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Eleições 2026

Voto em trânsito: eleitor tem até 20 de agosto para pedir a mudança temporária

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voto em trânsito

Solicitação pode ser feita pelo site do TSE ou em qualquer cartório eleitoral do país

O eleitor que estiver fora da sua cidade no dia da eleição tem até 20 de agosto para pedir a habilitação do voto em trânsito. O prazo vale para os dois turnos de outubro. A solicitação pode ser feita pela página de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral.

Como fazer o pedido

No site, o caminho é o menu “Fazer Transferência temporária do local de votação”. Depois de preencher os dados, o eleitor consulta quais cidades ainda têm vagas disponíveis e conclui o pedido seguindo os comandos da página. Para quem prefere o balcão, basta apresentar um documento oficial com foto no cartório eleitoral mais próximo.

Onde vale e para quais cargos

O recurso não funciona em todo o país. Estão habilitadas as capitais e os municípios com mais de 100 mil eleitores.

Quanto aos cargos, o alcance depende da distância. Quem se deslocar para outra cidade dentro do próprio estado vota em todas as disputas de outubro — deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e presidente da República. Já quem escolher um município fora do seu estado só poderá votar para presidente.

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Nada impede que o eleitor indique cidades diferentes para o primeiro e o segundo turno.

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Alterações e cancelamentos obedecem ao mesmo calendário e não serão aceitos depois de 20 de agosto. Encerrado o prazo, o cadastro não pode mais ser modificado.

Se o eleitor pedir o voto em trânsito e não comparecer à seção, terá de justificar a ausência. A justificativa fica disponível no aplicativo e-Título.

Eleitor com título no exterior

Quem tem título registrado fora do país e estiver de passagem pelo Brasil também pode solicitar o voto em trânsito, limitado à disputa presidencial. O inverso não é permitido: o eleitor com título no Brasil que estiver no exterior no dia da votação não vota em trânsito.

Datas

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, estaduais e distritais, senadores, governadores e o presidente da República.

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O segundo turno, em 25 de outubro, alcança apenas governador e presidente. A nova votação só ocorre se nenhum candidato somar mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno. Brancos e nulos ficam fora dessa conta.

 

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SUS incorpora teste de fezes contra câncer de intestino; em Cuiabá, oferta ainda depende da rede municipal

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exame de câncer de intestino no SUS

Entrou em vigor nesta segunda-feira (10) a portaria que inclui o teste imunoquímico fecal na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde. O exame, conhecido pela sigla FIT, procura sangue oculto nas fezes e passa a ser o método de rastreamento do câncer colorretal para homens e mulheres sem sintomas, entre 50 e 75 anos, a cada dois anos.

O ato traz uma restrição explícita: o procedimento não serve para investigar quem já tem sintomas ou suspeita clínica da doença. Nesses casos, o caminho continua sendo a avaliação médica e os exames de investigação diagnóstica.

A inclusão fecha um ciclo aberto em maio, quando o Ministério da Saúde anunciou o novo protocolo nacional de rastreamento. Agora o exame ganha código próprio na tabela do SUS, o que permite registrar e acompanhar quantos testes cada município realiza — e, com isso, medir a cobertura do rastreamento, algo que hoje praticamente não existe no país.

O que muda para o paciente

O FIT detecta quantidades mínimas de sangue nas fezes, invisíveis a olho nu. Esse sangramento pode ser sinal de pólipos, de lesões pré-cancerígenas ou de um tumor já instalado no intestino.

A diferença em relação aos exames antigos de sangue oculto está no método. O teste usa anticorpos que reconhecem hemoglobina humana, e não qualquer resíduo de sangue. Isso aumenta a precisão e elimina a exigência que sempre atrapalhou a adesão: não é preciso dieta prévia nem preparo intestinal. Segundo dados do ministério, a sensibilidade fica entre 85% e 92%.

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O paciente recebe um kit e faz a coleta em casa. Basta uma amostra. O material segue para análise laboratorial. Se houver sangue, ele é encaminhado para exames complementares.

A colonoscopia não sai de cena. O ministério reforça que ela segue como a principal forma de avaliar o intestino, porque permite ver diretamente o cólon e o reto e retirar pólipos durante o próprio procedimento, interrompendo a evolução da lesão antes que vire câncer. A lógica do rastreamento é outra: usar o teste de fezes como filtro populacional e reservar a colonoscopia para quem realmente precisa dela.

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Os números por trás da decisão

O câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente no Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer estima 53,8 mil casos novos por ano no triênio 2026-2028.

Em Mato Grosso, a estimativa do instituto para 2026 é de cerca de 520 casos novos, sendo aproximadamente 270 em homens e 250 em mulheres.

O Ministério da Saúde calcula que a medida pode ampliar para mais de 40 milhões de brasileiros o acesso à detecção precoce da doença.

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Onde fazer o exame em Cuiabá

A portaria cria o procedimento em âmbito nacional, mas quem executa é o município. Em Cuiabá, a porta de entrada é a Atenção Primária: o morador na faixa dos 50 aos 75 anos deve procurar a Unidade de Saúde da Família do seu bairro e passar por consulta médica ou de enfermagem, que avalia a indicação e solicita o exame. Não há autoencaminhamento a laboratório.

A capital tem 72 Unidades de Saúde da Família e 148 equipes de Saúde da Família. Entre elas, 28 unidades funcionam em horário estendido, até as 19h ou 21h, o que abre alternativa para quem trabalha durante o dia.

O suporte laboratorial da rede municipal é feito pelo Laboratório Central de Cuiabá, o Lacec, na Rua Piraim, 313, no Grande Terceiro. A unidade é vinculada à Secretaria Municipal de Saúde e atende as unidades de saúde do município na análise de material coletado.

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Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e a Secretaria de Estado de Saúde não haviam divulgado cronograma de compra dos kits, capacitação das equipes ou data de início da oferta do FIT na rede.

Na rede privada, laboratórios de análises clínicas da capital já realizam a pesquisa de sangue oculto nas fezes. A recomendação é confirmar o método antes de agendar: o exame imunoquímico é o indicado para rastreamento e dispensa dieta, enquanto a versão química mais antiga, feita com guáiaco, exige restrição alimentar por vários dias e tem desempenho inferior.

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Para quem precisar de colonoscopia, o acesso pela rede pública em Cuiabá passa pela regulação, a partir do encaminhamento feito na unidade de saúde. O Hospital Universitário Júlio Müller, da UFMT, realizou mutirão do exame em março deste ano.

Sinais que não esperam rastreamento

O rastreamento é para quem não tem queixa. Sangramento nas fezes, mudança persistente do hábito intestinal, dor abdominal contínua, fezes afiladas, anemia sem causa aparente e perda de peso sem explicação exigem avaliação médica imediata, sem passar pela fila do rastreio.

 

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