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POLÍCIA

Laudo aponta infarto e polícia descarta crime na morte do influenciador Henrique Maderite

Laudo da Polícia Civil descarta violência e aponta infarto fulminante como causa da morte do influenciador Henrique Maderite em Ouro Preto. Entenda a perícia.

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Morte Henrique Maderite
Perícia confirmou que marcas no corpo de Henrique Maderite foram causadas pela queda após infarto fulminante, descartando violência.

Criador do bordão “Sextou” foi encontrado sem vida em haras de Ouro Preto; marcas no corpo causaram confusão inicial, mas perícia confirma causa natural

 

O influenciador e empresário Henrique Costa Ferreira, o Henrique Maderite, de 50 anos, morreu nesta sexta-feira (6) em sua propriedade rural no distrito de Amarantina, em Ouro Preto (MG). A Polícia Civil confirmou que a causa do óbito foi um infarto fulminante, descartando as suspeitas iniciais de violência que circularam nas redes sociais logo após a descoberta do corpo.

Maderite, conhecido nacionalmente por viralizar a celebração da sexta-feira com o bordão “Sextou”, postou seu último vídeo por volta do meio-dia, seguindo seu ritual habitual de bom humor. Horas depois, o silêncio no Haras Henrique Maderite alertou vizinhos, que acionaram a Polícia Militar através de uma rede de proteção comunitária às 17h30.

A confusão na cena e o laudo pericial

A chegada das autoridades ao local gerou uma onda de especulações. O corpo de Henrique apresentava sangramento no ouvido (otorragia), um corte na nuca e marcas arroxeadas no pescoço. Em grupos de mensagens, as características fomentaram boatos de latrocínio ou esganadura.

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A perícia técnica da Polícia Civil, no entanto, esclareceu a dinâmica dos fatos ainda na noite de sexta-feira. A análise biomecânica apontou que Maderite sofreu um mal súbito cardíaco e colapsou.

  • A queda: Ao cair da própria altura (1,81m) sem reflexos de defesa, ele bateu a cabeça, o que provocou o corte na região occipital e o sangramento no ouvido decorrente do trauma craniano.

  • As marcas: As manchas no pescoço foram identificadas como livores cadavéricos (acúmulo de sangue após a parada da circulação) ou contusões da posição da queda, e não sinais de agressão externa.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) Dr. André Roquette, em Belo Horizonte.

De empreiteiro a fenômeno digital

Nascido em Belo Horizonte e criado em Nova Lima, Henrique Maderite construiu carreira na construção civil antes da fama. O apelido “Maderite” vem do compensado de madeira usado em obras, setor onde atuava como sócio de uma construtora.

Sua ascensão digital ocorreu em 2020, durante a pandemia. Com vídeos simples, celebrando a cerveja e o descanso do trabalhador, ele se tornou uma válvula de escape para o público. O sucesso atraiu marcas como Laut, Banco do Brasil e Chevrolet.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, lamentou a morte e citou o impacto cultural do empresário: “Sua missão de espalhar alegria por onde passou está cumprida”. Clubes como Cruzeiro e Atlético Mineiro também emitiram notas de pesar.

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Henrique deixa a esposa, Fernanda Maciel, e três filhos. Até o fechamento desta edição, a família não havia divulgado detalhes sobre o velório.

 

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Um ano sem Preta Gil: o alerta sobre o câncer de intestino

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câncer de intestino

Brasileiros reconhecem sinais do câncer colorretal, mas adiam a ida ao médico, mostra pesquisa

Levantamento do A. C. Camargo e da Nexus com mais de 2 mil pessoas revela que, entre quem já percebeu sangue nas fezes, 40% não buscaram atendimento imediato; o exame que antecipa o diagnóstico é desconhecido por dois em cada três.

A maioria dos brasileiros sabe que sangue nas fezes e mudança no funcionamento do intestino por mais de um mês podem ser sinais graves — mas boa parte não converte esse conhecimento em atitude. Oito em cada dez entrevistados reconhecem que os dois sintomas podem indicar algo sério e, ainda assim, quase metade admite que não procuraria assistência médica com rapidez.

O descompasso importa porque esses dois sinais estão entre os principais indícios do câncer colorretal, tumor que o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta em 53.810 novos casos por ano no triênio 2026-2028 — o segundo de maior incidência no país. Foi essa doença que levou à morte a cantora Preta Gil, há exatamente um ano, em 20 de julho de 2025, após dois anos de tratamento.

Os números são de um levantamento do Hospital A. C. Camargo e da Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o câncer colorretal e seus sintomas. Cerca de 67% dos entrevistados concordam que os dois sinais podem indicar a doença, e 24% dizem concordar totalmente com essa associação.

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Entre quem já teve o sintoma, quatro em cada dez não agiram

A distância entre reconhecer o risco e reagir a ele fica evidente no grupo que já enfrentou o sinal mais associado ao tumor. Nove por cento dos entrevistados relataram já ter notado sangue nas fezes; desses, 59% procuraram atendimento médico de imediato, mas 40% não tiveram a mesma reação.

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Nesse grupo que hesitou, 19% não fizeram nada e esperaram o sintoma passar, e 10% aguardaram dias ou semanas antes de procurar um médico. Houve ainda quem recorresse a remédios caseiros ou mudanças na alimentação (7%), quem fosse à farmácia por conta própria (3%) e quem pesquisasse na internet antes de buscar orientação profissional (1%).

O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, afirma que, diante do aumento de casos no Brasil, não se deve ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.

“Também é necessário realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial”, ressaltou.

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Exame que antecipa o diagnóstico é desconhecido por dois terços

A Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO) é apontada como o principal recurso para flagrar a doença antes de sintomas evidentes — e, mesmo assim, dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar dela. Só 11% já fizeram o exame; outros 21% conhecem o procedimento, mas nunca o realizaram.

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O desconhecimento se concentra em grupos específicos: alcança 85% entre os jovens de 16 a 24 anos e fica acima da média geral entre homens (76%), pessoas de menor renda (73%) e quem estudou apenas até o ensino fundamental (72%).

O distanciamento também aparece no convívio. Apenas 21% dizem conhecer alguém que teve a doença — 15% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido —, enquanto 75% afirmam nunca ter tido contato com pacientes desse tipo de câncer.

Para entender melhor

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A Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes procura identificar a doença antes que os sintomas apareçam. Segundo o oncologista Samuel Aguiar, ela e a colonoscopia ajudam a detectar o câncer colorretal ainda em estágio inicial, quando as chances de cura são maiores. A recomendação do médico é começar os exames preventivos aos 45 anos — ou antes, conforme o histórico familiar e a orientação médica.

 

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