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Saneamento Básico

Agência Nacional de Águas concorre a prêmio global por avanços no saneamento básico

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Indicação ao Global Water Awards reconhece criação de normas no Brasil; país enfrenta desafio de universalizar serviços para milhões de habitantes.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada à categoria de Agência Pública de Água do Ano no Global Water Awards. O prêmio internacional reconhece avanços em sustentabilidade, tecnologia e gestão de recursos hídricos, destacando o papel da autarquia brasileira na formulação de regras para o setor de saneamento.

A indicação ocorre em um momento em que o Brasil busca organizar seu ambiente regulatório para atrair capital e cumprir metas de universalização. O reconhecimento evidencia a tentativa do país de dar segurança jurídica a operadores e investidores por meio de indicadores de desempenho comparáveis em escala nacional.

Para o superintendente adjunto de Regulação de Saneamento Básico da ANA, Alexandre Anderáos, a nomeação valida o esforço de fortalecimento institucional. “Na prática, esse reconhecimento internacional ajuda a dar mais visibilidade e legitimidade a uma agenda que busca ampliar o acesso com maior equidade territorial e social”, afirma.

Novas normas contra o desperdício

A consolidação de normas de referência motivou a escolha da ANA pelos organizadores da premiação (Global Water Intelligence). Entre as ações recentes destacadas no texto base da indicação estão a edição de regras para os quatro pilares do saneamento: água, esgoto, limpeza urbana e manejo de águas pluviais.

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A agência também criou marcos normativos em 2025 para reduzir perdas na distribuição, um dos principais gargalos técnicos do país, e para regulamentar o reuso não potável da água proveniente de efluentes sanitários, permitindo sua aplicação na irrigação agrícola e limpeza de vias.

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“Reduzir perdas significa aproveitar melhor a água já produzida, diminuir desperdícios e ampliar eficiência sem pressionar desnecessariamente os mananciais”, diz Anderáos.

O peso do déficit no Brasil

Apesar do reconhecimento normativo, o setor produtivo e a infraestrutura brasileira operam com defasagens históricas. Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) de 2025 revelam que, ao longo de 2024, a rede de abastecimento de água atendia 84,1% da população. O déficit é mais crítico no esgotamento sanitário, cuja cobertura alcançou 62,3%.

No período, as injeções financeiras registraram R$ 14,59 bilhões para o abastecimento de água e R$ 13,68 bilhões para redes de esgoto. O representante da ANA avalia que o ambiente legal favorece a transformação desse capital em infraestrutura real. “Melhorar a prestação dos serviços depende de coordenação, referências nacionais, previsibilidade contratual e redução de incertezas regulatórias”, pontua o gestor.

Decisão e concorrentes

A autarquia federal brasileira disputa o título global com outras quatro instituições: Korea Water Resources Corporation (Coreia do Sul), Orange County Water District (Estados Unidos), Sharakat (Arábia Saudita) e Suruhanjaya Perkhidmatan Air Negara (Malásia).

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O resultado será definido por votação entre os membros da GWI, e o anúncio dos premiados está previsto para o dia 19 de maio.

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Bolsonaro passa por cirurgia no ombro e segue em observação no DF Star

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Procedimento foi autorizado pelo STF; ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde março, após tratamento contra pneumonia.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido na manhã desta sexta-feira (1º) a uma cirurgia no ombro direito no hospital DF Star, em Brasília. O procedimento ocorreu sem intercorrências e ele permanece em observação na unidade de terapia intensiva.

A internação exigiu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. Desde o dia 24 de março, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, após condenação a mais de 27 anos de detenção por envolvimento em trama golpista.

A necessidade da operação foi embasada por exames e um relatório fisioterapêutico anexados ao processo no STF. O boletim médico divulgado no início da tarde informou a realização de um reparo artroscópico do manguito rotador.

A equipe do hospital atestou a estabilidade do paciente. “No momento, encontra-se internado em unidade de internação para controle de dor e observação clínica”, registrou a unidade de saúde. O grupo médico que atende Bolsonaro inclui o ortopedista Alexandre Firmino Paniago, o cirurgião geral Claudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, além do diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.

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Histórico médico e penal

O ex-presidente já havia recebido atendimento na mesma unidade privada de saúde na capital federal recentemente, quando esteve internado para tratar uma pneumonia bacteriana. Foi após a alta desse quadro respiratório que Moraes concedeu a progressão para a prisão domiciliar.

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A restrição de liberdade de Bolsonaro decorre de condenação pela Primeira Turma do STF. Em setembro de 2025, a corte determinou pena de 27 anos e três meses de prisão na ação penal que apurou a articulação para um golpe de Estado.

 

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