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POLÍTICA

Justiça cobra provas de Pedro Taques sobre "roubo" de R$ 308 milhões em acordo com a Oi

O juiz Roberto Teixeira Seror determinou prazo de 15 dias para que Pedro Taques apresente provas materiais sobre o suposto desvio de R$ 308 milhões em acordo do Estado com a Oi, sob pena de responder judicialmente pelas acusações.

Publicado em

Pedro Taques interpelação
Justiça acolhe pedido da PGE e notifica ex-governador para fundamentar acusações feitas nas redes sociais.

Decisão do juiz Roberto Teixeira Seror dá prazo de 15 dias para que ex-governador explique acusações de “maracutaia” e “lavagem de dinheiro” atribuídas à atual gestão e à Procuradoria Geral do Estado.

 

O Governo de Mato Grosso, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), decidiu confrontar judicialmente o ex-governador Pedro Taques. Em uma interpelação judicial protocolada na Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, o Estado exige que Taques apresente provas materiais das graves acusações feitas por ele em redes sociais sobre um acordo financeiro firmado entre o Executivo e a empresa de telefonia Oi S.A.

O juiz Roberto Teixeira Seror acatou o pedido no dia 3 de fevereiro e determinou que o ex-governador seja notificado. Taques terá 15 dias para esclarecer se suas falas são apenas “opinião política” ou se ele sustenta, tecnicamente, a imputação de crimes a agentes públicos.

A ofensiva nas redes

A ação da PGE foi motivada por uma série de três vídeos publicados recentemente por Pedro Taques. Neles, o ex-governador e advogado utiliza tom agressivo para classificar o acordo de regularização fiscal com a Oi — celebrado em abril de 2024 — como um esquema criminoso que teria lesado os cofres públicos em mais de R$ 308 milhões.

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Segundo a petição do Estado, Taques não economizou nos adjetivos, sugerindo a existência de uma organização criminosa operando dentro da administração pública. A PGE transcreveu trechos dos vídeos onde o ex-gestor afirma que a negociação ocorreu fora dos ritos legais.

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“Foi feito o acordo fora da lei (…) Primeiro: no escurinho, na calada da noite, na maracutaia. Acordo sigiloso, com dinheiro público”, disparou Taques em uma das gravações anexadas ao processo.

A teoria da “Matrioska” e os “Inhos”

O ponto mais crítico das acusações envolve a suposta prática de lavagem de dinheiro. Taques criou uma narrativa sobre uma “facção” que ele denomina como a turma dos “inhos”, alegando um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio.

Em um dos trechos destacados pela Procuradoria na ação, o ex-governador detalha sua teoria:

“A facção dos ‘inhos’, para fazer lavagem de dinheiro, ocultação do patrimônio (…) Funciona mais ou menos assim: como a bonequinha russa matrioska. Uma dentro da outra. Até chegar no destinatário final”.

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A PGE argumenta que Taques foi categórico ao afirmar o roubo de dinheiro público, ultrapassando a barreira da crítica política e atingindo a honra da instituição e de seus procuradores.

“Acordo espúrio que roubou o povo de Mato Grosso. No próximo vídeo nós vamos falar sobre a organização criminosa. Sobre a facção dos ‘inhos’ que roubaram 308 milhões de reais” , acusou Taques.

Defesa do Estado e o “bota-fora” jurídico

Na interpelação, o Estado rebate as acusações sustentando que o acordo com a Oi S.A. seguiu todos os trâmites legais. Segundo a PGE, a transação passou pela Câmara de Resolução Consensual de Conflitos (CONSENSO/MT), foi homologada judicialmente em ação rescisória e, crucialmente, recebeu aval do Ministério Público de Contas, que opinou pela inexistência de irregularidades .

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Para os procuradores, as falas de Taques buscam descredibilizar a instituição sem apresentar documentos. O objetivo da ação não é, por enquanto, condenar Taques, mas forçá-lo a um “check-mate”: ou ele apresenta as provas do que diz, ou admite que suas falas não possuem lastro técnico.

