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Meteorologia

Temperatura despenca 22°C em Cuiabá entre quarta e sexta-feira;entenda

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queda de temperatura

Previsão do INMET aponta mudança drástica de 36°C para mínima de 14°C; alerta atrelado ao clima seco exige atenção com a saúde

A temperatura em Cuiabá sofre uma queda abrupta de 22°C entre a tarde de quarta-feira (1º) e as primeiras horas de quinta (2) e sexta-feira (3). A previsão pontual para a capital mato-grossense indica que os termômetros despencam da máxima de 36°C para uma mínima atípica de 14°C. O alerta associado ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) estima esse declínio térmico sem chuva significativa, estabelecendo uma condição de frio incomum na rotina da cidade.

A mudança climática rápida ocorre sob índices de umidade relativa do ar próximos a 30%. A combinação de declínio térmico acentuado, tempo seco e possível fumaça em áreas urbanas eleva o grau de alerta para crianças, idosos, trabalhadores expostos ao ar livre e pacientes com doenças respiratórias.

Diferença extrema: de 36°C para 14°C em dois dias

O principal dado da previsão é o contraste térmico de 22°C na janela de 48 horas. Na quarta-feira (1º), a capital enfrenta limite superior de 36°C. Entre a madrugada de quinta (2) e a manhã de sexta-feira (3), o padrão inverte completamente, atingindo o piso de 14°C.

Além do choque entre os extremos da semana, as temperaturas máximas também sofrem impacto diário. A marca mais alta prevista para a sexta-feira (3) alcança apenas 20°C. O alerta vinculado ao INMET estima declínio geral de 3°C a 5°C na média diária de Cuiabá, mantendo o panorama de frio durante toda a extensão da sexta.

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Amplitude térmica chega a 20°C na quinta-feira

A transição para o frio atinge sua maior variação diária na quinta-feira (2). A previsão para o dia indica a maior amplitude térmica da série: os números sobem da mínima de 14°C nas primeiras horas para a máxima de 34°C no decorrer da tarde.

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A oscilação de 20°C no mesmo dia submete a população a alterações ambientais expressivas em poucas horas, exigindo hidratação constante e adaptação no uso de roupas ao longo dos turnos.

Recuperação e tendência para o fim de semana

Os pontos mais críticos de frio incidem nas manhãs de quinta e sexta-feira. A partir de sábado (4), no entanto, os dados apontam recuperação. A mínima sobe para 16°C, e a máxima atinge 27°C (diferença diária de 11°C).

No domingo (5), o aquecimento avança com temperatura base de 18°C e máxima de 32°C. A segunda-feira (6) consolida o retorno ao clima quente, estabilizando as marcas em 17°C de mínima e 32°C de máxima.

Alerta foca na saúde diante da estabilidade geo-hidrológica

O alerta atrelado ao INMET emite grau de leve risco à saúde para os dias 2 e 3 de julho. O quadro de ar seco no centro-sul do estado, somado à ausência de chuvas expressivas, eleva a suspensão de poeira. A recomendação documentada requer uso de roupa de frio nas manhãs atípicas, ingestão frequente de líquidos e limitação da exposição prolongada ao tempo aberto.

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Conforme boletim de terça-feira (30) do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o estado de Mato Grosso não integra as zonas de monitoramento para desastres geo-hidrológicos — riscos concentrados atualmente no Amazonas, Paraná e Santa Catarina. Sem indicativos de temporais, inundações ou deslizamentos para a região metropolitana, as medidas ativas restringem-se aos parâmetros meteorológicos e de saúde pública.

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CLIMA

Nova massa de ar polar poupa Mato Grosso e calor retorna a Cuiabá

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Calor MT

Frente fria concentra risco de geadas no Sul do país no final de maio, enquanto a capital mato-grossense registra máximas de até 38 ºC nos próximos dias

Cuiabá registra temperaturas entre 20 ºC e 30 ºC nesta segunda-feira (25). A condição climática local, caracterizada por céu com muitas nuvens, ausência de chuvas e vento fraco de sul, afasta a ocorrência de frio intenso na capital mato-grossense neste momento.

O cenário no Centro-Oeste diverge da dinâmica observada na região Sul do Brasil, que enfrenta nova frente fria com mínimas próximas a 3 ºC e alerta para geadas. A atual incursão de ar polar perdeu força ao avançar pelo continente e atinge Mato Grosso apenas de forma periférica, consolidando o retorno do ar seco e o aquecimento gradual da atmosfera regional.

As projeções indicam que a manutenção das altas temperaturas domina a segunda metade do mês no estado. O padrão reflete a transição climatológica típica do outono, que intercala massas de frio rápidas com veranicos prolongados, dinâmica acentuada pelas anomalias térmicas globais.

