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Eleições 2026

Propaganda eleitoral na internet começa domingo com regra nova de impulsionamento em MT

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propaganda eleitoral na internet

Enquete sobre a disputa sai do ar na mesma data, e o poder de polícia sobre conteúdo digital em todo o estado ficou centralizado num único juízo.

A propaganda eleitoral na internet e nas ruas fica liberada neste domingo (16) em Mato Grosso e no resto do país. A mesma data abre a janela para circulação paga ou impulsionada de conteúdo eleitoral nas plataformas digitais e fecha a porta para enquetes sobre a disputa. Os marcos estão no calendário eleitoral, a Resolução TSE nº 23.760/2026.

Propaganda eleitoral na internet e quem pode pagar por alcance

Propaganda eleitoral paga na internet continua proibida. A exceção é o impulsionamento, e ele tem dono definido: partidos, federações, coligações, candidatas, candidatos e seus representantes, categoria que a norma restringe ao administrador financeiro da campanha.

A contratação é feita direto com o provedor sediado no país e cadastrado na Justiça Eleitoral, e só vale para promover ou beneficiar a candidatura ou a legenda. Impulsionar propaganda negativa é vedado, ainda que a peça seja verdadeira.

Todo conteúdo impulsionado tem de exibir, de forma clara e legível, o CNPJ ou o CPF do responsável e a expressão “Propaganda Eleitoral”. Sem isso, a multa vai de R$ 5 mil a R$ 30 mil, ou ao dobro do valor gasto, quando esse cálculo superar o teto.

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A janela de circulação paga termina em 1º de outubro. Nas 48 horas anteriores ao pleito e nas 24 seguintes, nada impulsionado circula, mesmo que a contratação tenha ocorrido semanas antes.

Live vira ato de campanha

A partir deste domingo, a live feita por candidata ou candidato para promoção pessoal, ou para divulgar atos de mandato, equivale a promoção de candidatura mesmo sem menção ao pleito. É ato de campanha de natureza pública. Emissoras de rádio e televisão não podem transmitir nem retransmitir, e canais de pessoa jurídica ficam de fora, salvo os do partido, da federação ou da coligação.

Perfis e sites de campanha vão informados no pedido de registro. Endereço criado durante a disputa tem 24 horas para ser comunicado, e perfil antigo não informado só entra em campanha 48 horas depois de registrado.

Seguem proibidos o disparo em massa sem consentimento, o telemarketing em qualquer horário e o pagamento a dono de perfil, canal ou página para publicar conteúdo eleitoral, inclusive via ranking, competição ou premiação. Pessoa física pode publicar o que quiser em apoio a quem escolher, desde que não contrate impulsionamento nem receba por isso.

Rótulo obrigatório para conteúdo de IA

Peça de campanha com áudio, imagem ou vídeo gerado ou manipulado por inteligência artificial precisa informar isso de modo explícito e destacado: marca d’água nas imagens estáticas, aviso no início dos áudios, identificação em cada página do material impresso.

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Deepfake que use voz ou imagem de pessoa viva, morta ou fictícia para prejudicar ou favorecer candidatura é vedado sem meio-termo. O descumprimento configura abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, e acarreta a cassação do registro ou do mandato. Nas 72 horas anteriores ao fim da votação e nas 24 horas seguintes, nem conteúdo sintético novo com imagem, voz ou manifestação de candidato ou de pessoa pública pode ser publicado, republicado ou impulsionado, ainda que rotulado.

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Sistemas de inteligência artificial abertos ao público não podem ranquear candidaturas, sugerir preferência nem recomendar voto, ainda que o usuário peça. Em ação sobre conteúdo sintético, o juiz pode inverter o ônus da prova quando a comprovação técnica for onerosa demais para quem processa. Aí cabe ao representado mostrar em que etapa a ferramenta entrou.

Enquete sai do ar

Levantamento de opinião sem plano amostral e sem método científico não pode mais circular quando o resultado permite ao eleitor inferir a ordem dos candidatos. Pela definição da norma, entra aí a sondagem espontânea publicada em rede social ou em portal, e o juízo da fiscalização eleitoral manda remover sob pena de crime de desobediência. Pesquisa registrada na Justiça Eleitoral segue liberada.

Quem fiscaliza em Mato Grosso

O Gabinete da Propaganda do TRE-MT foi instalado em junho, com a juíza Glenda Moreira Borges na coordenação e os juízes Flávio Fraga e Silva e Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado como auxiliares. Cabe a eles julgar representações e pedidos de direito de resposta sobre propaganda e pesquisa.