Taques chegou a dizer nas redes: “Muita gente vai ter que prestar contas. Porque na República a coisa é de todos. Não é de meia dúzia de ‘inhos’”.

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Agora, o Estado devolve a provocação via judicial, questionando se o ex-governador formalizou denúncia em algum órgão de controle (como Polícia ou Ministério Público) ou se limitou a fazer barulho na internet.

“Esse caso do ‘Oi, Mauro’ é um escândalo. Mais de 308 milhões de reais roubados do povo de Mato Grosso. E nós vamos mostrar isso”, prometeu Taques no vídeo. Com a decisão judicial, ele terá o prazo legal para cumprir a promessa diante de um magistrado.

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Força Tática apreende adolescentes com drogas em Várzea Grande

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Ação no bairro Construmat resulta na detenção de dupla com porções de maconha e simulacro de pistola após tentativa de fuga de viaturas

Policiais militares da Força Tática detiveram dois adolescentes por tráfico ilícito de drogas na noite de quinta-feira (4), no bairro Construmat, em Várzea Grande.

A apreensão expõe a dinâmica operacional do tráfico local envolvendo menores de idade e o uso de simulacros de armas de fogo, evidenciando as exigências do patrulhamento tático territorial na região de cobertura do 2º Comando Regional da Polícia Militar.

Dinâmica da abordagem e evasão frustrada

As equipes policiais pertencentes ao 2º Comando Regional realizavam patrulhamento tático ostensivo pelas vias urbanas do bairro Construmat. Durante o deslocamento, os militares identificaram a presença de dois indivíduos em via pública. A ocorrência confirmou que os suspeitos abordados são adolescentes, com idades de 15 e 17 anos.

Ao perceberem a aproximação das viaturas da Polícia Militar que seguiam em rondas normais, a dupla esboçou reação imediata de fuga. Os menores tentaram se esconder da guarnição e, ao mesmo tempo, jogaram diversos objetos no chão com o objetivo de se desfazerem do material incriminatório que carregavam. A equipe da Força Tática agiu e conseguiu interceptar os suspeitos antes que a evasão fosse concluída, realizando a abordagem no perímetro.

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Varredura territorial e materiais apreendidos

Durante o procedimento de busca pessoal inicial, os militares encontraram porções de substância análoga à maconha em posse direta da dupla. A ação policial prosseguiu com o refazimento do trajeto dos adolescentes.

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Os policiais conduziram os dois menores de volta ao local exato onde eles haviam dispensado os objetos instantes antes da abordagem tática. Na varredura minuciosa da área, a equipe localizou o restante do material ilícito. Ao todo, a ocorrência resultou na apreensão de 14 porções da substância entorpecente.

Além dos entorpecentes descartados, as buscas no chão revelaram a presença de um simulacro de arma de fogo, desenhado com características físicas de uma pistola. Os policiais militares também recolheram aparelhos celulares pertencentes à dupla, os quais se encontravam danificados no momento da apreensão.

Condução à delegacia e desdobramentos legais

Após a localização e o recolhimento integral de todos os itens abandonados na via, os militares questionaram os dois infratores sobre a origem, a propriedade e a destinação final dos materiais ilícitos apreendidos. Diante da interrogação dos agentes, os adolescentes optaram por permanecer em silêncio absoluto.

Ambos receberam voz de prisão em flagrante, autuados por ato infracional análogo ao crime de tráfico ilícito de drogas. A guarnição da Força Tática procedeu com o encaminhamento dos dois menores de 15 e 17 anos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande. Eles foram entregues às autoridades civis juntamente com as 14 porções de maconha, o simulacro de pistola e os aparelhos celulares danificados. A Polícia Civil assume o caso a partir do registro da ocorrência para adotar as providências formais e legais subsequentes aplicáveis aos menores infratores.

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