Polícia Militar

Ação no interior de Mato Grosso desarticula esquema de desvio de combustível com capacidade de armazenamento clandestino de até quatro mil litros.

Policiais militares do 7º Comando Regional prenderam, nesta sexta-feira (12), cinco pessoas na zona rural de Campo Novo do Parecis. O grupo criminoso foi flagrado no momento exato em que retirava o combustível de um ônibus pertencente a uma propriedade rural.

A interceptação policial e a subsequente apreensão de aproximadamente 480 litros de produto expõem a existência de uma cadeia logística ilícita focada em ativos de transporte no interior do estado. A localização de um galpão clandestino, equipado com tecnologia de transferência e reservatórios de alta capacidade, demonstra que a prática não se limitava a desvios ocasionais, mas operava com estrutura voltada para o mercado paralelo.

De acordo com o registro oficial da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT), os agentes de segurança conseguiram desestruturar a quadrilha após o recebimento de denúncias precisas. O material documental aponta que a operação consistiu na identificação de um “esquema de furto e comercialização ilegal de óleo diesel”.

A dinâmica criminal contava com a participação direta de um funcionário que tinha acesso irrestrito ao veículo alvo da ação. O motorista do coletivo, que presta serviços para uma propriedade rural localizada no município, utilizava sua posição para cometer a irregularidade. Segundo as informações apuradas pelas equipes nas ruas, o profissional “estaria desviando combustível do veículo e repassando o produto a terceiros para revenda”.

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A denúncia e o monitoramento na rodovia MT-235

A deflagração da operação policial teve origem na captação de informações cruciais sobre a rota e o momento em que o desvio seria concretizado. A denúncia recebida pelos agentes indicava claramente o roteiro metodológico do crime, apontando que o suspeito responsável pela condução do veículo “realizaria a retirada do óleo diesel às margens da MT-235, sentido ao município de Sapezal”.

Com esses dados em mãos, a corporação montou uma estratégia de aproximação. A equipe do 7º Comando Regional determinou que os policiais militares intensificassem o patrulhamento ostensivo especificamente na região indicada. O foco era rastrear o ônibus e monitorar qualquer parada suspeita ao longo da rodovia, uma importante via de escoamento no estado.

A abordagem ocorreu no exato momento em que a engrenagem do crime estava em movimento. Os militares localizaram os indivíduos envolvidos na ação ilícita efetuando a “transferência do combustível do tanque do ônibus para galões plásticos”. A cena flagrada pelas autoridades comprovou o repasse imediato do líquido para os receptadores que aguardavam na margem da estrada.

O flagrante logístico e as primeiras apreensões

Durante o procedimento de abordagem no trecho rodoviário, as equipes de segurança realizaram uma varredura completa nos veículos envolvidos. A inspeção tática revelou que a quadrilha já havia conseguido retirar uma quantidade significativa do tanque antes da chegada da viatura. Os policiais constataram que diversos recipientes carregados com óleo diesel estavam sendo meticulosamente organizados e “armazenados no porta-malas de um veículo utilizado pelo grupo”.

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A audácia dos suspeitos ficou evidente pela continuidade da extração mesmo no local improvisado. No perímetro da abordagem, os agentes registraram a apreensão imediata de diversos galões já totalmente abastecidos com o combustível desviado. Além do material já envasado no porta-malas do carro de passeio, a equipe identificou a existência de “um terceiro recipiente que estava sendo preenchido diretamente do tanque do coletivo” no exato instante em que a voz de prisão foi dada.

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A interceptação imediata impediu que a totalidade do tanque do ônibus fosse drenada. Os cinco indivíduos flagrados na MT-235 receberam ordem de detenção no local e foram isolados para os procedimentos preliminares. As equipes da Polícia Militar iniciaram um processo de questionamento no próprio terreno da abordagem. O objetivo do interrogatório de campo era descobrir “sobre a origem e o destino do material” que alimentava a cadeia de receptação.

