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Incêndio

Bombeiros extinguem incêndio no interior

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incendio vegetacao campo verde

Populares relataram que as chamas no bairro Recanto dos Pássaros na madrugada deste domingo (23.8), tiveram origem intencional

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) informou que “extinguiu, na madrugada deste domingo (23.8), um incêndio em uma área de vegetação” localizada no município de Campo Verde (a 139 km de Cuiabá). A ocorrência não teve registro de feridos, uma vez que as chamas foram “controladas antes de se alastrarem para outras áreas”.

Conforme o relato de populares aos militares presentes no local, o incêndio foi “causado intencionalmente”.

Acionamento e combate na madrugada

A equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) foi acionada por volta de 03h52 para o atendimento. Ao chegar à área, os bombeiros encontraram as chamas na região de mata e se depararam com o “fogo se alastrando pela vegetação”.

Os militares iniciaram o combate imediato ao incêndio. Após a extinção primária das chamas, a guarnição “realizou o rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes”. Não houve feridos ao longo de toda a operação.

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O período de proibição das queimadas

O período de proibição das queimadas em Mato Grosso é uma medida que suspende temporariamente o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais. Em 2026, esse período foi fixado de 1º de julho a 30 de novembro em todo o estado, funcionando como um escudo de proteção para a natureza durante os meses mais secos do ano.

Por que o período de proibição existe?

A existência dessa proibição se deve à combinação perigosa de clima seco, ventos fortes e calor extremo que atinge Mato Grosso no segundo semestre. Nesses meses, a vegetação dos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia fica muito seca, virando um combustível fácil para o fogo.
Se uma pessoa acende uma pequena fogueira ou queima o pasto nessa época, o vento pode espalhar as faíscas rapidamente. Isso transforma uma queima controlada em um incêndio florestal gigante e fora de controle. Esses incêndios destroem as florestas, matam milhares de animais silvestres, destroem casas e propriedades rurais, além de poluir o ar com uma fumaça tóxica que causa sérios problemas de saúde na população, especialmente em crianças e idosos.

Quais são as punições para quem desobedecer?

Provocar queimadas durante o período proibitivo nas áreas rurais, ou queimar lixo e quintais nas áreas urbanas (o que é proibido o ano inteiro), é um crime ambiental. As punições para quem desobedece a lei são severas:
    • Multas financeiras: Os valores das multas são altos e calculados por hectare de terra queimada. Se o fogo atingir áreas de preservação ou florestas nativas, a multa fica ainda mais cara.
    • Prisão: O responsável pela queima ilegal pode ser processado criminalmente e pegar uma pena de prisão que varia de um a quatro anos.
    • Bloqueio da propriedade: O produtor rural que cometer o crime pode ter sua terra embargada (bloqueada pela fiscalização), além de perder o direito de conseguir empréstimos em bancos para financiar sua produção.
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A quem denunciar o descumprimento?

Se você presenciar uma queima ilegal ou fumaça suspeita, deve avisar as autoridades imediatamente para evitar que o fogo se espalhe:
  • Corpo de Bombeiros: Pelo telefone 193, caso você veja um foco de incêndio que precisa ser apagado com urgência.
  • Polícia Militar: Pelo número 190, para denunciar a pessoa que está colocando o fogo no momento da ação.
  • Sema-MT (Secretaria de Meio Ambiente): Pelo telefone de ouvidoria 0800-065-3838, para denunciar desmatamentos e queimadas ilegais de forma anônima.
Entenda o termo Rescaldo: Operação final realizada no combate a incêndios. Consiste no resfriamento do solo, na movimentação do material carbonizado e na extinção de brasas ocultas, com o objetivo de garantir que não ocorra a reignição do fogo.

