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SAÚDE

Brasil lança campanha de vacinação contra sarampo para proteção dos torcedores que vão para Copa do Mundo de 2026

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O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (29), na Fundação Gol de Letra, no Rio de Janeiro (RJ), a campanha nacional de vacinação contra o sarampo voltada a brasileiros que pretendem viajar para a Copa do Mundo da FIFA 2026. A iniciativa reforça a importância da imunização a qualquer momento, como principal medida de proteção individual e coletiva diante do cenário epidemiológico internacional, marcado por surtos ativos da doença nos Estados Unidos, México e Canadá, países que sediarão os jogos a partir de junho.  

A ação contou com a participação do tetracampeão mundial Raí, um dos fundadores da instituição. A Fundação Gol de Letra é reconhecida nacionalmente por seu trabalho social e educacional, com atuação voltada a crianças e jovens. O Zé Gotinha também estará presente – e, dessa vez, com a camisa da seleção canarinho. 

“Hoje, Estados Unidos, Canadá e México vivem uma explosão de casos de sarampo. No ano passado, 90% dos casos de sarampo de todo continente americano aconteceram nesses países. A OMS emitiu um comunicado que traz uma preocupação: 70% dos casos das Américas estão nesses três países. Nós recebemos no ano passado, aqui no Brasil, 38 casos importados de turistas ou brasileiros que foram para lá ou de pessoas desses países que vieram aqui para Brasil e desenvolveram o sarampo aqui. Só não propagou o sarampo aqui no Brasil porque esse nosso time aqui, os agentes comunitários de saúde, os profissionais das equipes de saúde da família, pessoal da clínica de família, pessoal que trabalha na vigilância, descobriu o caso, foi lá e bloqueou, igual boa zaga”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

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A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independente se tem viagem marcada. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”. Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses. E adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose. 

A campanha do Ministério da Saúde é para proteger todos os brasileiros que vão viajar e reduzir o risco de reintrodução do sarampo no país. Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação do sarampo, a intensificação do fluxo internacional de pessoas nos próximos meses acende o alerta para o risco de importação de casos. 

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A campanha orienta, principalmente, viajantes a verificarem e atualizarem a caderneta de vacinação antes do embarque, seguindo as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação. A vacina é a forma mais eficaz de proteção e evitar a reintrodução do vírus no país. Os torcedores que ficam no país também devem verificar sua proteção. A proposta é convidar a todos para ajudar o Brasil a manter um título também importante: o de país livre do sarampo. 

O cenário é de crescimento expressivo de casos nos países-sede. Estados Unidos, Canadá e México respondem por 67% dos casos de sarampo nas Américas. Em 2025, os EUA registraram 2.144 casos e a transmissão continua ativa com mais 1.792 neste ano. O Canadá enfrentou aumento nos casos, com 5.062 registros em 2025, o que levou o país a perder o status de livre da doença. Em 2026, já são 907 casos. O México vive uma situação semelhante: após registrar apenas 7 casos em 2024, o país teve uma escalada expressiva para 6.152 casos em 2025 e já soma 10.002 registros em 2026. Esse cenário reforça a necessidade de proteção prévia, especialmente para quem participará de eventos de grande concentração de pessoas, como a Copa do Mundo.  

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Campanha 

Com o slogan “Vacinar é muito Brasil”, a Campanha de Vacinação contra o sarampo do Ministério da Saúde será veiculada em canais de mídia digital, em parceria com instituições como Embratur, Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR), Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. 

A proposta é conscientizar a população sobre o risco internacional do sarampo, especialmente quem vai viajar para os países-sede da Copa do Mundo de 2026.  A iniciativa reforça que viajar exige responsabilidade coletiva e destaca a importância de manter a caderneta de vacinação sempre atualizada, e que é importante se vacinar a qualquer momento. 

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Acesse a campanha de vacinação contra o sarampo

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Mato Grosso registra oito mortes por meningite, mas governo descarta surto e foca na vacinação

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Duas mortes recentes em Sinop elevaram o número de óbitos em 2026. Secretaria de Saúde monitora a situação e orienta busca por imunização nos postos.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) confirmou 29 casos e oito mortes por meningite entre janeiro e o final de abril de 2026. Os números superam ligeiramente as infecções do mesmo período de 2025, mas a pasta descarta a existência de surto ou de transmissão comunitária descontrolada no estado.

O aumento no registro estadual de óbitos, que passou de seis para oito, ocorreu após a atualização do sistema oficial de notificação com casos registrados na cidade de Sinop. A ausência de um contágio generalizado direciona a estratégia do governo para a prevenção: o foco da secretaria é garantir que as famílias completem o esquema vacinal de crianças e adolescentes por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Até terça-feira (28), a vigilância epidemiológica contava 29 infectados. No primeiro quadrimestre de 2024, o estado atendeu 22 casos, número que passou para 25 no mesmo período de 2025. Os anos completos de 2024 e 2025 terminaram com 25 e 18 mortes pela doença, respectivamente. A avaliação da SES-MT, com base nessa série histórica, é de que a incidência atual está dentro dos padrões esperados.

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“Até o momento, não há indicação de surto ou transmissão comunitária de meningite em Mato Grosso”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo. “No município de Sinop, a situação segue em acompanhamento, sem registro de novos casos além das notificações iniciais informadas pela vigilância”.

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A doença, que causa inflamação nas membranas do cérebro e da medula espinhal, exige ações de controle distintas a depender do microrganismo causador — vírus, bactérias ou fungos. As intervenções do estado dependem da classificação de cada paciente e do mapeamento de contatos próximos.

Imunização gratuita e sintomas

Em Mato Grosso, a cobertura da vacina contra a meningite C para menores de um ano alcança 98,72%. O SUS disponibiliza o imunizante para bebês de três a cinco meses. O reforço com a vacina ACWY ocorre preferencialmente aos 12 meses de idade, com extensão autorizada até os quatro anos. Adolescentes de 11 a 14 anos também recebem a versão ACWY em dose única ou complementar nas Unidades Básicas de Saúde.

A secretária adjunta de Vigilância e Atenção à Saúde da SES, Alessandra Moraes, alertou para a identificação rápida da doença em casa. “A população deve […] procurar atendimento de saúde imediatamente diante de sinais como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência, confusão mental, convulsões, manchas vermelhas ou arroxeadas na pele ou piora rápida do estado geral”, afirmou. Para lactentes, a gestora recomendou atenção extra a sinais como irritabilidade intensa e abaulamento da moleira.

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O uso de antibióticos por conta própria é contraindicado pelo estado. Medicamentos profiláticos são recomendados e distribuídos apenas aos contatos diretos de pacientes infectados, sob supervisão e critério técnico da vigilância epidemiológica. A SES-MT informou que manterá a investigação de amostras e o apoio técnico aos municípios.

 

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