A estrutura do esquema e o galpão clandestino

Os questionamentos realizados logo após a prisão em flagrante produziram resultados operacionais imediatos. Os dados coletados junto aos suspeitos detidos na rodovia forneceram o endereço exato da base logística da organização. As informações repassadas indicavam a localização de “um galpão utilizado para armazenar o combustível furtado”, servindo como ponto central para a estocagem e provável distribuição comercial da substância subtraída.

As viaturas se deslocaram até o endereço indicado para cumprir a diligência e neutralizar a estrutura de apoio. A incursão no recinto clandestino confirmou a dimensão técnica e a capacidade de escala do grupo criminoso. O espaço não era apenas um esconderijo improvisado, mas um terminal de transbordo clandestino. As equipes encontraram no local “diversos recipientes contendo óleo diesel”, evidenciando que outras cargas já haviam sido processadas ali anteriormente.

Para otimizar o tempo e reduzir o esforço físico na movimentação de centenas de litros de líquidos inflamáveis, a quadrilha investiu em maquinário específico. Os policiais relataram a descoberta e a apreensão de “bombas elétricas utilizadas para transferência de líquidos”. O equipamento mais alarmante, contudo, foi a infraestrutura de armazenamento fixo: os agentes localizaram “quatro reservatórios, com capacidade aproximada de mil litros cada”, totalizando um potencial de estoque de quatro mil litros no galpão.

Inventário final, prazos e encaminhamentos legais

A contabilidade oficial do material recolhido pelas autoridades atesta o volume financeiro que estava sendo drenado da propriedade rural. O balanço do 7º Comando Regional fechou a ocorrência com a apreensão física de “22 galões contendo cerca de 480 litros de óleo diesel”. Este volume representa a soma do que foi recolhido no veículo de passeio, no tanque do ônibus durante a transferência interrompida e nos contêineres dispersos no galpão.

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Além do líquido inflamável, a polícia militar procedeu com a imobilização e o recolhimento de toda a parafernália mecânica utilizada pela organização. Os autos do processo registraram a apreensão de todos “os equipamentos empregados na movimentação do combustível”, incluindo as bombas elétricas e as mangueiras de sucção, que agora servem como prova material irrefutável da sofisticação do desvio continuado.

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Com a consolidação do flagrante e a segurança da cena do crime garantida, a fase ostensiva da operação foi encerrada ainda na sexta-feira. Os cinco suspeitos, que não tiveram seus nomes divulgados pelo boletim primário, foram conduzidos sob custódia estatal. O grupo criminoso foi formalmente encaminhado à “Delegacia da Polícia Judiciária Civil”, órgão competente para a lavratura do auto de prisão. Todo o material apreendido na rodovia MT-235 e no armazém secreto foi entregue ao delegado plantonista para o registro da ocorrência e a tomada das “demais providências cabíveis” no âmbito da investigação criminal permanente. O caso permanece aberto e as autoridades encorajam a população a colaborar; denúncias anônimas podem ser realizadas por meio do canal 190 ou pelo telefone 0800.065.3939.

Glossário de Termos Técnicos da Ocorrência

  • Galões plásticos: Recipientes móveis utilizados para o fracionamento e transporte ágil de líquidos inflamáveis, frequentemente empregados no mercado paralelo.

  • Polícia Judiciária Civil: Instituição do Estado com atribuição legal de conduzir inquéritos, formalizar prisões e aprofundar investigações sobre a ramificação de crimes.

  • Patrulhamento: Procedimento operacional padrão de vigilância tática e deslocamento de forças de segurança em perímetros definidos para prevenir delitos e interceptar flagrantes.

  • Terminal de transbordo: Estrutura, muitas vezes clandestina (galpão), utilizada para descarregar produtos de um veículo e armazená-los temporariamente para posterior revenda ou redistribuição.

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