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SAÚDE

Dia D mobiliza crianças e adolescentes para atualizar a caderneta de vacinação

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O Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) e mobiliza pais, mães, responsáveis e equipes de saúde de estados e municípios para intensificar a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Ao longo do dia, Unidades Básicas de Saúde, pontos móveis e ações em locais públicos, como parques e espaços de lazer, estão abertos para receber as famílias. São mais de 20 doenças que podem ser prevenidas com as vacinas do calendário do SUS. A iniciativa faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro.

Durante a ação, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação, em papel ou disponível no Meu SUS Digital para que os profissionais verifiquem a situação vacinal e indiquem as doses necessárias.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a ação em Brasília (DF) e reforçou a mobilização em todo o país. “Todos os estados e municípios brasileiros responderam ao chamado do Ministério da Saúde para a atualização da imunização de crianças e dos adolescentes. Essa é uma campanha diferente porque ela não é de uma vacina, mas de todas que estão no calendário infantil. Leve o seu filho, leve a sua filha para se proteger”, ressaltou.

Dia D - 1.png
Foto: Rafael Nascimento/MS

Na noite de ontem (21), Padilha também fez um pronunciamento em rede nacional para convocar a população para a vacinação e reforçar a importância de manter a caderneta atualizada, contribuindo para a prevenção e o controle de doenças imunopreveníveis.

Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.

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Esta é a primeira edição da campanha com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

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A verificação da caderneta é especialmente importante para crianças que iniciaram um esquema vacinal, mas não receberam todas as doses previstas ou os reforços. A vacinação é seletiva: os profissionais de saúde conferem a situação de cada pessoa e aplicam somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto.

Abaixo, as vacinas disponíveis:

  • BCG;
  • Hepatite B recombinante;
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Pólio inativada VIP;
  • Rotavírus humano;
  • Pneumo 10-v e 20-v;
  • Meningo C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningo ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • Pneumo 23-v;
  • dT;
  • HPV 4;
  • Dengue tetravalente. 

Vacinação contra o sarampo

Como parte da estratégia, a vacinação contra o sarampo foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses locais, a vacina está sendo ofertada para pessoas de 6 meses a 59 anos, conforme a situação vacinal e as orientações para cada faixa etária.

A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é adicional e não substitui as doses de rotina, previstas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, os profissionais de saúde verificam a idade e o histórico vacinal para indicar as doses necessárias.

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Em 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. Durante o Dia D e até o fim da campanha, a vacinação contra o sarampo estará disponível em todos os estados, conforme a indicação para cada faixa etária e situação vacinal.

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Dia D - 2.png
Foto: Rafael Nascimento/MS

Abastecimento

Para a Campanha de Multivacinação deste ano, foram distribuídas 1,5 milhão de doses aos estados. No total, mais de 177 milhões de doses foram distribuídas no país para abastecimento da rede de vacinação.

Até o momento, foram registradas mais de 94,8 milhões de doses aplicadas das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Novo reforço contra a poliomielite

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Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado no Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é importante que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Vacinação infantil

Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam avanço no cenário da vacinação infantil no Brasil.

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Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) — as chamadas crianças “zero-dose” — passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, uma redução de aproximadamente 86% em relação a 2024 e de quase 90% em relação a 2023. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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DESTAQUE

Diretriz da SBD passa a exigir tratamento da obesidade junto com o diabetes tipo 2

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diabetes tipo 2

Atualização também muda a orientação para gestantes e recomenda adiar a gravidez quando a hemoglobina glicada está acima de 9

A Sociedade Brasileira de Diabetes atualizou em 19 de agosto as diretrizes de tratamento clínico da doença no país. Pela nova regra, quem tem diabetes tipo 2, o mais comum entre os diagnosticados, passa a ter a obesidade tratada em conjunto. Até então o manejo do excesso de peso era opcional durante o tratamento.

O que muda no consultório

A mudança atinge dois grupos. Em quem já convive com o diagnóstico, a meta é frear o agravamento. Em quem reúne condições favoráveis ao aparecimento da doença, como os pré-diabéticos, a meta é impedir que ela se instale.

Marcello Bertoluci, coordenador de Diretrizes da SBD, resumiu a alteração como uma saída do foco exclusivo no controle da glicose para incluir também o controle do peso e o risco cardiorrenal. Hábitos de vida saudáveis seguem no centro da recomendação, mas passam a conviver com a indicação de medicamentos que tratem obesidade e diabetes ao mesmo tempo e previnam complicações como infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença renal do diabetes.

Entre os medicamentos previstos estão os agonistas do GLP-1, classe que inclui Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

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Quase 20 milhões de casos

Diabetes é uma condição crônica em que o organismo não produz insulina ou não absorve o hormônio de forma adequada. É a insulina que retira o açúcar do sangue.

A Organização Mundial da Saúde estima que a doença atinja 14% da população adulta do planeta, cerca de 828 milhões de pessoas. No Brasil, o percentual de 12,9% corresponde a aproximadamente 19,9 milhões de indivíduos, cálculo feito sobre o Censo Demográfico de 2022 do IBGE.

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A pesquisa Vigitel, divulgada pelo Ministério da Saúde no início deste ano com dados de 2024, chegou ao mesmo percentual de adultos brasileiros com diagnóstico. O aumento em relação à primeira edição do levantamento, feita em 2006, é de 134,5%. Naquele ano, a prevalência era de 5,5%.

Os dois tipos mais comuns da doença têm origens distintas. No tipo 1, uma condição autoimune leva o próprio corpo a atacar as células beta do pâncreas, responsáveis por produzir insulina, e o paciente passa a depender de aplicações do hormônio.

O tipo 2 responde por cerca de 90% dos casos e está ligado a hábitos de vida. Excesso de peso e má alimentação sobrecarregam as células produtoras de insulina, o que compromete a produção ou a absorção. É esse grupo que a nova regra atinge de forma mais direta.

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Gestação

A segunda alteração relevante trata da gravidez. Mulheres com hemoglobina glicada acima de 9 passam a receber recomendação de anticoncepcional. Lenita Zajdenverg, coordenadora do Departamento de Diabetes Gestacional da SBD, apresentou o dado que sustenta a orientação: um em cada seis nascidos vivos é filho de mãe que teve hiperglicemia na gestação, quadro que eleva o risco de malformações fetais.

A médica ponderou que a decisão de ter um filho é da mulher, e disse que a paciente com esse índice e em condições de engravidar deve ser aconselhada a não fazê-lo, pelo aumento significativo do risco de malformações e de outras complicações gestacionais. A orientação é adiar a gestação até que o número fique abaixo de 6.

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Para mulheres com diabetes tipo 1 que ainda não engravidaram e têm dificuldade de manter o controle glicêmico, a indicação passa a ser o uso de sistemas automatizados de infusão de insulina. Há evidências de que o uso desses sistemas antes da gravidez melhora o desfecho da gestação, porque melhora o controle da glicemia.

Troca de medicação antes de engravidar

Quem tem diabetes tipo 2 e usa agonistas do GLP-1 precisa trocar de medicação antes de engravidar. Estudos observacionais não identificaram aumento de risco de malformações com o uso da classe no primeiro trimestre, segundo Zajdenverg, mas esses remédios ainda não têm autorização para uso na gravidez. A substituição indicada é pela insulina.

A edição de 2026 da diretriz está publicada no portal da entidade e passa a orientar o acompanhamento clínico dos pacientes no país.

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