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Justiça e ética

CNJ apura abuso contra desembargador que anulou pena por estupro de vulnerável

Desembargador do TJMG que anulou a condenação de um homem por estupro de uma menina de 12 anos vira alvo do CNJ e enfrenta acusações formais de assédio sexual.

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desembargador Magid Nauef Láuar investigado
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o TJMG investigam o desembargador Magid Nauef Láuar após decisão que flexibilizou a lei penal e denúncias de abuso sexual.

Magid Nauef Láuar, de Minas Gerais, anulou a condenação de um homem de 35 anos que abusou de uma menina de 12. O magistrado agora responde a acusações de assédio reportadas por parlamentares.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) abriram investigações contra o desembargador Magid Nauef Láuar. As apurações ocorrem após o magistrado liderar a absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro contra uma menina de 12 anos e se tornar alvo de denúncias públicas de abuso sexual.

A decisão judicial provocou reações do Ministério Público e de diversas frentes políticas. O caso expõe um grave debate sobre a proteção da infância, já que o entendimento do tribunal mineiro flexibilizou a lei penal, enquanto o próprio relator enfrenta acusações pessoais de violações semelhantes no âmbito disciplinar, segundo os registros oficias e representações recebidas pelos órgãos de controle.

A absolvição e o conflito com a lei penal

O homem de 35 anos havia sido condenado em primeira instância a nove anos e quatro meses de prisão pelo crime ocorrido em Indianópolis (MG). Na 9ª Câmara Criminal do TJMG, Magid votou por derrubar a condenação, sustentando que havia “vínculo afetivo consensual” e “relação análoga ao matrimônio” com anuência da família da vítima.

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Esse raciocínio vai contra o artigo 217-A do Código Penal e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A lei brasileira estabelece presunção absoluta de vulnerabilidade para menores de 14 anos, considerando irrelevante qualquer suposto consentimento, histórico sexual da vítima ou “formação de núcleo familiar”.

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Como consequência da absolvição, o réu — que já possuía antecedentes criminais por homicídio e tráfico de drogas — recebeu alvará de soltura e foi posto em liberdade no dia 13 de fevereiro.

Denúncias de abuso contra o juiz

Após a publicação do acórdão, surgiram relatos de assédio e violência sexual contra o próprio desembargador. O TJMG confirmou que recebeu uma representação formal em 23 de fevereiro e instaurou procedimento administrativo para apurar possível falta funcional.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, confirmou que o CNJ também abriu investigação sobre as denúncias de abuso. As acusações são lideradas por parlamentares, como as deputadas Duda Salabert (PDT-MG) e Bella Gonçalves (PSOL-MG). Salabert relatou ao conselho “pelo menos cinco casos” de violência. Entre eles, destaca-se o depoimento público de um parente do magistrado, que afirmou ter sofrido uma tentativa de abuso por parte de Magid quando tinha 14 anos.

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Prazos e próximos passos

No âmbito da decisão judicial, o corregedor Mauro Campbell deu um prazo de cinco dias para que o TJMG e o desembargador prestem esclarecimentos sobre a absolvição. O Ministério Público de Minas Gerais já anunciou que vai recorrer da decisão para tentar restabelecer a prisão do réu.

Tanto o procedimento disciplinar no CNJ quanto a investigação no TJMG tramitam sob sigilo absoluto. Até a publicação desta reportagem, as apurações estão em fase inicial. O desembargador não foi alvo de punições, como afastamento ou aposentadoria compulsória, não há posicionamento oficial da defesa do magistrado sobre as acusações.

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Força Tática apreende adolescentes com drogas em Várzea Grande

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Ação no bairro Construmat resulta na detenção de dupla com porções de maconha e simulacro de pistola após tentativa de fuga de viaturas

Policiais militares da Força Tática detiveram dois adolescentes por tráfico ilícito de drogas na noite de quinta-feira (4), no bairro Construmat, em Várzea Grande.

A apreensão expõe a dinâmica operacional do tráfico local envolvendo menores de idade e o uso de simulacros de armas de fogo, evidenciando as exigências do patrulhamento tático territorial na região de cobertura do 2º Comando Regional da Polícia Militar.

Dinâmica da abordagem e evasão frustrada

As equipes policiais pertencentes ao 2º Comando Regional realizavam patrulhamento tático ostensivo pelas vias urbanas do bairro Construmat. Durante o deslocamento, os militares identificaram a presença de dois indivíduos em via pública. A ocorrência confirmou que os suspeitos abordados são adolescentes, com idades de 15 e 17 anos.

Ao perceberem a aproximação das viaturas da Polícia Militar que seguiam em rondas normais, a dupla esboçou reação imediata de fuga. Os menores tentaram se esconder da guarnição e, ao mesmo tempo, jogaram diversos objetos no chão com o objetivo de se desfazerem do material incriminatório que carregavam. A equipe da Força Tática agiu e conseguiu interceptar os suspeitos antes que a evasão fosse concluída, realizando a abordagem no perímetro.

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Varredura territorial e materiais apreendidos

Durante o procedimento de busca pessoal inicial, os militares encontraram porções de substância análoga à maconha em posse direta da dupla. A ação policial prosseguiu com o refazimento do trajeto dos adolescentes.

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Os policiais conduziram os dois menores de volta ao local exato onde eles haviam dispensado os objetos instantes antes da abordagem tática. Na varredura minuciosa da área, a equipe localizou o restante do material ilícito. Ao todo, a ocorrência resultou na apreensão de 14 porções da substância entorpecente.

Além dos entorpecentes descartados, as buscas no chão revelaram a presença de um simulacro de arma de fogo, desenhado com características físicas de uma pistola. Os policiais militares também recolheram aparelhos celulares pertencentes à dupla, os quais se encontravam danificados no momento da apreensão.

Condução à delegacia e desdobramentos legais

Após a localização e o recolhimento integral de todos os itens abandonados na via, os militares questionaram os dois infratores sobre a origem, a propriedade e a destinação final dos materiais ilícitos apreendidos. Diante da interrogação dos agentes, os adolescentes optaram por permanecer em silêncio absoluto.

Ambos receberam voz de prisão em flagrante, autuados por ato infracional análogo ao crime de tráfico ilícito de drogas. A guarnição da Força Tática procedeu com o encaminhamento dos dois menores de 15 e 17 anos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande. Eles foram entregues às autoridades civis juntamente com as 14 porções de maconha, o simulacro de pistola e os aparelhos celulares danificados. A Polícia Civil assume o caso a partir do registro da ocorrência para adotar as providências formais e legais subsequentes aplicáveis aos menores infratores.

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