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Eleições 2026

Voto em trânsito: eleitor tem até 20 de agosto para mudar local;saiba como

Eleitores que estarão fora da cidade onde votam em 4 de outubro podem pedir a transferência temporária do local de votação até 20 de agosto, pela internet ou em cartório eleitoral. Em Mato Grosso, a modalidade só é oferecida em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, e quem vota fora do estado escolhe apenas presidente da República.

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voto em trânsito 2026

Pedido pode ser feito pela internet ou em cartório eleitoral, e as regras mudam conforme o eleitor esteja dentro ou fora do estado no dia da eleição.

O eleitor de Mato Grosso que estiver fora da própria cidade em 4 de outubro tem até 20 de agosto para pedir a transferência temporária do local de votação. O pedido é feito pela internet, no Autoatendimento Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, com documento oficial com foto. Encerrado o prazo, não há como habilitar, alterar ou cancelar o voto em trânsito.

Como pedir

O caminho on-line exige biometria já cadastrada. Na página do Autoatendimento Eleitoral, na coluna do eleitor, a opção a selecionar é “Fazer transferência temporária do local de votação”. Feita a identificação, o eleitor indica a cidade onde pretende votar e escolhe se quer a habilitação para o primeiro turno, para o segundo ou para os dois.

Sem biometria no cadastro, o caminho é o balcão. Qualquer cartório eleitoral do país aceita o pedido, mediante apresentação de documento oficial com foto, e não é preciso procurar a zona onde o título está inscrito.

Cidades diferentes em cada turno são permitidas. Dá para pedir Cuiabá em 4 de outubro e São Paulo em 25 de outubro, desde que os dois pedidos entrem até 20 de agosto. A mesma data limita alteração e cancelamento. Depois dela, a habilitação registrada não muda mais.

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O que muda na urna

A quantidade de cargos disponíveis depende de onde o eleitor estará. Dentro de Mato Grosso, a urna abre para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Fora do estado, só a votação para presidente aparece na tela.

A diferença pesa para quem viaja a trabalho ou passa o dia da eleição na casa de parentes em outra unidade da Federação. O voto para o Planalto continua valendo, e as escolhas para o governo estadual, o Senado, a Câmara e a Assembleia Legislativa se perdem.

Em Mato Grosso, o serviço só existe em quatro cidades

O voto em trânsito não funciona em qualquer município. A modalidade é oferecida nas capitais e em cidades com eleitorado superior a 100 mil pessoas, em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais. Pelo tamanho do eleitorado registrado no cadastro, esse patamar é alcançado, em Mato Grosso, por Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop.

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Fora desse corte estão Tangará da Serra, Sorriso, Cáceres e Barra do Garças. Quem passar o dia 4 de outubro em uma dessas cidades não encontra seção de trânsito e precisa recorrer à justificativa. A regra vale igualmente para destinos em outros estados: se a cidade não oferece o serviço, não há habilitação possível.

Desde 19 de julho, a relação de locais com vaga está na consulta pública da Justiça Eleitoral. Os tribunais regionais podem incluir ou retirar pontos até 20 de agosto, conforme a demanda e a disponibilidade.

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Quem se habilita perde a seção de origem

A habilitação tem efeito imediato sobre a seção original. Quem pede o voto em trânsito fica desabilitado no local onde votava, e a reversão só acontece mediante cancelamento pedido até 20 de agosto.

Se o eleitor mudar de planos e acabar ficando na própria cidade, não vota, e ainda assim precisa justificar a ausência. Há uma restrição adicional de procedimento: a justificativa apresentada no próprio dia da eleição não é processada no município em que a pessoa foi habilitada a votar em trânsito.

Viagem ao exterior não entra nessa conta. A lei não permite transferência temporária para seções instaladas em consulados e embaixadas. Brasileiros inscritos no exterior que estiverem em território nacional no dia da eleição podem votar em trânsito, apenas para presidente da República, se pedirem a habilitação dentro do prazo.

