Saúde pública
Pressão 12 por 8 deixa de ser considerada normal e entra na faixa de pré-hipertensão
Nova diretriz médica classifica pressão 12 por 8 como pré-hipertensão para incentivar prevenção imediata contra o agravamento da doença.
Reclassificação feita por sociedades médicas busca antecipar cuidados preventivos; doença crônica tem origem hereditária em 90% dos diagnósticos
Uma nova diretriz médica determinou que a aferição 12 por 8 não é mais classificada como pressão arterial normal, passando a indicar um quadro de pré-hipertensão. A alteração de manejo impulsionada pelas sociedades brasileiras de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão visa identificar pacientes em risco de forma precoce.
A mudança de protocolo exige intervenções preventivas imediatas para evitar a progressão da doença, cujas consequências incluem acidentes vasculares cerebrais, infartos, aneurismas e insuficiência renal. A partir da reclassificação, a pressão arterial de um indivíduo só é considerada normal quando os marcadores ficam abaixo de 12 por 8.
Aferições iguais ou superiores a 14 por 9 seguem enquadradas como hipertensão nos estágios 1, 2 e 3, conforme a avaliação feita por um profissional de saúde nos consultórios.
O Ministério da Saúde define a enfermidade como uma elevação crônica dos níveis sanguíneos nas artérias. “A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo”, informa o documento da pasta.
A patologia crônica é transmitida por herança genética em 90% dos casos. O avanço da doença, no entanto, é acelerado por fatores externos, como o consumo de bebidas alcoólicas, o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo, os altos níveis de colesterol, o estresse e o elevado consumo de sal.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o problema deixou de se restringir a adultos e idosos. O órgão tem registrado a alteração na pressão arterial de modo recorrente também em crianças e adolescentes.
Sintomas físicos como dores no peito, dores de cabeça, tonturas, fraqueza, zumbido no ouvido, sangramento nasal e visão embaçada costumam se manifestar apenas quando a pressão atinge picos elevados.
Acesso a tratamento e diagnóstico
A aferição regular é o único método para obter o diagnóstico da doença. A diretriz federal estipula que a população acima de 20 anos meça a pressão no mínimo uma vez por ano. O monitoramento precisa ser redobrado para grupos com predisposição genética. “Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano”, determina a orientação.
Embora não tenha cura, a hipertensão é controlável por meio de tratamento medicamentoso indicado por médicos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta os remédios de graça nas unidades básicas de saúde (UBS) e na rede credenciada do programa Farmácia Popular.
A retirada das medicações nas farmácias exige a apresentação do CPF, de um documento de identidade com foto e da receita médica, que possui um prazo de validade fixado em 120 dias. O receituário pode ser assinado por médicos da rede pública, clínicas ou hospitais privados.
Além da frente farmacológica, a prevenção da pressão alta demanda hábitos contínuos de saúde. O controle exige a moderação na ingestão de álcool, o abandono do cigarro, o controle do peso e do diabetes, a diminuição da ingestão de gorduras e a substituição do excesso de sal por temperos naturais.
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CIDADES
Polícia Militar prende homem por porte ilegal de pistola 9mm em Guiratinga
Suspeito estava em caminhonete abordada durante fiscalização de denúncia de caça ilegal no Chapadão do Diamantino.
Policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar prenderam um homem no domingo (26) por porte ilegal de arma de fogo na zona rural de Guiratinga, município localizado a 332 km de Cuiabá. O suspeito portava uma pistola calibre 9 milímetros e 24 munições na cintura, sem apresentar a documentação obrigatória no momento da abordagem.
O flagrante ocorreu no âmbito da Operação Tolerância Zero, que apurava denúncias de caça irregular na região. A ação ilustra a fiscalização do cumprimento das normas de transporte e porte de armamento no interior do estado, separando equipamentos devidamente registrados e acondicionados daqueles portados à margem das regras exigidas pelos órgãos de segurança.
Bloqueio e abordagem
A equipe do 2º Pelotão recebeu informações sobre uma caminhonete de cor escura que circulava pela área, com suspeita de envolvimento em caça ilegal. A partir da denúncia, a polícia montou um bloqueio na localidade conhecida como Chapadão do Diamantino.
No ponto de fiscalização, os militares interceptaram um veículo modelo RAM 3500 com quatro ocupantes. O motorista informou à corporação que o grupo realizava a caça de javalis, atividade permitida sob regulamentação específica, mas relatou não ter realizado abates. O condutor apresentou a documentação referente a duas armas longas guardadas no veículo, além da licença exigida para a prática. O material estava desmuniciado e acondicionado conforme as diretrizes da atividade.
Flagrante e condução
Durante o procedimento de verificação dos ocupantes, os policiais localizaram a pistola 9 milímetros na cintura de um dos passageiros. O homem declarou que a arma possuía registro em seu nome, no entanto, não portava os documentos necessários para comprovar a regularidade e autorizar o porte fora da residência no instante da abordagem.
Devido à irregularidade documental, o passageiro foi detido no local e encaminhado a uma delegacia de Polícia Civil para a formalização das providências cabíveis. O documento policial informa que a sociedade pode contribuir com ações de segurança pública por meio de denúncias anônimas, acionando os números 190 ou 0800-065-3939.
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