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Crise climática no centro-oeste

Alerta de vendaval do INMET para Mato Grosso em agosto de 2025 e riscos associados

O INMET emitiu um alerta de vendaval para Mato Grosso com ventos de até 60 km/h. O fenômeno se soma à baixa umidade e ao alto risco de incêndios, exigindo atenção máxima da população e das autoridades locais.

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Mapa de Mato Grosso sobreposto por ícones de vento e alerta, simbolizando a combinação de vendaval, tempo seco e risco de incêndios que atinge o estado.
Mapa de Mato Grosso sobreposto por ícones de vento e alerta, simbolizando a combinação de vendaval, tempo seco e risco de incêndios que atinge o estado.Foto: Rogério Florentino

Inmet prevê rajadas de até 60 km/h e Defesa Civil orienta população sobre riscos; fenômeno se soma a alertas de baixa umidade e perigo de incêndios florestais.

 

Um alerta de vendaval com ventos de até 60 km/h, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) neste domingo, 17 de agosto, acendeu a luz amarela para os mato-grossenses. O aviso de “perigo potencial” abrange não apenas o estado, mas diversas outras regiões do Brasil, e se insere num cenário climático já delicado, marcado por uma severa estiagem, umidade do ar desértica e o risco iminente de incêndios florestais, compondo um quadro que exige vigilância redobrada tanto da população quanto das autoridades.

Ventos fortes no horizonte

O comunicado oficial do INMET detalha a previsão de ventos que podem variar entre 40 km/h e 60 km/h. Embora o risco de queda de galhos de árvores seja classificado como baixo, a força das rajadas é suficiente para causar estragos em estruturas mais frágeis. A orientação é clara e direta: durante o vendaval, a população não deve procurar abrigo debaixo de árvores, muito menos estacionar veículos próximos a elas, a placas de publicidade ou a torres de transmissão, que podem se transformar em verdadeiras armadilhas.

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A recomendação das autoridades é para que, em caso de emergência, os cidadãos acionem imediatamente a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, no número 193. O fenômeno não é um evento isolado. Este alerta faz parte de um pacote de dez avisos meteorológicos distintos que o INMET disparou para 21 estados brasileiros no mesmo dia, cobrindo desde ventanias e ventos costeiros até chuvas intensas em outras localidades do país.

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Um cenário climático complexo

A situação em Mato Grosso é agravada por condições preexistentes. Nos dias que antecederam o alerta de vendaval, entre 13 e 16 de agosto, o estado já vivia sob o domínio de um tempo estável, sem qualquer previsão de chuva e com a umidade relativa do ar em níveis alarmantemente baixos. O INMET já havia emitido um alerta laranja para a umidade, que oscilava entre 12% e 20% — um índice comparável ao de desertos e que eleva exponencialmente o risco de incêndios florestais, além de trazer complicações para a saúde humana.

Essa combinação de secura extrema com a chegada de ventos mais fortes funciona como um catalisador para o fogo. As rajadas, que em algumas áreas podem variar de 30 km/h a 50 km/h, intensificam o clima seco e podem espalhar chamas de forma rápida e descontrolada. Diante disso, especialistas reforçaram a necessidade de evitar atividades físicas nos horários de pico de calor e manter a hidratação constante para mitigar os efeitos no organismo.

O alerta de vendaval abrange, além de Mato Grosso, estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e parte do Distrito Federal. No estado vizinho, Mato Grosso do Sul, a lista de municípios em alerta incluía 20 cidades, de Amambai a Corumbá, evidenciando a vasta área de instabilidade.

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Para entender melhor:

  • Alerta de Perigo Potencial (Cor Amarela): É o primeiro nível na escala de severidade do INMET. Indica a possibilidade de fenômenos meteorológicos que podem oferecer algum risco à população e às atividades cotidianas. Requer atenção e acompanhamento das atualizações.
  • INMET: Sigla para Instituto Nacional de Meteorologia, órgão do governo federal responsável pela monitorização do clima, previsão do tempo e emissão de alertas meteorológicos para todo o Brasil.
  • Umidade Relativa do Ar: É a medida da quantidade de vapor de água presente na atmosfera em relação ao máximo que poderia haver naquela temperatura. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ideal uma umidade entre 50% e 60%. Níveis abaixo de 30% já indicam estado de atenção.