Retorno das altas temperaturas

Mapas de monitoramento apontam que Cuiabá volta a registrar máximas entre 33 ºC e 38 ºC no período de 25 a 30 de maio. As temperaturas mínimas para a mesma janela oscilam entre 22 ºC e 27 ºC, confirmando a retomada do calor típico da região central do país.

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Os índices de umidade relativa do ar acompanham a elevação térmica e variam entre 26% e 38% nos momentos mais críticos da tarde. A combinação de tempo seco e calor exige atenção, pois o bloqueio atmosférico impede a formação de instabilidades significativas. Apenas o extremo norte de Mato Grosso mantém previsão de chuvas fracas, enquanto a massa de ar seco predomina nas demais áreas.

O boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) reforça o cenário de contrastes. No intervalo entre 18 e 25 de maio, o órgão projeta máximas de até 36 ºC nas áreas centrais de Mato Grosso e no noroeste de Goiás, com precipitações irregulares. Simultaneamente, o Sul permanece sob forte massa de ar polar associada à formação de um ciclone extratropical próximo à costa do Rio Grande do Sul.

Histórico de recordes na primeira quinzena

A ausência de frio severo no fim do mês difere drasticamente do quadro observado semanas antes. A primeira onda de frio de 2026 atuou com força entre os dias 8 e 13 de maio, impulsionada por uma massa polar continental que alcançou o Centro-Oeste e partes da região Norte, provocando friagem no Acre e em Rondônia.

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Em 11 de maio, Cuiabá contabilizou o dia mais frio do ano até então. Os termômetros caíram para 14 ºC de mínima, com máxima restrita a 25,5 ºC. O choque térmico ocorreu após uma sequência de calor intenso entre 4 e 10 de maio, quando a cidade suportou máximas de 36 ºC. A queda abrupta levou as temperaturas a patamares até 5 ºC abaixo da média sazonal em diversas áreas do Centro-Sul.

O interior mato-grossense registrou marcas de um dígito durante o ápice do evento polar. Estações meteorológicas marcaram 9,5 ºC em Chapada dos Guimarães, 10,8 ºC em Alto Taquari e 10,9 ºC em Primavera do Leste, evidenciando a amplitude do pulso frio inicial. A partir de 12 de maio, no entanto, o sistema começou a enfraquecer, permitindo a elevação gradual dos termômetros.

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Um segundo pulso de ar frio, de menor intensidade, cruzou a região a partir de 17 de maio. O evento sustentou mínimas na casa dos 19 ºC a 23 ºC e máximas limitadas a 27 ºC em Cuiabá por um curto período, antes de a atmosfera voltar a aquecer na reta final do mês.

A influência do fenômeno El Niño

A ocorrência de múltiplas incursões de ar polar no mesmo mês alinha-se ao padrão histórico de maio. Especialistas em climatologia indicam que o período concentra os primeiros episódios de frio forte do ano, conferindo às temperaturas características antecipadas de inverno a partir da segunda semana do mês.

O fator que diferencia 2026 é a influência projetada do El Niño para o outono e o inverno. O fenômeno tende a reduzir a frequência de eventos frios persistentes no Centro-Sul. Análises sazonais emitidas pela Epagri/Ciram projetam “temperatura acima da média climatológica” para a estação.

A dinâmica explica o dinamismo térmico experimentado por Mato Grosso. A configuração favorece a ocorrência de episódios de frio agudo, porém de curta duração, que logo cedem espaço a massas de ar quente e bloqueios secos.

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Impactos na agropecuária e setores vulneráveis

As variações abruptas alteram o mapa de riscos para o setor produtivo. Enquanto agricultores da região Sul e de partes de Mato Grosso do Sul monitoram o risco de geadas tardias que podem comprometer lavouras, os produtores mato-grossenses enfrentam o desafio oposto: a persistência do calor seco. O cenário afeta cadeias sensíveis ao estresse térmico animal e exige readequação no manejo das culturas devido às chuvas mal distribuídas.

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A oscilação também impacta a infraestrutura social e de saúde. A passagem do frio extremo afeta populações rurais e pessoas em situação de rua, seguidas rapidamente pelos desafios respiratórios impostos pela baixa umidade e pela elevação das temperaturas na segunda metade do mês, sobrecarregando o sistema de atendimento primário.

Como foi feito

A análise consolida dados e previsões meteorológicas emitidas por órgãos oficiais e serviços privados entre março e 25 de maio de 2026. A verificação da primeira onda de frio (8 a 13 de maio) baseia-se em dados de estações oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgados pela imprensa local, além de análises sinóticas da Climatempo. As projeções para o fim de maio apoiam-se em modelos numéricos de previsão validados operacionalmente, cruzados com os boletins agroclimatológicos sazonais do Inmet, que estabelecem a tendência trimestral, e relatórios da Epagri/Ciram sobre os efeitos macroclimáticos do fenômeno El Niño no comportamento das massas de ar no Centro-Sul do país.

 

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