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PREVIDÊNCIA

Aposentadoria Especial 2026: a verdade sobre a "nova lista" de profissões e a decisão do STF

Não existe decreto criando “lista mágica” de novas profissões no INSS. Entenda o voto do STF sobre vigilantes e o que muda na aposentadoria especial em 2026 para quem trabalha com periculosidade.

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Aposentadoria Especial 2026
Carteira de trabalho sobre processos do INSS ilustrando a disputa judicial da aposentadoria especial em 2026 para vigilantes e eletricitários.

Não existe decreto criando novas profissões com direito automático ao benefício; entenda a disputa que trava o Congresso e o julgamento decisivo sobre vigilantes

Até a manhã desta segunda-feira (9), nenhuma lei ou decreto federal criou uma “lista oficial de novas profissões” com direito à aposentadoria especial para 2026. Embora circulem na internet relações com até 60 atividades — incluindo motoristas, eletricistas e agentes de trânsito — o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mantém a regra rígida: o benefício depende da comprovação de exposição a agentes nocivos à saúde, e não apenas do nome do cargo no crachá. A verdadeira mudança está nos tribunais, onde o Supremo Tribunal Federal (STF) define o futuro de milhares de trabalhadores.

O mito da lista mágica

Portais de notícias e blogs jurídicos têm viralizado textos sobre “11 novas profissões” que teriam ganhado o benefício a partir de 2025. A lista costuma incluir vigilantes, técnicos em radiologia, enfermeiros, metalúrgicos e motoristas de cargas perigosas.

A apuração do Conexão MT esclarece: essas listas não têm valor legal. Elas misturam profissões que já possuem direito histórico (como mineradores e radiologistas) com outras que ainda lutam na Justiça (como vigilantes e eletricitários).

Para o governo federal, a regra pós-Reforma da Previdência (2019) é clara: a aposentadoria especial exige prova técnica (o documento PPP) de que o trabalhador ficou exposto a agentes químicos, físicos ou biológicos acima dos limites legais. A periculosidade — o risco de morrer em serviço, como no caso de vigilantes armados ou eletricistas de alta tensão — deixou de ser um critério automático na letra fria da Constituição.

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STF: o fiel da balança para vigilantes

A grande novidade de 2026 não é legislativa, mas judicial. O ministro Nunes Marques, do STF, apresentou voto favorável no dia 6 de fevereiro para garantir a aposentadoria especial a vigilantes (armados ou não). O julgamento (Tema 1.209) discute se o risco à integridade física ainda vale como critério.

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No entanto, o ministro fez um alerta importante: a decisão deve valer apenas para vigilantes. Nunes Marques fechou a porta para uma extensão automática desse direito a outras categorias perigosas, como motoristas de transporte de valores ou trabalhadores da construção civil.

Essa restrição atende a um apelo do Ministério da Previdência e da Advocacia-Geral da União (AGU). O governo estima um rombo de R$ 200 bilhões em 35 anos caso o critério de “perigo” seja liberado para todas as categorias sem uma nova fonte de custeio.

O Congresso e os projetos parados

Enquanto o Judiciário decide o passado, o Legislativo patina sobre o futuro. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 245/2019, que regulamentaria a aposentadoria por periculosidade, foi aprovado pelo Senado em 2023, mas segue travado na Câmara dos Deputados.

O texto do Senado propunha incluir expressamente na lei atividades como:

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  • Vigilância ostensiva e transporte de valores;

  • Serviços com eletricidade e explosivos;

  • Transporte de cargas e coletivo de passageiros;

  • Trabalho aéreo embarcado.

Contudo, até que a Câmara vote o projeto (hoje apensado ao PLP 42/2023), essas categorias permanecem em um limbo jurídico: dependem de perícias complexas e, quase sempre, de processos judiciais para conseguir a aposentadoria.

Quem realmente tem direito hoje?