 

O alerta de vendaval em Mato Grosso não é apenas uma previsão meteorológica, mas um sintoma de um padrão climático cada vez mais extremo e desafiador. A sobreposição de alertas — ventos fortes, umidade desértica e risco de fogo — cria uma tempestade perfeita que exige uma resposta coordenada e preventiva. A questão que fica é: estão as cidades e a população preparadas para lidar com eventos dessa magnitude, que tendem a se tornar mais frequentes e intensos? A vigilância, nos próximos dias, será a chave para evitar que o potencial de perigo se converta em danos reais.

 

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CLIMA

Temperatura despenca 22°C em Cuiabá entre quarta e sexta-feira;entenda

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queda de temperatura

Previsão do INMET aponta mudança drástica de 36°C para mínima de 14°C; alerta atrelado ao clima seco exige atenção com a saúde

A temperatura em Cuiabá sofre uma queda abrupta de 22°C entre a tarde de quarta-feira (1º) e as primeiras horas de quinta (2) e sexta-feira (3). A previsão pontual para a capital mato-grossense indica que os termômetros despencam da máxima de 36°C para uma mínima atípica de 14°C. O alerta associado ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) estima esse declínio térmico sem chuva significativa, estabelecendo uma condição de frio incomum na rotina da cidade.

A mudança climática rápida ocorre sob índices de umidade relativa do ar próximos a 30%. A combinação de declínio térmico acentuado, tempo seco e possível fumaça em áreas urbanas eleva o grau de alerta para crianças, idosos, trabalhadores expostos ao ar livre e pacientes com doenças respiratórias.

Diferença extrema: de 36°C para 14°C em dois dias

O principal dado da previsão é o contraste térmico de 22°C na janela de 48 horas. Na quarta-feira (1º), a capital enfrenta limite superior de 36°C. Entre a madrugada de quinta (2) e a manhã de sexta-feira (3), o padrão inverte completamente, atingindo o piso de 14°C.

Além do choque entre os extremos da semana, as temperaturas máximas também sofrem impacto diário. A marca mais alta prevista para a sexta-feira (3) alcança apenas 20°C. O alerta vinculado ao INMET estima declínio geral de 3°C a 5°C na média diária de Cuiabá, mantendo o panorama de frio durante toda a extensão da sexta.

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Amplitude térmica chega a 20°C na quinta-feira

A transição para o frio atinge sua maior variação diária na quinta-feira (2). A previsão para o dia indica a maior amplitude térmica da série: os números sobem da mínima de 14°C nas primeiras horas para a máxima de 34°C no decorrer da tarde.

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A oscilação de 20°C no mesmo dia submete a população a alterações ambientais expressivas em poucas horas, exigindo hidratação constante e adaptação no uso de roupas ao longo dos turnos.

Recuperação e tendência para o fim de semana

Os pontos mais críticos de frio incidem nas manhãs de quinta e sexta-feira. A partir de sábado (4), no entanto, os dados apontam recuperação. A mínima sobe para 16°C, e a máxima atinge 27°C (diferença diária de 11°C).

No domingo (5), o aquecimento avança com temperatura base de 18°C e máxima de 32°C. A segunda-feira (6) consolida o retorno ao clima quente, estabilizando as marcas em 17°C de mínima e 32°C de máxima.

Alerta foca na saúde diante da estabilidade geo-hidrológica

O alerta atrelado ao INMET emite grau de leve risco à saúde para os dias 2 e 3 de julho. O quadro de ar seco no centro-sul do estado, somado à ausência de chuvas expressivas, eleva a suspensão de poeira. A recomendação documentada requer uso de roupa de frio nas manhãs atípicas, ingestão frequente de líquidos e limitação da exposição prolongada ao tempo aberto.

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Conforme boletim de terça-feira (30) do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o estado de Mato Grosso não integra as zonas de monitoramento para desastres geo-hidrológicos — riscos concentrados atualmente no Amazonas, Paraná e Santa Catarina. Sem indicativos de temporais, inundações ou deslizamentos para a região metropolitana, as medidas ativas restringem-se aos parâmetros meteorológicos e de saúde pública.

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