Para a internet, a Resolução TRE-MT nº 2.972/2026 concentrou o poder de polícia num único juízo: o da 55ª Zona Eleitoral, com o juiz Emerson Luis Pereira Cajango. A decisão vale para qualquer município mato-grossense, não só Cuiabá. Esse poder alcança a forma da propaganda, não o conteúdo. Quando a irregularidade estiver no teor da peça, o caso vai ao Ministério Público Eleitoral.

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Como denunciar

O Pardal Móvel começa a receber denúncias no domingo, de graça, nas lojas Android e iOS. O acesso exige identificação por e-Título ou Gov.br, e os dados de quem denuncia não ficam expostos ao denunciado. Uma camada de inteligência artificial sugere a categoria, e a Ouvidoria Eleitoral tria antes de encaminhar ao cartório. O caso pode virar notícia de irregularidade no processo eletrônico. “É um canal que a Justiça Eleitoral tem com o cidadão, com o eleitor”, disse a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves.

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“É importante informar o que aconteceu, onde e quando ocorreu e, quando pertinente, quem está envolvido”, orientou o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-MT, Leon dos Santos Filho, na apresentação da ferramenta. Em publicação na internet, o endereço da postagem é o dado mais importante a anexar.

Desinformação sobre o processo eleitoral tem canal próprio, o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral. Crime eleitoral vai ao Ministério Público. A Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso entra em plantão neste sábado (15), das 11h às 16h, na sede em Cuiabá e pelo protocolo eletrônico do MPF.

Nas ruas, o velho manual

Alto-falantes podem funcionar das 8h às 22h, a pelo menos 200 metros de hospitais, escolas, igrejas e tribunais em funcionamento. Comícios vão das 8h à meia-noite. Material gráfico, caminhada e carreata seguem até as 22h de 3 de outubro, véspera do primeiro turno.

Poste, viaduto, parada de ônibus, árvore e muro continuam fora do alcance da propaganda, com multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Outdoor, inclusive eletrônico, custa de R$ 5 mil a R$ 15 mil. Adesivo em carro particular ou janela residencial vale até 0,5 metro quadrado, sempre de graça. Carro de aplicativo e táxi ficam de fora, por serem bem de uso comum. Neste ano entrou vedação nova: propaganda ou assédio eleitoral no ambiente de trabalho, público ou privado, responsabiliza quem der causa ou permitir.

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O prazo para registro de candidaturas termina neste sábado (15), e os pedidos já protocolados podem ser consultados no DivulgaCandContas. Mato Grosso tem 2.638.230 eleitoras e eleitores aptos a votar no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

 

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Multivacinação 2026: quais vacinas crianças e adolescentes precisam atualizar

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multivacinação 2026 Mato Grosso

Mobilização vai até 1º de setembro, com Dia D no sábado 22 e oferta de 20 imunizantes para menores de 15 anos.

Pais e responsáveis por crianças e adolescentes menores de 15 anos têm até 1º de setembro para atualizar a caderneta de vacinação nas salas de vacina de Mato Grosso. A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começou em 3 de agosto e chega ao ponto alto no sábado, 22, data do Dia D em todo o país. São 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação disponíveis de graça no SUS, entre eles a pneumocócica 20-valente, que estreia na estratégia neste ano.

A vacinação é seletiva

A campanha não aplica uma vacina única em todo mundo. Nas salas de vacina, a equipe confere o registro de cada criança e aplica apenas o que falta para iniciar ou completar o esquema previsto para aquela idade. Quem está em dia sai sem dose nova.

Isso faz da caderneta o documento central do atendimento. O registro é nominal e exige Cartão Nacional de Saúde ou CPF já cadastrado no CadSUS. Sem identificação vinculada, a dose não entra no sistema.

O público-alvo vai do nascimento até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A janela de execução foi fixada entre 3 de agosto e 1º de setembro, com mobilização nacional em 22 de agosto, de acordo com o informe técnico do Programa Nacional de Imunizações.

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O que mudou no calendário este ano

Duas alterações separam esta edição das anteriores.

A primeira é a pneumocócica 20-valente, incorporada ao calendário em 2026 e indicada para crianças menores de 5 anos. O imunizante estende a proteção contra pneumonias e meningites provocadas pelo pneumococo, e a aplicação obedece ao guia técnico específico de introdução.

