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Ex-aliado em ação

Nova campanha Pix para Bolsonaro visa cobrir despesas médicas e judiciais

Ex-ministro Gilson Machado inicia nova campanha de arrecadação via Pix para Jair Bolsonaro, alegando necessidade de fundos para advogados, médicos e auxílio ao filho. Ex-presidente já arrecadou R$17 milhões em 2023 e enfrenta processos no STF e inelegibilidade pelo TSE.

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Campanha Pix Bolsonaro
Ex-ministro Gilson Machado lança campanha Pix para auxiliar Jair Bolsonaro com despesas médicas e judiciais em meio a processos e inelegibilidade.

Ex-titular do Turismo, Gilson Machado, mobiliza apoio financeiro para o ex-presidente, que enfrenta processos e recentemente passou por cirurgia.

Em uma iniciativa que tem gerado discussões nas redes sociais, o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, anunciou uma campanha de arrecadação via Pix destinada a auxiliar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Machado, os recursos seriam para cobrir despesas com advogados e médicos, além de apoiar o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, que se licenciou da Câmara dos Deputados e se mudou para os Estados Unidos.

As finanças do ex-presidente

É importante contextualizar a situação financeira de Jair Bolsonaro. Atualmente, ele conta com duas aposentadorias de fontes públicas: uma proveniente do Exército e outra da Câmara dos Deputados. Adicionalmente, o ex-presidente recebe valores do Partido Liberal (PL), sigla à qual é filiado. Em 2023, uma mobilização semelhante resultou na arrecadação de mais de R$ 17 milhões via Pix, conforme dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Complicações judiciais e de saúde

A nova campanha surge em um momento delicado para Bolsonaro. O ex-presidente é réu em um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de envolvimento em um suposto plano de golpe de Estado. Além disso, ele foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Recentemente, Bolsonaro também enfrentou problemas de saúde, tendo passado por uma cirurgia devido a uma obstrução intestinal.

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Iniciativa pessoal do ex-ministro

Gilson Machado fez questão de frisar que a campanha partiu de sua própria iniciativa, sem um pedido direto do ex-presidente. O ex-ministro divulgou o CPF de Bolsonaro, que funciona como chave Pix para uma conta no Banco do Brasil, e expressou sua preocupação com a situação financeira do ex-chefe do Executivo.

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“Eu quero dizer que o presidente recebeu na outra campanha 17 milhões de reais, mas já gastou em um ano 8 milhões, já começou a desidratar”, declarou Machado em um vídeo compartilhado com seus seguidores. “É por isso a nossa preocupação. A gente vai deixar o presidente desidratar para depois começar a correr atrás e ele começar a não pagar advogado, deixar de ser defendido? Não, a gente não vai deixar isso daí. Eu não vou deixar. Eu vou lutar por isso”, concluiu o ex-ministro, reforçando seu empenho na arrecadação.

Resta agora observar como essa nova campanha será recebida pela opinião pública e qual será seu impacto prático nas finanças e na defesa do ex-presidente. A movimentação reacende o debate sobre o financiamento de figuras políticas e suas despesas pessoais e judiciais, especialmente quando já contam com fontes de renda pública.

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Dino manda PF apurar R$ 55,4 milhões em emendas Pix apontados pelo TCU

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal apure as irregularidades levantadas pelo Tribunal de Contas da União na execução das chamadas emendas Pix. O relatório do órgão de controle aponta R$ 55,4 milhões em possíveis danos ao erário entre 2020 e 2024.

Recebido pelo ministro em 31 de julho, o documento foi remetido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “a fim de que verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso, proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos”. Dino determinou ainda que a análise priorize as “hipóteses de danos ao Erário já apontados pela Egrégia Corte de Contas”.

Emendas Pix é o apelido dado às transferências especiais, modalidade que dificultava identificar tanto o parlamentar autor da destinação quanto quem recebia o dinheiro na ponta. Foi essa opacidade que levou o Supremo, uma vez provocado, a fiscalizar o mecanismo e a cobrar os critérios de rastreabilidade e transparência fixados na Constituição para a aplicação de recursos públicos. Dino relata a ação sobre o tema.

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Os números do relatório

A auditoria examinou cem transferências especiais destinadas a 74 entes federados, num total de R$ 198.109.222,97 em recursos fiscalizados. Desse volume, mais de R$ 26,3 milhões aparecem como prejuízo decorrente do comprometimento da transparência e da rastreabilidade.

Outros R$ 14,9 milhões foram para o pagamento de despesas “sem comprovação jurídica/fiscal idônea, estranhas à finalidade da transferência especial” ou “sem comprovação da quantidade ou do objeto realizado”. Um terceiro grupo, de R$ 14,1 milhões, reúne casos de “inexecução total ou parcial do objeto” e “superfaturamento de preços”.

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Para Dino, os achados “demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”.

 

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