Prazos diferentes para mesários e agentes penais

Mesários, convocados para apoio logístico e nomeados para os testes de integridade das urnas têm prazo maior, até 28 de agosto. O mesmo vale para agentes penitenciários, policiais penais e servidores de estabelecimentos penais ou de unidades de internação de adolescentes que estiverem em serviço no dia da votação. Para esse grupo não existe a exigência de município com mais de 100 mil eleitores.

Outras modalidades de transferência temporária seguem regras próprias. Alcançam presos provisórios, adolescentes em unidades de internação, militares e agentes de segurança pública em serviço, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, indígenas, quilombolas, integrantes de comunidades tradicionais, moradores de assentamentos rurais e pessoas em situação de rua. Nos casos de presos provisórios, adolescentes internados, militares e agentes de segurança, o pedido parte dos órgãos responsáveis, que encaminham as listas à Justiça Eleitoral.

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No Código Eleitoral, a base da modalidade é o artigo 233-A, detalhado nos artigos 30 a 46 da Resolução TSE nº 23.751/2026. Em Mato Grosso, a Orientação CRE/MT nº 4, de 15 de julho de 2026, trata da transferência temporária, da movimentação extraordinária no cadastro eleitoral e do voto em trânsito nas eleições gerais.

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Um eleitorado 7% maior que o de 2022

Mato Grosso tem 2.638.230 pessoas aptas a votar em 2026, número consolidado depois do fechamento do cadastro eleitoral em 6 de maio. Em 2022 eram 2.469.414, o que representa crescimento de 7% em quatro anos. “Mato Grosso contará com mais de 2,6 milhões de eleitoras e eleitores aptos a exercer o direito ao voto”, afirmou a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, ao divulgar os dados.

Na eleição passada, a modalidade mobilizou uma fração pequena do eleitorado nacional. Em 2022, 332,5 mil eleitores brasileiros pediram voto em trânsito para o primeiro turno e 314.803 para o segundo, conforme o TSE.

A votação acontece em 4 de outubro, das 7h às 16h em Mato Grosso, por causa do fuso de uma hora a menos que o de Brasília. O segundo turno, se houver, será em 25 de outubro, no mesmo horário. Até 20 de agosto, a consulta aos locais habilitados para o voto em trânsito continua sujeita a alteração pelos tribunais regionais.

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Multivacinação 2026: quais vacinas crianças e adolescentes precisam atualizar

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multivacinação 2026 Mato Grosso

Mobilização vai até 1º de setembro, com Dia D no sábado 22 e oferta de 20 imunizantes para menores de 15 anos.

Pais e responsáveis por crianças e adolescentes menores de 15 anos têm até 1º de setembro para atualizar a caderneta de vacinação nas salas de vacina de Mato Grosso. A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começou em 3 de agosto e chega ao ponto alto no sábado, 22, data do Dia D em todo o país. São 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação disponíveis de graça no SUS, entre eles a pneumocócica 20-valente, que estreia na estratégia neste ano.

A vacinação é seletiva

A campanha não aplica uma vacina única em todo mundo. Nas salas de vacina, a equipe confere o registro de cada criança e aplica apenas o que falta para iniciar ou completar o esquema previsto para aquela idade. Quem está em dia sai sem dose nova.

Isso faz da caderneta o documento central do atendimento. O registro é nominal e exige Cartão Nacional de Saúde ou CPF já cadastrado no CadSUS. Sem identificação vinculada, a dose não entra no sistema.

O público-alvo vai do nascimento até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A janela de execução foi fixada entre 3 de agosto e 1º de setembro, com mobilização nacional em 22 de agosto, de acordo com o informe técnico do Programa Nacional de Imunizações.

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O que mudou no calendário este ano

Duas alterações separam esta edição das anteriores.

A primeira é a pneumocócica 20-valente, incorporada ao calendário em 2026 e indicada para crianças menores de 5 anos. O imunizante estende a proteção contra pneumonias e meningites provocadas pelo pneumococo, e a aplicação obedece ao guia técnico específico de introdução.

A segunda mudança é o reforço extra contra a poliomielite. Desde 3 de agosto, o esquema passou a prever um segundo reforço da vacina inativada aos 4 anos, além da dose de 15 meses. O ajuste completa o esquema feito exclusivamente com VIP, adotado no Brasil desde 2024.