A segunda mudança é o reforço extra contra a poliomielite. Desde 3 de agosto, o esquema passou a prever um segundo reforço da vacina inativada aos 4 anos, além da dose de 15 meses. O ajuste completa o esquema feito exclusivamente com VIP, adotado no Brasil desde 2024.

Entram também na estratégia duas inclusões recentes do calendário: a vacina contra a dengue para a faixa de 10 a 14 anos e as doses contra a covid-19 para crianças, cada uma com regra própria de idade e intervalo.

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Guia rápido por faixa etária

No primeiro ano de vida, a criança recebe BCG e hepatite B ainda na maternidade, seguidas de penta, poliomielite inativada, rotavírus e pneumocócica aos 2 e 4 meses. A meningocócica C entra aos 3 e 5 meses, e a terceira dose de penta e VIP, aos 6. Influenza e covid-19 passam a ser indicadas a partir do sexto mês, e a febre amarela, aos 9 meses.

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Entre 1 e 4 anos está a maior parte das doses esquecidas. Aos 12 meses vêm a tríplice viral e o reforço com meningocócica ACWY. Aos 15 meses, hepatite A, varicela, o primeiro reforço de DTP e de VIP e a segunda dose de tríplice viral. Aos 4 anos, a segunda dose de varicela, o segundo reforço de DTP, o reforço de febre amarela e o novo segundo reforço de VIP.

Dos 5 aos 9 anos, o trabalho vira resgate. Ainda dá para completar esquemas atrasados de tríplice viral, hepatite B, difteria e tétano. A vacina contra o HPV começa aos 9 anos, em dose única para meninas e meninos.

Entre 10 e 14 anos, o HPV volta como recuperação para quem não recebeu a dose até os 14. Nessa faixa também entram a meningocócica ACWY, indicada dos 11 aos 14 anos, e a vacina contra a dengue, em duas doses separadas por três meses. Quem tem 7 anos ou mais e não completou as três doses contra difteria e tétano usa a dupla adulto.

Como os municípios de Mato Grosso se organizaram

A Prefeitura de Cuiabá vai abrir as 72 unidades de saúde da família no dia 22, com atendimento voltado à conferência de caderneta. Sinop montou cronograma itinerante aos sábados de agosto, com pontos em supermercados, e concentra o Dia D em todas as salas de vacina do município. Nova Mutum estendeu a intensificação nas unidades básicas por agosto e setembro.

Um ponto merece atenção de quem acompanhou o noticiário nacional. A intensificação contra o sarampo anunciada junto com a campanha não alcança Mato Grosso. Ela vale para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, onde a tríplice viral foi liberada para toda a população de 6 meses a 59 anos após casos ligados à importação do vírus. Nos demais estados, a vacina segue a regra do calendário.

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Para o abastecimento da estratégia, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses às unidades da federação. No acumulado de 2026, foram mais de 177 milhões de doses enviadas a estados e ao Distrito Federal, e mais de 94,8 milhões de doses do calendário aplicadas no país. O custeio saiu da Portaria GM/MS nº 10.205, de 5 de fevereiro de 2026, que criou incentivo financeiro temporário repassado fundo a fundo.

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Cobertura em recuperação desde 2022

O número de municípios brasileiros que bateram a meta de 95% nas quatro vacinas pactuadas com o Ministério da Saúde saiu de 1.611 em 2022 para 2.296 em 2023 e 2.685 em 2024.

Entre 2022 e 2025, o maior avanço foi da segunda dose de tríplice viral, com incremento de 35,5%. Vieram depois a poliomielite oral, com 26,3%, o primeiro reforço de DTP, com 25,0%, e o primeiro reforço da pneumocócica 10-valente, com 24,7%. Febre amarela subiu 21,8%. Hepatite B ao nascer avançou 20,0%, e o primeiro reforço de meningocócica C, 19,7%.

Ainda assim, a distribuição dessas coberturas é desigual entre os territórios, e a estratégia deste ano trabalha com microplanejamento local para localizar bolsões de crianças não vacinadas e barreiras de acesso em cada município.

O Dia D ocorre no sábado, 22, e a mobilização termina em 1º de setembro. As doses aplicadas são registradas na Rede Nacional de Dados em Saúde e acompanhadas por painéis públicos do Ministério da Saúde, com recorte por unidade da federação, município e estabelecimento de saúde. O balanço da estratégia em Mato Grosso depende da consolidação desses registros depois do fim do período.

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