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Política internacional

Critérios de saúde e idade barram novos imigrantes

EUA suspendem vistos de imigração para Brasil e 74 países. Medida visa barrar quem depende de auxílio social. Decisão vigora a partir de 21 de janeiro.

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suspensão de vistos imigração EUA
Governo americano endurece regras para entrada de estrangeiros visando reduzir gastos públicos. Imagem ilustrativa

Medida da gestão Trump visa barrar quem depende de auxílio social e ocorre em meio a tensão após morte de civil por agência federal

Os Estados Unidos suspenderam a emissão de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países. O Brasil está na lista. A decisão abrange ainda nações como Rússia, Irã, Nigéria e Tailândia. O governo de Donald Trump não mencionou, até o momento, alterações nos vistos de turismo. O foco recai sobre quem pretende fixar residência.

A justificativa oficial é econômica. Washington quer impedir a entrada de quem possa depender de benefícios estatais.

“O Departamento de Estado suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem benefícios sociais do povo americano em taxas inaceitáveis”, afirma o comunicado oficial.

A nota define o prazo.

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“O congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não irão extrair riqueza do povo americano.”

O filtro será rigoroso. O objetivo declarado é evitar que o estrangeiro se torne um “encargo público para os EUA ao chegarem ao país”.

Critérios de exclusão e o “pente-fino”

A Casa Branca ainda não publicou a relação oficial das nações afetadas. No entanto, a TV Fox News antecipou que o Brasil figura entre os alvos. A porta-voz da presidência, Karoline Leavitt, compartilhou a reportagem. Esse gesto conferiu tom oficial à divulgação.

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A restrição deve começar em 21 de janeiro. A suspensão é por tempo indeterminado.

Um memorando interno orienta diplomatas a endurecerem a triagem. A peneira vai além da renda. O documento sugere negar pedidos de idosos. Pessoas com sobrepeso também entram na mira. O temor é o custo médico futuro.

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“A orientação instrui os funcionários consulares a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos”, diz a Fox News.

A análise considera múltiplos fatores.

A emissora detalha que isso inclui “saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e até mesmo a possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo”.

Países como Iraque, Egito, Haiti e Iêmen também constam na relação preliminar.

O Itamaraty não comentou o caso. A embaixada norte-americana em Brasília ainda não respondeu aos contatos da reportagem.

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Tensão interna e morte em Minnesota

A medida externa reflete uma crise interna. O endurecimento das fronteiras ocorre após a morte de Renee Nicole Good. Ela foi morta pela agência de controle imigratório (ICE) em Minnesota.

O caso gerou revolta. Mais de mil protestos eclodiram pelo país contra a política de imigração.

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O cenário político inflamou. Donald Trump acusou imigrantes de Minnesota de fraudarem o sistema. O estado é um reduto democrata. O alvo principal foi a comunidade somali.

“Minnesota foi invadida por fraudadores somalis que roubam dos contribuintes americanos e se aproveitam da nossa generosidade”, escreveu o presidente nesta terça-feira (14).

Ele prometeu devassa nas contas.

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“Instruí o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, a SEGUIR O DINHEIRO e acabar com esse abuso de uma vez por todas, primeiro em Minnesota e depois em todo o país!”

O governador de Minnesota, Tim Walz, reagiu. Ele classifica as ações federais como retaliação política. O estado votou contra Trump em três eleições consecutivas.

 

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PF avalia, mas não formaliza, inclusão de Flávio Bolsonaro em difusão prateada da Interpol no caso Dark Horse

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A Polícia Federal analisa a possibilidade de solicitar a inclusão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na difusão prateada (Silver Notice) da Interpol para rastrear recursos ligados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o momento, no entanto, não há pedido formal confirmado em fontes oficiais.

A discussão ganhou força após o ministro do STF André Mendonça autorizar, em 23 de julho de 2026, a abertura de inquérito pela PF para apurar o destino de cerca de R$ 61 milhões repassados pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, sob a justificativa de financiar a produção. A decisão seguiu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e está conectada às investigações da Operação Compliance Zero, também sob relatoria de Mendonça.

Reportagens publicadas nesta quinta-feira (30) por O Globo, Correio Braziliense e Gazeta do Povo, citando investigadores, informam que a PF avalia a medida caso os mecanismos tradicionais de cooperação internacional se mostrem insuficientes. As mesmas reportagens registram explicitamente que ainda não existe pedido formal para incluir o senador na lista. O objetivo seria localizar eventuais ativos no exterior e verificar se os valores tiveram a destinação declarada ou se houve desvio de finalidade.

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A difusão prateada é ferramenta relativamente recente da Interpol, lançada em 2025 e ainda em fase de implementação. Diferente da difusão vermelha (focada em pessoas procuradas), ela visa a localização e o monitoramento de bens, contas e fluxos financeiros associados a investigações criminais, permitindo cooperação entre países-membros.

Antes da autorização do inquérito, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou ofício à Polícia Federal e ao Escritório Central Nacional da Interpol no Brasil, em final de maio/início de junho de 2026. No documento, o parlamentar solicitou cooperação penal internacional e análise da possibilidade de emissão de Silver Notice ou instrumento equivalente para preservação e identificação de ativos relacionados ao financiamento do Dark Horse. O ofício cita Flávio Bolsonaro, Vorcaro, a produtora e estruturas financeiras nos Estados Unidos e em outros países. Trata-se de iniciativa parlamentar, não de ato da PF.

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Em notas anteriores, Flávio Bolsonaro classificou como “falsa a insinuação” de irregularidades e afirmou que os aportes “foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”. A defesa do senador também criticou a divulgação de informações sobre eventuais medidas cautelares ou de cooperação internacional sem base em documentos oficiais.

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Até esta data, não foram localizados comunicados oficiais da Polícia Federal, decisões públicas do STF autorizando especificamente a difusão prateada em relação a Flávio Bolsonaro, nem registros da Interpol confirmando pedido ou emissão da medida. Qualquer formalização dependeria de solicitação da PF, autorização judicial (no caso de autoridades com foro privilegiado) e trâmites de cooperação internacional.

A investigação segue em curso. O inquérito autorizado por Mendonça busca esclarecer a origem, o fluxo e o destino dos recursos enviados sob a justificativa de financiar a produção cinematográfica.

 

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