Pesquisar
Close this search box.

TECNOLOGIA

MCTI e Cetene celebram meninas que descobriram a ciência na prática

Publicado em

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, participou, nesta sexta-feira (31), no Recife (PE), do encerramento da Imersão Científica da 12ª edição do Futuras Cientistas, programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), entidade vinculada ao ministério. A iniciativa busca estimular a participação de meninas e professoras da rede pública de ensino nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, contribuindo para a igualdade de gênero.

Ao longo de todo o mês de janeiro, 470 meninas de todas as regiões do Brasil estiveram em contato com laboratórios, centros de pesquisa e ambientes universitários. Ali, tiveram a oportunidade de vivenciar, na prática, o que é fazer ciência — formular perguntas, testar hipóteses, usar microscópios, programar, observar, errar, aprender e se reconhecer como futuras cientistas.

Luciana Santos destacou o papel estratégico do programa para a redução das desigualdades de gênero e a construção de referências femininas para o futuro da pesquisa. “Este programa é um verdadeiro orgulho para nós do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. É a nossa menina dos olhos. Ele faz exatamente aquilo que mais importa, que é dar perspectiva, criar oportunidades, aproximar meninas e mulheres da ciência”, afirmou.

A ministra destacou os resultados da inciativa. Desde o início do programa, em 2012, 75% das participantes foram aprovadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Destas, 80% escolheram cursos nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Leia Também:  Tecnova mobiliza R$ 588 milhões para transformar conhecimento em negócios em todo o País

De 2023 a 2025, foram destinados R$ 4,5 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para o programa, alcançando 1.710 beneficiadas — estudantes e professoras. Durante a atividade, o MCTI anunciou que outros R$ 5 milhões já estão assegurados para garantir a continuidade da iniciativa durante os próximos três anos.

Advertisement
Programa Futuras Cientistas
Programa Futuras Cientistas

Para a criadora e coordenadora do Futuras Cientistas, Giovanna Machado, esta é, acima de tudo, uma iniciativa que busca a promoção da equidade, da inclusão e da redução das desigualdades regionais. “Ela combate a misoginia, o machismo estrutural na ciência. Chegar a este momento de encerramento da imersão representa também a consolidação de um legado deixado às meninas que passaram a se reconhecer como cientistas e como líderes”, disse sobre a ação que nasceu em Pernambuco, mas ganhou escala nacional.

“Essas experiências são fundamentais. Elas despertam vocações, fortalecem a autoestima acadêmica e mostram na prática que as meninas têm lugar, um lugar de protagonismo no universo científico. Temos muito orgulho de estar diretamente ligado e vinculado a esta iniciativa e de ver, ano após ano, seus resultados se multiplicarem”, celebrou Frederico Toscano, representante do Cetene.

Aluna do programa, Eloiza Maria Cavalcante emocionou os presentes ao citar a história de seus pais e suas expectativas. “Eles não conseguiram fazer nenhuma faculdade, mas acredito que serei a primeira da minha família, porque acreditaram em mim”, destacou, conclamando os presentes: “Nunca deixem de acreditar na educação, nos estudantes de escola pública. Quero dizer que as universidades públicas são também das meninas e mulheres que lutam por mais educação e igualdade de gênero”.

Leia Também:  Após anos de retração, investimento público em ciência e tecnologia avança 30% no País

Também participaram do evento a reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Maria José de Sena; a assessora da presidência da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Mariana Martins; a presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Maria Fernanda Pimentel Avelar; o secretário de Ciência Tecnologia e Inovação da Prefeitura do Recife, Rafael Cunha; o diretor-geral da IMCD Brasil, Alessandro Moraes (de forma remota); e a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé.

Após esta etapa de Imersão Científica do Futuras Cientistas, ocorrerá, no segundo semestre, a seleção de meninas para a Banca de Estudos do programa, que é a preparação para o Enem. As meninas que ingressam na faculdade recebem mentoria para estágio em empresas e instituições parceiras do Programa.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Advertisement

TECNOLOGIA

Por que esse alinhamento de planetas é um evento diferenciado? A ciência explica

Published

on

Nos dias 18 e 19 de junho, um fenômeno raro no céu será visível de diversas regiões. Os corpos celestes evidentes a olho nu (Mercúrio, Vênus e Júpiter) vão ficar alinhados e Vênus visualmente mais próximos da Lua crescente.

O alinhamento ocorre porque os planetas visíveis possuem seus planos de órbita quase no mesmo plano da órbita da Terra em torno do Sol. O mesmo para a Lua, cujo plano de órbita é inclinado em apenas 5 graus em relação ao da Terra. Por estarem nesse mesmo plano, os planetas e a Lua percorrem no céu quase o mesmo caminho aparente que o Sol faz, chamado de eclíptica. A forma exata como eles se posicionam visualmente torna esse fenômeno raro.

A astrônoma do Observatório Nacional (ON), Josina Nascimento, explica que esse caminho que o satélite e os planetas percorrem é o mesmo caminho onde estão as constelações zodiacais. Por isso, no dia 19, Régulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão, poderá ser vista mais perto da Lua “Régulus fica mais visível, por fica mais perto da Lua e por isso fica mais fácil de achar. Não há mudança no brilho dela, mas sim maior evidência” disse.

Leia Também:  Centelha 3 chega ao Rio de Janeiro e oferta R$ 8 milhões a ideias inovadoras

Devido à velocidade de órbita da Lua, a aproximação que vemos dos corpos celestes vai mudar. Nesta quinta-feira (18) a lua aparecerá mais alta que Vênus, uma mão aberta abaixo do satélite natural. Já na sexta-feira (19) a Lua estará ainda mais alta (equivalente a “duas mãos” acima de Vênus). Logo abaixo do satélite, será possível visualizar Regulus, a estrela alfa da constelação de Leão. Júpiter vai estar em uma posição mais elevada do céu e permanecerá visível por bastante tempo. Mercúrio aparece bem próximo ao horizonte e se põe mais rápido após o pôr do Sol.

O Observatório Nacional realizará a live “O Céu em sua Casa: observação remota” especial no canal do YouTube no próximo sábado, 20 de junho. Uma oportunidade para aqueles que não conseguiram observar o fenômeno ou desejam ver registros profissionais.

Advertisement

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA