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Governador Mauro Mendes veta projeto de lei que criaria Agência Estadual de Mudanças Climáticas

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), vetou o projeto de lei que previa a criação de uma Agência Estadual das Mudanças Climáticas. A proposta, que tinha como objetivo fortalecer as políticas públicas voltadas para o enfrentamento das mudanças climáticas no estado, foi rejeitada pelo Executivo e não será implementada neste momento.

O veto foi publicado oficialmente nesta semana e gerou repercussão entre ambientalistas e setores que defendem maior atenção às questões climáticas em Mato Grosso. A criação da agência tinha como proposta coordenar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além de fomentar iniciativas de sustentabilidade e preservação ambiental no estado, conhecido por sua importância no agronegócio e suas vastas áreas de floresta.

Razões para o veto

O governador justificou o veto alegando questões financeiras e administrativas. De acordo com o governo, a criação de um novo órgão poderia gerar despesas extras para o estado, o que não seria viável dentro do atual cenário orçamentário. Além disso, Mendes destacou que o estado já possui órgãos e secretarias responsáveis por tratar de questões ambientais, como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o que, em sua visão, tornaria a nova agência redundante.

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Outro ponto levantado foi a necessidade de evitar a ampliação da máquina pública, mantendo o foco na eficiência dos órgãos já existentes.

Repercussão e críticas

O veto gerou críticas de grupos ambientalistas e de setores que defendem maior foco nas questões climáticas no estado. Para eles, a criação da agência seria uma oportunidade para Mato Grosso se destacar no cenário nacional como um estado comprometido com a agenda climática, especialmente em um momento em que as mudanças climáticas têm impacto direto na agricultura e na biodiversidade.

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O estado, que abriga uma das maiores porções do bioma amazônico e é líder em produção agrícola, enfrenta desafios relacionados ao desmatamento e à sustentabilidade. A agência poderia atuar como uma ponte para promover ações mais eficazes de combate ao desmatamento ilegal e de incentivo à economia de baixo carbono, alinhando o estado às metas globais de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Próximos passos

Com o veto, a criação da Agência Estadual das Mudanças Climáticas ficará suspensa, mas os defensores do projeto ainda podem buscar outras formas de fortalecer a pauta ambiental no estado. O projeto pode voltar à pauta legislativa, caso consiga apoio suficiente para derrubar o veto do governador, ou novas propostas podem ser elaboradas para abordar a questão climática em Mato Grosso de maneira mais ampla.

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Enquanto isso, as políticas ambientais do estado continuam sendo coordenadas por órgãos já existentes, como a Sema, que já atua em frentes de preservação ambiental e combate ao desmatamento, porém com os desafios de conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental em um dos estados mais ricos em biodiversidade e também em produção agrícola do país.

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Temperatura despenca 22°C em Cuiabá entre quarta e sexta-feira;entenda

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Previsão do INMET aponta mudança drástica de 36°C para mínima de 14°C; alerta atrelado ao clima seco exige atenção com a saúde

A temperatura em Cuiabá sofre uma queda abrupta de 22°C entre a tarde de quarta-feira (1º) e as primeiras horas de quinta (2) e sexta-feira (3). A previsão pontual para a capital mato-grossense indica que os termômetros despencam da máxima de 36°C para uma mínima atípica de 14°C. O alerta associado ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) estima esse declínio térmico sem chuva significativa, estabelecendo uma condição de frio incomum na rotina da cidade.

A mudança climática rápida ocorre sob índices de umidade relativa do ar próximos a 30%. A combinação de declínio térmico acentuado, tempo seco e possível fumaça em áreas urbanas eleva o grau de alerta para crianças, idosos, trabalhadores expostos ao ar livre e pacientes com doenças respiratórias.

Diferença extrema: de 36°C para 14°C em dois dias

O principal dado da previsão é o contraste térmico de 22°C na janela de 48 horas. Na quarta-feira (1º), a capital enfrenta limite superior de 36°C. Entre a madrugada de quinta (2) e a manhã de sexta-feira (3), o padrão inverte completamente, atingindo o piso de 14°C.

Além do choque entre os extremos da semana, as temperaturas máximas também sofrem impacto diário. A marca mais alta prevista para a sexta-feira (3) alcança apenas 20°C. O alerta vinculado ao INMET estima declínio geral de 3°C a 5°C na média diária de Cuiabá, mantendo o panorama de frio durante toda a extensão da sexta.

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Amplitude térmica chega a 20°C na quinta-feira

A transição para o frio atinge sua maior variação diária na quinta-feira (2). A previsão para o dia indica a maior amplitude térmica da série: os números sobem da mínima de 14°C nas primeiras horas para a máxima de 34°C no decorrer da tarde.

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A oscilação de 20°C no mesmo dia submete a população a alterações ambientais expressivas em poucas horas, exigindo hidratação constante e adaptação no uso de roupas ao longo dos turnos.

Recuperação e tendência para o fim de semana

Os pontos mais críticos de frio incidem nas manhãs de quinta e sexta-feira. A partir de sábado (4), no entanto, os dados apontam recuperação. A mínima sobe para 16°C, e a máxima atinge 27°C (diferença diária de 11°C).

No domingo (5), o aquecimento avança com temperatura base de 18°C e máxima de 32°C. A segunda-feira (6) consolida o retorno ao clima quente, estabilizando as marcas em 17°C de mínima e 32°C de máxima.

Alerta foca na saúde diante da estabilidade geo-hidrológica

O alerta atrelado ao INMET emite grau de leve risco à saúde para os dias 2 e 3 de julho. O quadro de ar seco no centro-sul do estado, somado à ausência de chuvas expressivas, eleva a suspensão de poeira. A recomendação documentada requer uso de roupa de frio nas manhãs atípicas, ingestão frequente de líquidos e limitação da exposição prolongada ao tempo aberto.

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Conforme boletim de terça-feira (30) do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o estado de Mato Grosso não integra as zonas de monitoramento para desastres geo-hidrológicos — riscos concentrados atualmente no Amazonas, Paraná e Santa Catarina. Sem indicativos de temporais, inundações ou deslizamentos para a região metropolitana, as medidas ativas restringem-se aos parâmetros meteorológicos e de saúde pública.

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