 

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Diretriz da SBD passa a exigir tratamento da obesidade junto com o diabetes tipo 2

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diabetes tipo 2

Atualização também muda a orientação para gestantes e recomenda adiar a gravidez quando a hemoglobina glicada está acima de 9

A Sociedade Brasileira de Diabetes atualizou em 19 de agosto as diretrizes de tratamento clínico da doença no país. Pela nova regra, quem tem diabetes tipo 2, o mais comum entre os diagnosticados, passa a ter a obesidade tratada em conjunto. Até então o manejo do excesso de peso era opcional durante o tratamento.

O que muda no consultório

A mudança atinge dois grupos. Em quem já convive com o diagnóstico, a meta é frear o agravamento. Em quem reúne condições favoráveis ao aparecimento da doença, como os pré-diabéticos, a meta é impedir que ela se instale.

Marcello Bertoluci, coordenador de Diretrizes da SBD, resumiu a alteração como uma saída do foco exclusivo no controle da glicose para incluir também o controle do peso e o risco cardiorrenal. Hábitos de vida saudáveis seguem no centro da recomendação, mas passam a conviver com a indicação de medicamentos que tratem obesidade e diabetes ao mesmo tempo e previnam complicações como infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença renal do diabetes.

Entre os medicamentos previstos estão os agonistas do GLP-1, classe que inclui Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

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Quase 20 milhões de casos

Diabetes é uma condição crônica em que o organismo não produz insulina ou não absorve o hormônio de forma adequada. É a insulina que retira o açúcar do sangue.

A Organização Mundial da Saúde estima que a doença atinja 14% da população adulta do planeta, cerca de 828 milhões de pessoas. No Brasil, o percentual de 12,9% corresponde a aproximadamente 19,9 milhões de indivíduos, cálculo feito sobre o Censo Demográfico de 2022 do IBGE.

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A pesquisa Vigitel, divulgada pelo Ministério da Saúde no início deste ano com dados de 2024, chegou ao mesmo percentual de adultos brasileiros com diagnóstico. O aumento em relação à primeira edição do levantamento, feita em 2006, é de 134,5%. Naquele ano, a prevalência era de 5,5%.

Os dois tipos mais comuns da doença têm origens distintas. No tipo 1, uma condição autoimune leva o próprio corpo a atacar as células beta do pâncreas, responsáveis por produzir insulina, e o paciente passa a depender de aplicações do hormônio.

O tipo 2 responde por cerca de 90% dos casos e está ligado a hábitos de vida. Excesso de peso e má alimentação sobrecarregam as células produtoras de insulina, o que compromete a produção ou a absorção. É esse grupo que a nova regra atinge de forma mais direta.

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Gestação

A segunda alteração relevante trata da gravidez. Mulheres com hemoglobina glicada acima de 9 passam a receber recomendação de anticoncepcional. Lenita Zajdenverg, coordenadora do Departamento de Diabetes Gestacional da SBD, apresentou o dado que sustenta a orientação: um em cada seis nascidos vivos é filho de mãe que teve hiperglicemia na gestação, quadro que eleva o risco de malformações fetais.

A médica ponderou que a decisão de ter um filho é da mulher, e disse que a paciente com esse índice e em condições de engravidar deve ser aconselhada a não fazê-lo, pelo aumento significativo do risco de malformações e de outras complicações gestacionais. A orientação é adiar a gestação até que o número fique abaixo de 6.

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Para mulheres com diabetes tipo 1 que ainda não engravidaram e têm dificuldade de manter o controle glicêmico, a indicação passa a ser o uso de sistemas automatizados de infusão de insulina. Há evidências de que o uso desses sistemas antes da gravidez melhora o desfecho da gestação, porque melhora o controle da glicemia.

Troca de medicação antes de engravidar

Quem tem diabetes tipo 2 e usa agonistas do GLP-1 precisa trocar de medicação antes de engravidar. Estudos observacionais não identificaram aumento de risco de malformações com o uso da classe no primeiro trimestre, segundo Zajdenverg, mas esses remédios ainda não têm autorização para uso na gravidez. A substituição indicada é pela insulina.

A edição de 2026 da diretriz está publicada no portal da entidade e passa a orientar o acompanhamento clínico dos pacientes no país.

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