Para o trabalhador mato-grossense planejar sua aposentadoria em 2026, é preciso separar o certo do duvidoso:

Direito consolidado (saúde e física): Profissionais expostos a agentes biológicos (médicos, enfermeiros), radiação (técnicos de Raio-X) e poeiras minerais (mineração subterrânea, amianto) seguem com o caminho mais seguro, desde que apresentem o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).

Zona de disputa (periculosidade): Vigilantes, eletricistas, frentistas e motoristas de cargas perigosas. Para estes, o INSS tende a negar o pedido administrativo baseando-se na falta de previsão legal para “perigo”. O caminho, nestes casos, continua sendo a judicialização, agora aguardando a palavra final do STF.

 

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Um ano sem Preta Gil: o alerta sobre o câncer de intestino

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câncer de intestino

Brasileiros reconhecem sinais do câncer colorretal, mas adiam a ida ao médico, mostra pesquisa

Levantamento do A. C. Camargo e da Nexus com mais de 2 mil pessoas revela que, entre quem já percebeu sangue nas fezes, 40% não buscaram atendimento imediato; o exame que antecipa o diagnóstico é desconhecido por dois em cada três.

A maioria dos brasileiros sabe que sangue nas fezes e mudança no funcionamento do intestino por mais de um mês podem ser sinais graves — mas boa parte não converte esse conhecimento em atitude. Oito em cada dez entrevistados reconhecem que os dois sintomas podem indicar algo sério e, ainda assim, quase metade admite que não procuraria assistência médica com rapidez.

O descompasso importa porque esses dois sinais estão entre os principais indícios do câncer colorretal, tumor que o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta em 53.810 novos casos por ano no triênio 2026-2028 — o segundo de maior incidência no país. Foi essa doença que levou à morte a cantora Preta Gil, há exatamente um ano, em 20 de julho de 2025, após dois anos de tratamento.

Os números são de um levantamento do Hospital A. C. Camargo e da Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o câncer colorretal e seus sintomas. Cerca de 67% dos entrevistados concordam que os dois sinais podem indicar a doença, e 24% dizem concordar totalmente com essa associação.

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Entre quem já teve o sintoma, quatro em cada dez não agiram

A distância entre reconhecer o risco e reagir a ele fica evidente no grupo que já enfrentou o sinal mais associado ao tumor. Nove por cento dos entrevistados relataram já ter notado sangue nas fezes; desses, 59% procuraram atendimento médico de imediato, mas 40% não tiveram a mesma reação.

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Nesse grupo que hesitou, 19% não fizeram nada e esperaram o sintoma passar, e 10% aguardaram dias ou semanas antes de procurar um médico. Houve ainda quem recorresse a remédios caseiros ou mudanças na alimentação (7%), quem fosse à farmácia por conta própria (3%) e quem pesquisasse na internet antes de buscar orientação profissional (1%).

O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, afirma que, diante do aumento de casos no Brasil, não se deve ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.

“Também é necessário realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial”, ressaltou.

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Exame que antecipa o diagnóstico é desconhecido por dois terços

A Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO) é apontada como o principal recurso para flagrar a doença antes de sintomas evidentes — e, mesmo assim, dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar dela. Só 11% já fizeram o exame; outros 21% conhecem o procedimento, mas nunca o realizaram.

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O desconhecimento se concentra em grupos específicos: alcança 85% entre os jovens de 16 a 24 anos e fica acima da média geral entre homens (76%), pessoas de menor renda (73%) e quem estudou apenas até o ensino fundamental (72%).

O distanciamento também aparece no convívio. Apenas 21% dizem conhecer alguém que teve a doença — 15% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido —, enquanto 75% afirmam nunca ter tido contato com pacientes desse tipo de câncer.

Para entender melhor

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A Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes procura identificar a doença antes que os sintomas apareçam. Segundo o oncologista Samuel Aguiar, ela e a colonoscopia ajudam a detectar o câncer colorretal ainda em estágio inicial, quando as chances de cura são maiores. A recomendação do médico é começar os exames preventivos aos 45 anos — ou antes, conforme o histórico familiar e a orientação médica.

 

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