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Justiça internacional

Zambelli barra primeira extradição na Itália, mas enfrenta novo caso

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extradição carla zambelli itália

Corte Suprema de Cassação aponta falta de imparcialidade de Alexandre de Moraes no primeiro processo, enquanto a condenação por perseguição armada retorna à estaca zero.

A Justiça da Itália bloqueou em definitivo o pedido de extradição de Carla Zambelli referente à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas manteve aberta a via extradicional para a condenação por porte ilegal de arma. A decisão cindiu o destino jurídico da brasileira em dois processos distintos, gerando dois procedimentos autônomos na Europa.

A resolução do caso estabelece um precedente sobre como tribunais europeus avaliam o modelo decisório do Supremo Tribunal Federal (STF). O bloqueio da primeira extradição ocorreu por uma violação percebida do direito de defesa, enquanto o segundo pedido, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, testa a capacidade diplomática do Brasil de garantir o cumprimento da pena de cinco anos e três meses de prisão.

O revés no caso do CNJ

A primeira trilha extradicional tem origem na Ação Penal 2428/DF, que condenou Zambelli a 10 anos de reclusão e 200 dias-multa pela inserção de documentos falsos no CNJ, incluindo um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. A Corte d’Appello di Roma havia autorizado a extradição em 26 de março de 2026.

A defesa recorreu à Corte Suprema di Cassazione. Na sentença n. 21634/2026, depositada em 11 de junho de 2026, o tribunal italiano cassou a decisão favorável sem reenvio. A Cassação declarou inexistentes as condições para o acolhimento da demanda e ordenou a libertação da brasileira, que havia sido presa em Roma em 29 de julho de 2025.

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O fundamento jurídico repousa no artigo 5 do Tratado de Extradição Brasil-Itália, promulgado pelo Decreto 863/1993, que proíbe a entrega caso o procedimento não assegure os direitos mínimos de defesa. A Corte concluiu que o tribunal brasileiro apresentou falta de imparcialidade sob o perfil objetivo.

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Acúmulo de funções e imparcialidade

A decisão italiana listou o acúmulo de funções exercidas por Moraes. O documento registra que ele atuou como relator, participou da decisão sobre a própria incompatibilidade, votou pela condenação e perda de mandato, emitiu o mandado de prisão, redigiu o pedido de extradição e prestou informações prisionais. A Corte considerou que o ministro podia ser tratado como pessoa danificada pelo crime, classificando o cenário como uma “macroscopica violazione del diritto di difesa”.

O STF reagiu institucionalmente. Em nota oficial, o presidente da Corte, Edson Fachin, declarou acompanhar a decisão com preocupação. “O Supremo Tribunal Federal reafirma sua independência e imparcialidade no julgamento da Ação Penal nº. 2.428/DF”, afirmou o tribunal, destacando que a suspeição arguida foi afastada de forma colegiada e a condenação ocorreu por unanimidade.

A segunda trilha extradicional

A situação é diferente na Ação Penal 2415, que trata da perseguição armada ao jornalista Luan Araújo, na véspera do segundo turno de 2022. O STF declarou o trânsito em julgado desta condenação em 30 de outubro de 2025, com decisão por maioria de nove a dois.

A Corte de Apelação de Roma autorizou essa segunda extradição em 16 de abril de 2026. O caso subiu à Cassação, que, em 1º de julho de 2026, anulou a autorização. Diferentemente do caso do CNJ, a anulação ocorreu com reenvio, determinando que um novo julgamento seja realizado por outra composição em Roma, previsto para ocorrer entre setembro e outubro de 2026. Os fundamentos escritos desta decisão não foram publicados até 2 de julho.

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Cenário processual e próximos passos

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o procedimento da segunda extradição tramita sob confidencialidade. Em 25 de junho de 2026, o órgão protocolou uma manifestação na Cassação italiana acompanhada de documento enviado por Gilmar Mendes. O representante brasileiro, Enrico Giarda, sustentou na audiência que Moraes não teve papel relevante na segunda ação e que a relatoria coube a Gilmar Mendes.

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A Procuradoria-Geral italiana, contudo, pediu a rejeição do pedido, sob o argumento de que a presença de Moraes no colegiado que condenou Zambelli na AP 2415 comprometeria a neutralidade do segundo julgamento.

A Itália não exige um novo pedido formal de extradição por parte do Brasil para o caso da arma, pois o procedimento foi reaberto no tribunal inferior. O Brasil precisará suplementar as informações e garantias de execução da pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal para sustentar a validade do título condenatório perante a nova turma da Corte d’Appello.

 

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Espanha, Portugal e Suíça disputam vagas nas oitavas de final

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Copa do Mundo 2026

Partidas definem três classificados nesta quinta-feira em caso de empate, confrontos vão para a prorrogação

Três confrontos definem nesta quinta-feira (2) seleções classificadas para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, segundo dados da Agência Brasil.

Os vencedores das partidas avançam na competição, enquanto as equipes derrotadas são eliminadas. As regras do torneio estabelecem que, em caso de empate no tempo regulamentar, haverá uma prorrogação de 30 minutos e, se necessário, a disputa será decidida por cobranças de pênaltis.

Espanha e Áustria abrem a rodada

A primeira partida do dia ocorre às 16h, pelo horário de Brasília, entre Espanha e Áustria, na cidade de Los Angeles (EUA).

A seleção espanhola encerrou a fase inicial em primeiro lugar no Grupo H. A equipe passou na frente de Cabo Verde, Uruguai e Arábia Saudita. O time da Áustria avançou na segunda colocação do Grupo J, chave que teve a Argentina na liderança.

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Confrontos no Canadá

Mais tarde, às 20h, Portugal e Croácia se enfrentam em Toronto, no Canadá. O time português ficou em segundo lugar no Grupo K, que também contou com Colômbia, República Democrática do Congo e Uzbequistão. A seleção da Croácia avançou na vice-liderança do Grupo L, terminando a fase atrás da Inglaterra.

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A última partida do dia será entre Suíça e Argélia, marcada para a 0h, em Vancouver. O time suíço terminou a fase de grupos em primeiro lugar no Grupo B, superando Canadá, Bósnia e Catar. A equipe da Argélia ficou na terceira colocação no Grupo J, mas garantiu a classificação para a etapa de mata-mata.

 

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