Entram também na estratégia duas inclusões recentes do calendário: a vacina contra a dengue para a faixa de 10 a 14 anos e as doses contra a covid-19 para crianças, cada uma com regra própria de idade e intervalo.

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Guia rápido por faixa etária

No primeiro ano de vida, a criança recebe BCG e hepatite B ainda na maternidade, seguidas de penta, poliomielite inativada, rotavírus e pneumocócica aos 2 e 4 meses. A meningocócica C entra aos 3 e 5 meses, e a terceira dose de penta e VIP, aos 6. Influenza e covid-19 passam a ser indicadas a partir do sexto mês, e a febre amarela, aos 9 meses.

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Entre 1 e 4 anos está a maior parte das doses esquecidas. Aos 12 meses vêm a tríplice viral e o reforço com meningocócica ACWY. Aos 15 meses, hepatite A, varicela, o primeiro reforço de DTP e de VIP e a segunda dose de tríplice viral. Aos 4 anos, a segunda dose de varicela, o segundo reforço de DTP, o reforço de febre amarela e o novo segundo reforço de VIP.

Dos 5 aos 9 anos, o trabalho vira resgate. Ainda dá para completar esquemas atrasados de tríplice viral, hepatite B, difteria e tétano. A vacina contra o HPV começa aos 9 anos, em dose única para meninas e meninos.

Entre 10 e 14 anos, o HPV volta como recuperação para quem não recebeu a dose até os 14. Nessa faixa também entram a meningocócica ACWY, indicada dos 11 aos 14 anos, e a vacina contra a dengue, em duas doses separadas por três meses. Quem tem 7 anos ou mais e não completou as três doses contra difteria e tétano usa a dupla adulto.

Como os municípios de Mato Grosso se organizaram

A Prefeitura de Cuiabá vai abrir as 72 unidades de saúde da família no dia 22, com atendimento voltado à conferência de caderneta. Sinop montou cronograma itinerante aos sábados de agosto, com pontos em supermercados, e concentra o Dia D em todas as salas de vacina do município. Nova Mutum estendeu a intensificação nas unidades básicas por agosto e setembro.

Um ponto merece atenção de quem acompanhou o noticiário nacional. A intensificação contra o sarampo anunciada junto com a campanha não alcança Mato Grosso. Ela vale para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, onde a tríplice viral foi liberada para toda a população de 6 meses a 59 anos após casos ligados à importação do vírus. Nos demais estados, a vacina segue a regra do calendário.

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Para o abastecimento da estratégia, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses às unidades da federação. No acumulado de 2026, foram mais de 177 milhões de doses enviadas a estados e ao Distrito Federal, e mais de 94,8 milhões de doses do calendário aplicadas no país. O custeio saiu da Portaria GM/MS nº 10.205, de 5 de fevereiro de 2026, que criou incentivo financeiro temporário repassado fundo a fundo.

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Cobertura em recuperação desde 2022

O número de municípios brasileiros que bateram a meta de 95% nas quatro vacinas pactuadas com o Ministério da Saúde saiu de 1.611 em 2022 para 2.296 em 2023 e 2.685 em 2024.

Entre 2022 e 2025, o maior avanço foi da segunda dose de tríplice viral, com incremento de 35,5%. Vieram depois a poliomielite oral, com 26,3%, o primeiro reforço de DTP, com 25,0%, e o primeiro reforço da pneumocócica 10-valente, com 24,7%. Febre amarela subiu 21,8%. Hepatite B ao nascer avançou 20,0%, e o primeiro reforço de meningocócica C, 19,7%.

Ainda assim, a distribuição dessas coberturas é desigual entre os territórios, e a estratégia deste ano trabalha com microplanejamento local para localizar bolsões de crianças não vacinadas e barreiras de acesso em cada município.

O Dia D ocorre no sábado, 22, e a mobilização termina em 1º de setembro. As doses aplicadas são registradas na Rede Nacional de Dados em Saúde e acompanhadas por painéis públicos do Ministério da Saúde, com recorte por unidade da federação, município e estabelecimento de saúde. O balanço da estratégia em Mato Grosso depende da consolidação desses registros depois do fim do período.

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